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Agosto de 2026
¹Eu, pois, quando fui ter convosco, irmãos, anunciar-vos o testemunho de Cristo, não fui com sublimidade de estilo ou de sabedoria. ²Porque julguei não saber coisa alguma entre vós senão a Jesus Cristo, e a ele crucificado. ³Eu estive entre vós com fraqueza, e temor, e grande tremor, ⁴e a minha conversação e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas da humana sabedoria, mas na manifestação do espírito e da virtude de Deus, ⁵para que a vossa fé se não baseie sobre a sabedoria dos homens, mas sobre o poder de Deus.
Palavra do Senhor.
⁹⁷ Ó, Senhor, quanto eu amo a tua lei! Ela é minha meditação o dia inteiro. R.
⁹⁸ Fizeste-me mais prudente que os meus inimigos no teu mandamento, porque comigo sempre o tenho. R.
⁹⁹ Compreendi mais que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. R.
¹⁰⁰ Entendi mais que os anciãos, porque busquei os teus preceitos. R.
¹⁰¹ Retirei os meus pés de todo o mau caminho, para guardar as tuas palavras. R.
¹⁰² Não me desviei dos teus juízos, porque tu me prescreveste uma lei. R.
¹⁶Foi a Nazaré, onde se tinha criado, e entrou na sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado, e levantou-se para fazer a leitura. ¹⁷Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou a passagem onde estava escrito: ¹⁸“O Espírito do Senhor repousou sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres, me enviou a sarar os contritos de coração, ¹⁹a anunciar aos cativos a redenção e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor, e o dia da retribuição”. ²⁰Então, enrolou o livro, deu-o ao ministro e sentou-se. Estavam fixos nele os olhos de todos na sinagoga. ²¹E começou a dizer-lhes: “Hoje cumpriu-se esta escritura que acabais de ouvir”. ²²E todos lhe davam testemunho e admiravam-se da graça das palavras que saíam da sua boca, dizendo: “Não é este o filho de José?”. ²³E ele disse-lhes: “Sem dúvida que vós me aplicareis este provérbio: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’: todas aquelas grandes coisas que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum, faze-as também aqui na tua pátria”. ²⁴Ele, porém, lhes disse: “Em verdade vos digo que nenhum profeta é recebido na sua pátria. ²⁵Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias, quando foi fechado o céu durante três anos e seis meses, e houve uma grande fome por toda a terra, ²⁶e a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma mulher viúva de Sarepta, do território de Sidônia. ²⁷E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu; e nenhum deles foi curado, senão Naamã, o sírio”. ²⁸Todos os que estavam na sinagoga, ouvindo isso, encheram-se de ira. ²⁹Então levantaram-se e lançaram-no fora da cidade, e conduziram-no até o cume do monte sobre o qual estava edificada a sua cidade, para o precipitarem. ³⁰Mas ele, passando pelo meio deles, retirou-se.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Raimundo nasceu em 1200, na cidade de Portell, na Catalunha, Espanha. Seu nascimento foi trágico: sua mãe faleceu antes do parto, e Raimundo foi retirado ainda com vida do ventre materno. Por isso, recebeu o nome “Nonato”, que significa “não nascido”.
Desde jovem demonstrou grande inteligência e inclinação para a vida religiosa. Seu pai, tentando afastá-lo desse caminho, colocou-o como administrador de uma fazenda da família, no entanto, o silêncio e a solidão do campo fortaleceram ainda mais seu desejo de consagrar-se a Deus.
Em 1224, com o consentimento do pai, Raimundo ingressou na Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, que tinha como missão libertar cristãos escravizados pelos mouros. Ordenado sacerdote, entregou-se com zelo à evangelização e à libertação dos cativos.
Enviado à Argélia, no norte da África, libertou cerca de 150 escravos. Para salvar outros, ofereceu-se como refém, permanecendo em cativeiro por oito meses, onde continuou evangelizando, o que enfureceu os muçulmanos. Como punição, perfuraram sua boca e colocaram um cadeado, impedindo-o de pregar.
Ao retornar à Espanha, debilitado pelos sofrimentos, foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX. Porém, durante a viagem rumo a Roma, caiu gravemente enfermo e faleceu em 31 de agosto de 1240, aos 40 anos.
São Raimundo Nonato, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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