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Junho de 2026
¹⁹Vós, pois, já não sois hóspedes, nem adventícios, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, ²⁰edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e dos profetas, sendo o mesmo Jesus Cristo a principal pedra angular ²¹sobre o qual todo edifício bem ordenado se levanta para ser um templo santo do Senhor, ²²e sobre o qual vós sois também juntamente edificados para morada de Deus, mediante o Espírito.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Nações, louvai todas o Senhor; povos, louvai-o todos. R.
² Porque sobre nós foi confirmada a sua misericórdia, e a verdade do Senhor permanece eternamente. R.
²⁴Porém Tomé, um dos doze, que se chama Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. ²⁵Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: “Nós vimos o Senhor”. Mas ele disse-lhes: “Se eu não vir nas suas mãos a abertura dos cravos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, não crerei”. ²⁶Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, e pôs-se no meio, dizendo: “A paz seja convosco”. ²⁷Depois disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Aproxima também a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. ²⁸Respondeu Tomé: “Senhor meu e Deus meu!”. ²⁹Disse-lhe Jesus: “Tu crestes, Tomé, porque me viste; bem-aventurados os que não viram, e creram”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Tomé, também chamado Dídimo, era um dos Doze Apóstolos e ficou conhecido principalmente pelo episódio em que duvidou da ressurreição de Jesus. Quando os outros discípulos lhe disseram que haviam visto o Senhor, Tomé respondeu que só acreditaria se pudesse ver as marcas dos pregos nas mãos de Jesus e tocar em suas feridas. Oito dias depois, Jesus apareceu novamente, mesmo com as portas trancadas, e convidou Tomé a tocar em suas chagas. Diante disso, Tomé fez uma das mais belas profissões de fé: “Meu Senhor e meu Deus!”. Jesus então lhe disse: “Você acreditou porque me viu. Felizes os que não viram e acreditaram” (Jo 20,24-29).
Apesar de ser muitas vezes lembrado como o "incrédulo", Tomé demonstrava grande coragem e amor por Jesus. Quando Cristo decidiu retornar a Betânia após a morte de Lázaro, os discípulos hesitaram por medo das autoridades, mas Tomé afirmou: “Vamos morrer com Ele”.
Durante a Última Ceia, quando Jesus falou sobre ir preparar um lugar na casa do Pai, Tomé expressou sua confusão ao perguntar o caminho, e recebeu como resposta uma das frases mais conhecidas do Evangelho: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.
A tradição cristã relata que Tomé evangelizou a Síria e depois a região de Edessa. Fundou uma comunidade cristã na Babilônia, onde permaneceu por sete anos, antes de seguir para a Índia. Lá, passou por Muziris, onde havia uma comunidade judaica, e atravessou o país até chegar à China. Retornando à Índia, foi martirizado com uma lança, na atual cidade de Chennai, no dia 3 de julho do ano 72.
O Papa São Gregório Magno refletiu sobre sua história dizendo que a incredulidade de Tomé não foi um erro, mas parte dos desígnios de Deus: ao tocar nas chagas de Cristo, ele curou a ferida da incredulidade da humanidade.
São Tomé Apóstolo, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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