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Dezembro de 2026
¹Ora, aconteceu que, estando o rei estabelecido em sua casa, e tendo-lhe o Senhor dado paz por todas as partes com todos os seus inimigos, ²disse ele ao profeta Natã: “Tu não vês que habito numa casa de cedro, enquanto a arca de Deus está posta debaixo dumas peles?” ³Natã respondeu ao rei: “Vai e faze tudo o que tens no coração, porque o Senhor é contigo”. ⁴Mas sucedeu, naquela mesma noite, que o Senhor falou a Natã, dizendo: ⁵“Vai e dize ao meu servo Davi: ‘Eis o que diz o Senhor: Porventura serás tu que me edificarás uma casa para eu habitar? ⁸ᵇEu tirei-te das pastagens, quando guardava os rebanhos, para que fosses o condutor do meu povo de Israel, ⁹e por toda a parte por onde andaste estive contigo, exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome tão ilustre como o nome dos grandes que há na terra. ¹⁰Fixarei um lugar para o meu povo de Israel e o estabelecerei nele; aí habitará e não será mais perturbado, e os filhos da iniquidade não tornarão a afligi-lo como antes, ¹¹desde o dia em que eu constituí juízes sobre o meu povo de Israel. Eu te darei paz com todos os teus inimigos, e o Senhor te anuncia [desde já] que te fará uma casa. ¹²Quando se completarem os teus dias e dormires com teus pais, suscitarei depois de ti a tua posteridade, que nascerá de ti, e firmarei o seu reino. ¹⁴ᵃEu serei para ele um pai, e ele será para mim um filho. ¹⁶A tua casa será estável, e o teu reino se perpetuará diante do teu rosto, e o teu trono será firme para sempre’”.
Palavra do Senhor.
² As misericórdias do Senhor eu cantarei eternamente; De geração em geração, pela minha boca, anunciarei a tua verdade.
³ Porquanto disseste: “A misericórdia será estabelecida como um edifício eterno nos céus”; estará preparada neles a tua verdade. R.
⁴ “Fiz aliança com os meus escolhidos, jurei a Davi meu servo:
⁵ conservarei eternamente a tua descendência, tornarei firme o teu trono de geração em geração”. R.
²⁷ Ele me invocará, dizendo: ‘Tu és meu Pai, meu Deus, e o autor da minha salvação’.
²⁹ Eternamente o guardará a minha misericórdia, e a minha aliança com ele será estável. R.
²⁵E ao que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, segundo a revelação do mistério [da salvação] encoberta desde os tempos eternos, ²⁶mas agora manifestado pelas escrituras dos profetas segundo o mandamento do eterno Deus, para que se obedeça à fé, conhecido entre todas as nações; ²⁷a Deus, que é só o sábio [seja dada] honra e glória por Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Assim seja.
Palavra do Senhor.
²⁶Então, no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, ²⁷a uma virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi. O nome da Virgem era Maria. ²⁸E, entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: “Ave, cheia de graça; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres”. ²⁹Ao ouvir estas coisas, ela turbou-se com as suas palavras, e discorria pensativa que saudação seria esta. ³⁰O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. ³¹Eis que conceberás no teu ventre e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. ³²Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; ele reinará sobre a casa de Jacó eternamente, ³³e o seu reino não terá fim”. ³⁴Então Maria perguntou ao anjo: “Como se fará isso, se eu não conheço varão?”. ³⁵O anjo lhe respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso mesmo, o Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus. ³⁶Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice, e este é o sexto mês da que se dizia estéril; ³⁷porque para Deus nada é impossível”. ³⁸Então disse Maria: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo afastou-se dela.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Domingos nasceu por volta do ano 1000, na vila de Cañas, em Navarra, Espanha, numa família cristã humilde. Desde cedo, demonstrou inclinação para a vida religiosa, e seu pai o encaminhou aos estudos e à formação sacerdotal.
Depois de ordenado, passou um período com sua família e outro em solidão. Ingressou na Ordem de São Bento, no mosteiro de Santo Emiliano, onde foi nomeado mestre de noviços e, mais tarde, prior. Também restaurou o priorado de Santa Maria de Cañas.
Por se recusar a colaborar com uma exigência injusta do príncipe de Navarra, foi perseguido e exilado. Refugiou-se em Burgos, onde o rei Fernando Magno o acolheu e o nomeou abade do mosteiro decadente de São Sebastião de Silos, em 1041. Ali, durante trinta anos, São Domingos restaurou a vida monástica, tornando o mosteiro um centro de evangelização e contemplação, e ganhou fama em toda a Espanha por libertar inúmeros escravos cristãos das mãos dos mouros.
Segundo a tradição, Domingos recebeu, em sonho, a promessa de três coroas de um anjo: a primeira, por ter abandonado o mundo e abraçado a vida perfeita; a segunda, por sua castidade e pela construção do mosteiro de Cañas; e a terceira, por restaurar Silos — missão que cumpriu com excelência.
Faleceu em 20 de dezembro de 1073, cercado por seus monges e pelo bispo de Burgos.
São Domingos de Silo, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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