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Dezembro de 2026
²²Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é um Anticristo, que nega o Pai e o Filho. ²³Todo aquele que nega o Filho, também não reconhece o Pai; já aquele que confessa o Filho, reconhece também o Pai. ²⁴O que vós ouvistes desde o princípio permanece em vós. Se em vós permanecer o que ouvistes desde o princípio, também vós permanecereis no Filho e no Pai. ²⁵E esta é a promessa que ele mesmo nos fez: a vida eterna. ²⁶Isto vos escrevi acerca daqueles que vos seduzem. ²⁷E permaneça em vós a unção que recebestes dele. Vós não tendes necessidade de que ninguém vos ensine, mas conforme a sua unção vos ensina todas as coisas – e ela é verdade, e não é mentira. Portanto, como ele vos ensinou, permanecei nele. ²⁸E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando aparecer, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo do mesmo Davi. Cantai ao Senhor um cântico novo, porque ele operou maravilhas. A sua destra e o seu santo braço fizeram-no triunfar. R.
² O Senhor manifestou o seu salvador; revelou a sua justiça aos olhos das nações.
³ᵃ Lembrou-se da sua misericórdia e da fidelidade
³ᵇ em favor da casa de Israel. R.
³ᶜ Todos os limites da terra viram
³ᵈ a salvação do nosso Deus.
⁴ Aclamai a Deus, povos de toda a terra; cantai e saltai de alegria, e tocai instrumentos. R.
¹⁹Eis o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas a perguntar-lhe: “Quem és tu?”. ²⁰Ele confessou e não negou; e confessou: “Eu não sou o Cristo”. ²¹E eles perguntaram-lhe: “Quem és, pois? És tu Elias?”. Ele respondeu: “Não sou”. “És tu o Profeta?”. E respondeu: “Não”. ²²Disseram-lhe então: “Quem és, pois, para que possamos dar resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?”. ²³Ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”. ²⁴Ora, os que tinham sido enviados eram da seita dos fariseus. ²⁵E interrogaram-no, dizendo: “Como batizas, pois, se não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?” ²⁶João respondeu-lhes: “Eu batizo em água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. ²⁷Esse é o que há de vir depois de mim, o qual foi antes de mim, e a quem eu não sou digno de desatar a correia dos sapatos”. ²⁸Estas coisas passaram-se em Betânia, na região além do Jordão, onde João estava batizando.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Basílio Magno nasceu em 329, em Cesareia, em uma família profundamente cristã. Estudou em Constantinopla e Atenas, onde chegou a buscar prestígio e glórias humanas. No entanto, seu reencontro com São Gregório de Nazianzo reacendeu sua amizade com Jesus e o desejo pela vida evangélica.
São Gregório também nasceu em 329. Seu pai, Gregório, o Velho, tornou-se bispo de Nazianzo. Gregório estudou em Atenas, onde firmou com Basílio uma amizade profunda e duradoura, e juntos viveram a vida monástica no eremitério da Capadócia.
Basílio, após seus estudos, retirou-se para a oração e a vida eremítica, aprofundando-se na espiritualidade e na fundação de comunidades monásticas, muitas vezes em parceria com Gregório. Em 370, foi eleito bispo de Cesareia e enfrentou com firmeza o arianismo, heresia que negava a divindade de Cristo e que era apoiada pelo imperador Valente.
Gregório, homem de estudo, poesia e doutrina profunda, também se destacou no combate ao arianismo. Enviado a Constantinopla, enfrentou duras perseguições e até agressões físicas. Sua clareza doutrinária lhe rendeu o título de “Teólogo”, reservado a poucos santos na história da Igreja.
São Basílio dedicou todo o seu saber a Cristo, o Verbo Encarnado, sendo exemplo não apenas pela palavra, mas por sua caridade ativa e pastoral. Gregório, por sua vez, deixou um vasto legado de escritos, incluindo cerca de 240 cartas com grande valor teológico e moral.
São Basílio faleceu em 379; São Gregório, em 390. Celebrados juntos, esses grandes amigos são testemunhas de que a verdadeira amizade, firmada em Deus, pode conduzir à santidade. São modelos de fé, estudo, humildade e coragem no combate às heresias e na defesa da Igreja.
Ó Deus, que iluminastes a vossa Igreja com o exemplo e a doutrina de São Basílio e São Gregório Nazianzeno, fazei-nos buscar humildemente a vossa verdade e segui-la com amor em nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Santos Basílio Magno e Gregório de Nazianzeno, rogai por nós.
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Autor: Redação Biblioteca Católica