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Outubro de 2026
⁶O Senhor dos Exércitos fará neste monte para todos os povos um banquete de manjares deliciosos, de vinho, de carnes gordas e tenras, e com um vinho sem mistura. ⁷Neste monte romperá a cadeia que tinha aprisionado todos os povos e as redes estendidas contra todas as nações. ⁸Precipitará a morte para sempre; o Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de cima de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o Senhor falou. ⁹E se dirá naquele dia: “Eis que este é o nosso Deus, nele esperamos e ele nos salvará; este é que é o Senhor, nós o temos esperado, nós exultaremos e nos alegraremos com a salvação que vem dele. ¹⁰ᵃPorque neste monte repousará a mão do Senhor.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará;
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura,
³ᵃ converteu a minha alma. R.
³ᵇ Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome.
⁴ Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
¹²Sei viver nas privações, sei também viver na abundância: a ter fartura, e a passar fome; a estar na abundância, e a padecer necessidade. ¹³Tudo posso naquele que me conforta. ¹⁴Contudo, fizestes bem em tomar parte na minha tribulação [socorrendo-me]. ¹⁹O meu Deus, pois, cumpra todos os vossos desejos, conforme as suas riquezas, com a glória em Cristo Jesus. ²⁰Seja dada glória a Deus e Pai nosso por todos os séculos dos séculos. Amém.
Palavra do Senhor.
¹Jesus, tomando a palavra, tornou-lhes a falar em parábolas, dizendo: ²“O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. ³Ele mandou os seus servos chamar os convidados para as bodas, e não quiseram ir. ⁴Enviou de novo outros servos, dizendo: ‘Dizei aos convidados: Eis que preparei o meu banquete, os meus touros e os animais cevados já estão mortos, e tudo pronto; vinde às bodas’. ⁵Mas eles não fizeram caso, e foram-se, um para a sua casa de campo, e outro para o seu negócio. ⁶Outros lançaram mão dos servos que ele enviara e, depois de os terem ultrajado, mataram-nos. ⁷O rei, ao saber disso, encolerizou-se e, mandando os seus exércitos, exterminou aqueles homicidas e pôs fogo à sua cidade. ⁸Então disse aos seus servos: ‘As bodas, com efeito, estão preparadas, mas os que tinham sido convidados não foram dignos. ⁹Ide, pois, às encruzilhadas das ruas, e a quantos encontrardes convidai-os para as bodas’. ¹⁰Saindo os seus servos pelas ruas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete das bodas. ¹¹Entrou depois o rei para ver os que estavam à mesa, e viu lá um homem que não estava vestido com veste nupcial. ¹²E disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui, não tendo a veste nupcial?’. Ele, porém, emudeceu. ¹³Então disse o rei aos seus ministros: ‘Atai-lhe os pés e as mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; aí haverá pranto e ranger de dentes’. ¹⁴Porque são muitos os chamados, e poucos os escolhidos.”
Palavra da Salvação
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Alexandre Sauli nasceu em Milão no ano de 1530 e tinha de tudo: vinha de uma nobre família genovesa, que deu senadores e doges à República Marítima; possuía grande aptidão para o estudo e contava com altas relações, que, na adolescência, lhe valeram a nomeação de pajem da corte.
Com 17 anos, pediu para fazer parte dos Clérigos Regulares de São Paulo, uma ordem religiosa de padres que viviam em comunidade, dedicados à oração, ao estudo e à formação do povo.
“Peço para ser aceito, para me abandonar totalmente nas mãos da obediência.”
E logo essa obediência foi posta à prova, de forma pública e humilhante: ele foi enviado à praça central, vestido como um nobre, mas carregando uma pesada cruz nos ombros. Um gesto que o expôs ao escárnio, às piadas e que serviu como sinal de sua disposição de renunciar à própria vaidade. Nascia ali uma tradição que permanece viva: “Desde então, ‘carregar a cruz’ se tornou parte das nossas práticas. É um dos gestos mais simbólicos e queridos, pois todo barnabita inicia seu ano de noviciado levando a cruz da comunidade até a igreja” (Padre Luis Origlia Roasio).
Em 1567, o Papa São Pio V o nomeou bispo de Aleria, na Córsega — uma diocese completamente abandonada, onde tudo precisava ser reconstruído, inclusive garantir alimento ao povo, constantemente ameaçado pela fome e pelos ataques de piratas. Ao mesmo tempo, continuava formando sacerdotes bem preparados, cultivando neles o desejo missionário e a paixão pela evangelização. Por duas décadas, ele foi para a Córsega muito mais do que um bispo: foi um verdadeiro pai e mestre. E ali permaneceria até sua morte.
Mesmo quando o trabalho já o havia esgotado, obedecia sem hesitar. Empreendia suas visitas pastorais sem cessar, “carregando a cruz” até que as forças lhe permitissem.
Santo Alexandre Sauli foi canonizado por São Pio X, em 1904, após ter sido beatificado pelo Papa Bento XIV, em 1741.
Santo Alexandre Sauli, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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