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Dezembro de 2026
¹¹Eis o que o Senhor fez ouvir nas extremidades da terra: “Dizei à filha de Sião. Eis, aí vem o teu Salvador; eis que a sua recompensa vem com ele, e as suas retribuições o precedem. ¹²Então [os teus filhos] serão chamados Povo santo, resgatados do Senhor; e tu serás uma cidade chamada Desejada, e não a Desamparada”
Palavra do Senhor.
¹ De Davi, quando foi restaurada a sua terra. O Senhor é rei, regozije-se a terra, alegrem-se as numerosas ilhas.
⁶ Os céus anunciaram a sua justiça, e todos os povos viram a sua glória. R.
¹¹ Nasceu a luz para o justo, e a alegria para os retos de coração.
¹² Alegrai-vos, ó justos, no Senhor, e celebrai a memória da sua santidade. R.
⁴Mas, quando apareceu a bondade do Salvador nosso Deus e o seu amor pelo homem – ⁵não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia – Ele nos salvou mediante o batismo de regeneração e de renovação do Espírito Santo, ⁶que difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador, ⁷a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.
Palavra do Senhor.
¹⁵Depois que os anjos se retiraram deles para o céu, os pastores diziam entre si: “Vamos até Belém e vejamos o que lá sucedeu e o que o Senhor nos manifestou”. ¹⁶Foram com grande pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. ¹⁷Ao verem isto, entenderam o que lhes tinha sido dito acerca desse Menino. ¹⁸E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. ¹⁹Ora, Maria guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. ²⁰Então os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido dito.
Palavra da Salvação.
⁷Que formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia e prega a paz, do que anuncia o bem, do que prega a salvação, do que diz a Sião: “O teu Deus está para reinar!”. ⁸Ouvir-se-á a voz das tuas sentinelas; elas levantarão a voz e juntamente cantarão louvores, porque verão com os seus próprios olhos como o Senhor faz voltar Sião. ⁹Alegrai-vos e louvai a uma só voz, desertos de Jerusalém, porque o Senhor consolou o seu povo e resgatou Jerusalém. ¹⁰O Senhor fez ver o seu santo braço aos olhos de todas as nações, e todos os confins da terra verão o salvador que o nosso Deus nos há de enviar.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo do mesmo Davi. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. A sua destra e o seu santo braço fizeram-no triunfar. R.
² O Senhor manifestou o seu salvador; revelou a sua justiça aos olhos das nações.
³ᵃᵇ Lembrou-se da sua misericórdia e da fidelidade em favor da casa de Israel. R.
³ᶜᵈ Todos os limites da terra viram a salvação do nosso Deus.
⁴ Aclamai a Deus, povos de toda a terra; cantai e saltai de alegria, e tocai instrumentos. R.
⁵ Cantai salmos ao Senhor com cítara, com cítara e cantando hinos;
⁶ com trombetas de metal, e ao som de corneta. Regozijai-vos na presença deste Rei, que é o Senhor. R.
¹Deus, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos a nossos pais pelos profetas, ²ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem criou também os séculos. ³Ele é o resplendor da sua glória e a figura da sua substância, sustentando a tudo com a sua poderosa palavra, e, depois de ter feito a purificação dos pecados, está sentado à direita da majestade nas alturas, ⁴feito tanto mais superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. ⁵Pois, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, eu hoje te gerei? E ainda: Eu serei para ele Pai, e ele será para mim Filho? ⁶E novamente, quando introduz o seu Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Os anjos são servos.
Palavra do Senhor.
¹No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. ²Ele estava no princípio com Deus. ³Todas as coisas foram feitas por ele, e nada do que foi feito, foi feito sem ele. ⁴Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. ⁵E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam. ⁶Houve um homem enviado por Deus que se chamava João. ⁷Este veio por testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. ⁸Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. ⁹Era a luz verdadeira, que ilumina todo homem que vem a este mundo. ¹⁰Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. ¹¹Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. ¹²Mas a todos os que o receberam deu poder de se tornarem filhos de Deus, àqueles que creem no seu nome; ¹³os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. ¹⁴E o Verbo se fez carne e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. ¹⁵João dá testemunho dele e clama, dizendo: “Este era aquele de quem eu disse: O que há de vir depois de mim, é mais do que eu; porque era antes de mim.” ¹⁶E todos nós participamos da sua plenitude, e graça sobre graça; ¹⁷porque a lei foi dada por Moisés, e a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo. ¹⁸Ninguém jamais viu Deus; o FilhoUnigênito, que está no seio do Pai, ele mesmo é que o deu a conhecer.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
O Natal, derivado do latim natalis (relativo ao nascimento, de nasci — nascer), é a solenidade litúrgica que celebra o nascimento do Filho de Deus feito homem, evento central da fé cristã que ilumina o destino humano: “É só no mistério do Verbo feito carne que se torna claro o mistério do homem” (Gaudium et Spes, n. 22).
O Catecismo da Igreja Católica destaca que essa festa manifesta “a grande misericórdia de Deus que nos envia o seu Filho” (CIC 456), contemplando o “Deus conosco” (CIC 519), inseparável do mistério pascal (CIC 1171).
A data de 25 de dezembro, fixada no século IV, coincide com festas romanas do solstício como o Dies Natalis Solis Invicti, “batizadas” pela Igreja em honra do verdadeiro Sol de Justiça, Jesus, luz nas trevas (Catholic Encyclopedia, Paganism; General Audience of 22 December 1993).
Está ligada à Natividade de São João Batista (24 de junho), única festa de nascimento de santo no calendário, junto às de Jesus e Maria (Directory on Popular Piety, 225; Martirology 2025-06-24).
Segundo Lucas 1,26-36, Isabel está no sexto mês de gestação quando o anjo anuncia a Maria; assim, concepção de Jesus segue seis meses após a de João (“É necessário que ele cresça e que eu diminua”, Jo 3,30), justificando junho para o Precursor e dezembro para o Messias, ecoando o ciclo solar (Catholic Encyclopedia, St. John the Baptist; Butler's Lives, Vol. II, p.635-636).
Teologicamente, o Natal revela o plano eterno: “Quando veio a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho [...] para nos receber a adoção filial” (Gl 4,4-5); Cristo, “imagem do Deus invisível”, centro da criação (Cl 1,15-17) (Gaudium et Spes, 22). O Eterno se faz temporal para nos divinizar: “O Filho de Deus se fez homem para que nós nos tornássemos Deus” (Santo Atanásio). No presépio, convida ao toque filial (Admirabile signum, 8).
Única com quatro Missas (Vigília, Noite, Aurora, Dia), reflete a tripla natividade de Cristo — eterna, temporal, espiritual — com Christus natus est nobis: Venite, adoremus!; São Tomás explica-as como manifestações ao nascente, pastor e rei (Summa Theologiae
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Assim, somos chamados a ser “manjedouras vivas”, encarnando o Verbo em amor e esperança, rompendo trevas. Em síntese, alegria cósmica: Deus se faz pequeno para nos engrandecer, ecoando o salto de João ante o Salvador (Lc 1,41).
Autor: Redação Biblioteca Católica