Baixe o aplicativo gratuitamente
Maio de 2026
¹Na primeira narração, ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, ²até o dia em que, tendo dado preceitos por meio do Espírito Santo aos Apóstolos que tinha escolhido, foi arrebatado. ³E a eles também se manifestou vivo, depois da sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes por quarenta dias e falando do reino de Deus. ⁴E, estando à mesa com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, “a qual ouvistes [disse ele] da minha boca. ⁵Porque João na verdade batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, daqui a poucos dias”. ⁶Então os que se tinham congregado interrogavam-no: “Senhor, porventura chegou o tempo em que restabelecereis o reino de Israel?”. ⁷E ele disse-lhes: “Não vos pertence saber os tempos nem os momentos que o Pai reservou ao seu poder, ⁸mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samaria e até as extremidades da terra”. ⁹Então, tendo dito isto, elevou-se à vista deles, e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. ¹⁰Como estivessem olhando para o céu, quando ele ia subindo, eis que se apresentaram junto deles dois personagens vestidos de branco, ¹¹os quais lhes disseram: “Homens da Galileia, por que estais aí olhando para o céu? Esse Jesus que, separando-se de vós, foi arrebatado ao céu, virá do mesmo modo que o vistes ir para o céu”.
Palavra do Senhor.
² Nações, dai todas as palmas em aplauso; celebrai a Deus com vozes de regozijo.
³ Porque o Senhor é excelso e terrível, rei supremo sobre a terra. R.
⁶ Subiu Deus entre júbilo, e o Senhor ao som da trombeta.
⁷ Cantai salmos ao nosso Deus, cantai; cantai salmos ao nosso Rei, cantai. R.
⁸ Porque Deus é o Rei de toda a terra; cantai salmos sabiamente.
⁹ Deus reinará sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono. R.
¹⁷[Rogo] para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de glória, vos dê o espírito de sabedoria e de luz, para o conhecerdes, ¹⁸iluminando os olhos do vosso coração, e assim conheçais qual é a esperança a que ele vos chamou, e quais as riquezas da glória da sua herança reservada aos santos, ¹⁹e qual é em nós, os que cremos, a suprema grandeza do seu poder, atestado pela eficácia da sua poderosa força. ²⁰[Esta força] ele empregou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua mão direita no céu, ²¹acima de todo principado, potestade, virtude e dominação, e acima de todo nome que é nomeado, não só neste século, mas também no futuro. ²²Sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés e constituiu-o cabeça de toda a Igreja, ²³que é o seu corpo e o complemento daquele que cumpre tudo em todos.
Palavra do Senhor.
¹⁶Os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. ¹⁷Quando o viram, o adoraram; alguns, porém, duvidaram. ¹⁸Jesus aproximou-se e lhes dirigiu a palavra, dizendo: “Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. ¹⁹Ide, pois, ensinai a todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ²⁰ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Pedro Liu Wenyuan nasceu em uma família pagã, em Kong-Tcheu, na China, e sua conversão ao cristianismo aconteceu ainda na juventude, por meio de um amigo, apesar da oposição familiar.
Ao ser batizado, adotou o nome cristão de Pedro e passou a exercer o ministério de catequista, se casou jovem e teve vários filhos.
Sua fé o levou à perseguição, sendo preso por anunciar Jesus Cristo e levado para Pequim, onde seria executado, mas foi libertado por amigos.
Em 1814, voltou a ser capturado e exilado na Mongólia entre os tártaros. Lá, foi vendido como escravo, vivendo dez anos em duras condições. Após adoecer, foi novamente libertado e pôde retornar à sua casa em 1827, onde viveu com a esposa e dois filhos.
Em 1834, mais uma vez, enfrentou a perseguição, pois um de seus filhos, junto da esposa e outros cristãos, recusou um funeral pagão para um amigo falecido. Como consequência, todos foram presos. Pedro foi até a prisão para visitá-los e prestar auxílio, e, ao se declarar cristão, foi também detido. Levado ao tribunal, professou publicamente sua fé e foi condenado ao estrangulamento.
São Pedro Liu Wenyuan foi martirizado no dia 17 de maio de 1834, na sua aldeia natal, Kong-Tcheu. Foi canonizado por São João Paulo II, em 1º de outubro de 2000, junto com outros 119 mártires da China.
São Pedro Liu Wenyuan, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
Depois de quarenta dias da Ressurreição, celebramos a Solenidade da Ascensão do Senhor, que é a gloriosa entrada de Cristo, em corpo e alma, na glória do Pai.
Durante quarenta dias, o Ressuscitado apareceu aos discípulos, falou com eles, os fortaleceu na fé e os preparou para a missão. No entanto, Sua glória ainda estava velada, e a Ascensão é o momento em que Cristo, glorificado, se eleva aos céus, senta-Se à direita do Pai e inaugura um novo tempo: o tempo da Igreja, guiada pelo Espírito Santo.
A Ascensão não é a ausência de Jesus, mas uma nova forma de presença. Ele não está mais visivelmente entre nós, mas permanece vivo, presente e atuante, intercedendo junto ao Pai e conduzindo a história à plenitude. Ele volta ao céu, de onde veio, abrindo as portas da eternidade para toda a humanidade.
Os Evangelhos mostram que os discípulos não ficaram tristes com Sua partida, mas voltaram para Jerusalém cheios de alegria, pois entenderam que a Ascensão não era o fim da presença de Jesus, mas o início de uma nova etapa. O livro dos Atos dos Apóstolos narra a elevação de Cristo ao céu e a promessa do Espírito Santo.
A missão agora é deles — e nossa.
A liturgia da Ascensão traz essa riqueza espiritual: a primeira leitura, tirada dos Atos, nos lembra da missão e da promessa do Espírito. A segunda leitura, de São Paulo aos Efésios, proclama Cristo como Aquele que reina acima de todo poder. E o Evangelho destaca o envio missionário: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.” Celebramos, assim, a vitória de Cristo e renovamos nosso compromisso de anunciar o Reino.
A Ascensão é também um chamado à esperança pois Cristo reina e a salvação é real. A missão da Igreja é urgente, como discípulos, não podemos viver de olhos fixos no céu sem agir no mundo. É tempo de anunciar, com coragem e amor, a verdade.
Autor: Redação Biblioteca Católica
Assine a Minha Biblioteca Católica
Receba um tesouro da Igreja todo mês em sua casa