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Novembro de 2026
¹¹Pois isto diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e as visitarei. ¹²Assim como um pastor visita o seu rebanho no dia em que se acha no meio das suas ovelhas desgarradas, assim eu visitarei as minhas ovelhas e as livrarei de todos os lugares por onde tinham andado dispersas no dia de nublado e de escuridão. ¹⁵Apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o Senhor Deus. ¹⁶Irei procurar as que se tinham perdido, farei voltar as que andavam desgarradas, atarei os membros às que tinham algum quebrado, fortalecerei as que estavam fracas, conservarei as que estavam gordas e fortes, e as apascentarei com justiça. ¹⁷Mas vós, rebanhos meus, isto diz o Senhor Deus: Eis que julgarei entre rebanho e rebanho, entre carneiros e bodes.
Palavra do Senhor.
² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura, R.
³ᵃ converteu a minha alma. R.
⁵ Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.
⁶ E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 22(23),1-2a.2b-3.5-6 (R. 1)
²⁰Mas Cristo ressuscitou dos mortos, sendo ele as primícias dos que dormem; ²¹porque, assim como a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. ²²E, assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. ²³Mas cada um em sua ordem: como primícias, Cristo; depois, os que são de Cristo, que creram na sua vinda. ²⁴Depois será o fim, quando tiver entregado o reino a Deus e ao Pai, quando tiver destruído todo o principado, potestade e virtude. ²⁵Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. ²⁶Ora, o último inimigo a ser destruído será a morte, porque Deus todas as coisas sujeitou debaixo dos seus pés. ²⁸E quando tudo lhe estiver sujeito, então ainda o mesmo Filho estará sujeito àquele que lhe sujeitou todas as coisas, a fim de que Deus seja tudo em todos.
Palavra do Senhor.
³¹Quando, pois, vier o Filho do homem na sua majestade, e todos os anjos com ele, então se sentará sobre o trono da sua majestade. ³²Serão todas as gentes congregadas diante dele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. ³³E porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. ³⁴Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde o princípio do mundo. ³⁵Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era peregrino, e recolhestes-me; ³⁶nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; estava no cárcere, e fostes visitar-me’. ³⁷Então lhe responderão os justos, dizendo: ‘Senhor, quando é que nós te vimos faminto, e te demos de comer; sedento, e te demos de beber? ³⁸E quando te vimos peregrino, e te recolhemos; nu, e te vestimos? ³⁹Ou quando te vimos enfermo, ou no cárcere, e fomos visitar-te?’. ⁴⁰E, respondendo o Rei, lhes dirá: ‘Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes’. ⁴¹Então dirá também aos que estiverem à esquerda: ‘Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demônio e para os seus anjos. ⁴²Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; ⁴³era peregrino, e não me recolhestes; nu, e não me vestistes; enfermo e no cárcere, e não me visitastes’. ⁴⁴Então eles também lhe responderão, dizendo: ‘Senhor, quando é que nós te vimos faminto ou sedento, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou no cárcere, e não te assistimos?’. ⁴⁵Então lhes responderá, dizendo: ‘Em verdade vos digo: todas as vezes que não o fizestes a um destes mais pequeninos, a mim não o fizestes’. ⁴⁶E estes irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Cecília nasceu em Roma, em uma família nobre. Foi martirizada por volta do ano 230, durante o império de Alexandre Severo e o pontificado do Papa Urbano I.
Cecília fez um voto de virgindade perpétua, mesmo sendo dada em casamento ao jovem patrício Valeriano, a quem revelou seu voto e sua fé cristã na noite de núpcias. Valeriano, tocado por sua fé, aceitou o chamado à conversão, foi catequizado e batizado pelo Papa Urbano I. Pouco tempo depois, seu irmão Tibúrcio também abraçou a fé cristã.
Segundo o relato de sua paixão, no momento em que deveria se casar com Valeriano, enquanto soavam os órgãos, ela cantava um hino ao Senhor. Por isso Santa Cecília foi proclamada Padroeira da Música e dos Músicos
Os irmãos Valeriano e Tibúrcio foram presos sob ordens do prefeito Turcio Almácio e, após torturas, foram decapitados — junto com Máximo, o oficial romano que também se converteu ao ver sua coragem. Cecília, última a ser capturada, manteve-se firme diante das ameaças.
Fora marcada para morrer por asfixia, e permaneceu durante um dia e uma noite em um banho de vapores escaldantes, sete vezes mais quente que o normal. Porém, as chamas não exerciam poder sobre seu corpo, e nem um único fio de sua cabeça foi sequer chamuscado.
Então, ordenou-se sua decapitação. O lictor, com mãos trêmulas, desferiu-lhe os três golpes permitidos por lei, mas não conseguiu concluir a execução, e Santa Cecília ainda permaneceu viva. Por dois dias e duas noites, a santa deitou-se, com a cabeça semi-decepada, sobre o pavimento do banho, com plena consciência e alegremente aguardando a coroa do martírio. No terceiro dia, a agonia chegou ao fim, e no ano de 177, a virgem santa faleceu.
“Os homens chamam-me de Cecília, mas o meu nome mais bonito é o de Cristão” - Santa Cecília
Santa Cecília, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
A celebração de Cristo Rei tem origem em dois momentos significativos da história da Igreja. O primeiro foi o Concílio de Niceia, em 325, quando a divindade de Jesus foi solenemente afirmada contra as heresias de Ário: “Cristo é Deus, Luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”. O segundo marco ocorreu em 1925, quando o Papa Pio XI, diante do avanço do secularismo e da negação pública da fé, instituiu a Solenidade de Cristo Rei. Seu objetivo era mostrar que o verdadeiro caminho para a justiça e a paz consistia em reconhecer a soberania de Jesus sobre todas as nações e corações.
Cristo é Rei por direito eterno, pois é o Filho de Deus, e também por conquista, ao vencer o pecado e a morte por meio de sua paixão, morte e ressurreição.
A instituição dessa solenidade foi um gesto profético de Pio XI. Ao reafirmar a realeza de Cristo em tempos de hostilidade crescente à fé, o Papa iluminou a missão da Igreja: testemunhar que Jesus é Rei do Universo e que seu Reino é de amor, verdade, paz e vida eterna. A mudança da data para o último domingo do Ano Litúrgico, após a reforma de 1969, reforça sua dimensão escatológica — Cristo é o Alfa e o Ômega, o início e o fim de todas as coisas.
Cristo, vencedor da morte, vive e reina para sempre. Ele é o Rei do Universo, Senhor do Tempo e da Eternidade, e modelo perfeito de governo, em justiça e misericórdia.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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