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Outubro de 2026
¹⁰De resto, irmãos, fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude. ¹¹Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. ¹²Porque nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos pelos ares. ¹³Portanto, tomai a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e ficar de pé depois de ter vencido tudo. ¹⁴Estai, pois, firmes, tendo cingido os vossos rins com a verdade, e vestindo a couraça da justiça, ¹⁵e tendo os pés calçados para ir anunciar o Evangelho de paz. ¹⁶Sobretudo tomai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do maligno. ¹⁷Tomai também o elmo da salvação e a espada do espírito, que é a palavra de Deus, ¹⁸orando continuamente em espírito com toda sorte de orações e de súplicas, vigiando nisto com toda a perseverança e rogando por todos os santos. ¹⁹Orai também por mim, para que me seja dado abrir a minha boca e pregar com liberdade o mistério do Evangelho, ²⁰do qual eu, mesmo com as algemas, sou embaixador, e para que eu fale corajosamente dele, como é meu dever.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi, contra Golias. Bendito seja o Senhor Deus meu, que adestra as minhas mãos para a batalha e os meus dedos para a guerra. R.
² Ele é a minha misericórdia e o meu refúgio, meu defensor e meu libertador, meu protetor, e é nele que espero; é ele que submete o meu povo à minha autoridade. R.
⁹ Ó Deus, eu te cantarei um cântico novo; com o saltério de dez cordas te louvarei.
¹⁰ Tu que dás saúde aos reis, que livraste Davi, teu servo, da espada maligna, R.
³¹No mesmo dia alguns dos fariseus foram dizer-lhe: “Sai e retira-te daqui, porque Herodes quer te matar”. ³²E ele respondeu-lhes: “Ide e dizei a essa raposa: ‘Eis que eu expulso os demônios, faço curas hoje e amanhã, e ao terceiro dia serei consumado. ³³Importa, contudo, que eu caminhe ainda hoje, e amanhã, e no dia seguinte; porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém’. ³⁴Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes quis juntar os teus filhos como a galinha os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste? ³⁵Eis que será deixada deserta a vossa casa. E digo-vos que não me vereis, até que venha [o tempo] em que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Narciso nasceu por volta do ano 96 e foi eleito bispo de Jerusalém já em idade avançada, tendo quase cem anos quando assumiu a função.
Homem austero, penitente, humilde, simples e puro, presidiu, ao lado de Teófilo de Cesareia, um concílio importante, onde se determinou que a celebração da Páscoa deveria sempre ocorrer num domingo.
Durante seu episcopado, ficou célebre um episódio milagroso: em um dia de festa, faltou o óleo necessário para as unções litúrgicas. Narciso mandou trazer água de um poço vizinho e, ao abençoá-la, transformou-a em óleo, provendo assim às necessidades.
No entanto, sua trajetória foi marcada por uma dura provação: foi falsamente acusado por três homens de um ato infame, sendo que cada um deles invocou sobre si um castigo, caso estivesse mentindo. Profundamente entristecido, Narciso perdoou os caluniadores, retirou-se silenciosamente para o deserto e deixou Jerusalém.
Mesmo ausente, a santidade de Narciso nunca foi colocada em dúvida. A justiça divina não tardou: os três caluniadores sofreram exatamente os castigos que haviam invocado — o primeiro morreu queimado, o segundo foi consumido pela lepra e o terceiro cegou de tanto chorar o seu pecado.
Além do milagre da transformação da água em óleo, São Narciso deu testemunho de humildade e perdão ao se afastar em silêncio, sem desejar vingança, deixando que Deus agisse em sua defesa.
Depois de alguns anos, reapareceu em Jerusalém e foi recebido com imensa alegria pelo povo e pelo clero. São Narciso faleceu por volta do ano 212, aos 119 anos de idade, após ter servido fielmente à Igreja até o fim de seus dias.
São Narciso, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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