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Agosto de 2026
²³E eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual vós desonrastes no meio delas, a fim de que as nações saibam que eu sou o Senhor, diz o Senhor dos Exércitos, quando eu tiver sido santificado a seus olhos no meio de vós. ²⁴Eu vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. ²⁵Então derramarei sobre vós uma água pura, e vós sereis purificados de todas as vossas imundícies, e eu vos purificarei de todos os vossos ídolos. ²⁶Eu vos darei um coração novo e porei um novo espírito no meio de vós; tirarei da vossa carne o coração de pedra e vos darei um coração de carne. ²⁷Porei o meu espírito no meio de vós, e farei que andeis nos meus preceitos, e que guardeis as minhas leis, e que as pratiqueis. ²⁸Então habitareis na terra que eu dei a vossos pais, e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.
Palavra do Senhor.
¹² Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova nas minhas entranhas um espírito reto.
¹³ Não me arremesses da tua presença e não tires de mim o teu Espírito Santo. R.
¹⁴ Dá-me a alegria da tua salvação e conforta-me com um espírito magnânimo.
¹⁵ Ensinarei aos iníquos os teus caminhos, e os ímpios se converterão a ti. R.
¹⁸ Porque, se quisesses um sacrifício, eu o teria oferecido; mas tu não te comprazes com holocaustos.
¹⁹ O sacrifício digno de Deus é um espírito compungido; não desprezarás, ó Deus, um coração contrito e humilhado. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 50(51),12-13.14-15.18-19 (R. Ez 36,25)
¹Jesus, tomando a palavra, tornou-lhes a falar em parábolas, dizendo: ²“O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. ³Ele mandou os seus servos chamar os convidados para as bodas, e não quiseram ir. ⁴Enviou de novo outros servos, dizendo: ‘Dizei aos convidados: Eis que preparei o meu banquete, os meus touros e os animais cevados já estão mortos, e tudo pronto; vinde às bodas’. ⁵Mas eles não fizeram caso, e foram-se, um para a sua casa de campo, e outro para o seu negócio. ⁶Outros lançaram mão dos servos que ele enviara e, depois de os terem ultrajado, mataram-nos. ⁷O rei, ao saber disso, encolerizou-se e, mandando os seus exércitos, exterminou aqueles homicidas e pôs fogo à sua cidade. ⁸Então disse aos seus servos: ‘As bodas, com efeito, estão preparadas, mas os que tinham sido convidados não foram dignos. ⁹Ide, pois, às encruzilhadas das ruas, e a quantos encontrardes convidai-os para as bodas’. ¹⁰Saindo os seus servos pelas ruas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete das bodas. ¹¹Entrou depois o rei para ver os que estavam à mesa, e viu lá um homem que não estava vestido com veste nupcial. ¹²E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui, não tendo a veste nupcial?’. Ele, porém, emudeceu. ¹³Então disse o rei aos seus ministros: ‘Atai-lhe os pés e as mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; aí haverá pranto e ranger de dentes’. ¹⁴Porque são muitos os chamados, e poucos os escolhidos.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Bernardo nasceu na cidade de Fontaines, na França, em 1090.
Aos 22 anos, depois de estudar gramática e retórica, ingressou no mosteiro cisterciense de Citeaux, fundado por Roberto de Molesmes. Poucos anos depois, ao lado de doze companheiros (incluindo quatro irmãos, um tio e um primo) fundou o mosteiro de Claraval, onde sua vida de oração e exemplo arrastou muitos para o caminho da fé.
Na visão de Bernardo, a vida no mosteiro se baseava em trabalho, contemplação e oração, tendo sempre Jesus e Maria como referência. Para ele, Maria é quem guia os corações até Cristo. Em suas homilias, recomendava invocá-la nas angústias e seguir seu exemplo de vida, pois se nos unirmos a ela, dizia, não nos perderemos.
Em 1119, a pedido de Hugo de Payns, seu parente e fundador dos Templários, escreveu o Elogio da Nova Cavalaria, exaltando os cavaleiros da Ordem por sua simplicidade, fé firme e coragem. Sua descrição dos Templários destacou o ideal de guerreiros com alma de monges, armados primeiro pela fé.
São Bernardo foi um dos pilares da Ordem Cisterciense e um mestre espiritual que formou gerações de santos. Mesmo buscando a paz do claustro, muitas vezes se viu envolvido em importantes questões religiosas e políticas de seu tempo. Seus escritos sobre a liturgia e a Bíblia são testemunhos profundos da experiência mística e do amor à humanidade de Cristo e à Virgem Maria.
Faleceu em 20 de agosto de 1153. Foi canonizado em 1174 pelo Papa Alexandre III e, mais tarde, o Papa Pio XII o proclamou Doutor da Igreja com o título de Doctor Mellifluus.
Em sua obra De diligendo Deo, Bernardo apresentou os quatro degraus do amor a Deus:
1 – Amar a si mesmo por si mesmo.
2 – Amar a Deus por interesse pessoal.
3 – Amar a Deus por ser Deus.
4 – Amar a si mesmo por amor a Deus.
O último estágio, para Bernardo, é quando o ser humano se esquece de si e se funde em Deus, tornando-se um só espírito com Ele.
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“Para mim, nas discussões ou conversas, se não for pronunciado o nome de Jesus, nada tem sentido.” - São Bernardo de Claraval
São Bernardo de Claraval, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica