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Janeiro de 2027
¹¹E enquanto todo sacerdote se apresenta cada dia a exercer o seu ministério e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem tirar os pecados, ¹²este, ao contrário, tendo oferecido um só sacrifício pelos pecados, está sentado para sempre à direita de Deus, ¹³daí por diante esperando até que os meus inimigos sejam postos por escabelo de seus pés. ¹⁴Porque, com uma só oblação, tornou perfeitos para sempre os que foram santificados. ¹⁵E disso o Espírito Santo também nos dá testemuho. Pois, depois de ter dito: ¹⁶Esta é a aliança que eu farei com eles depois daqueles dias, o Senhor diz: “Porei as minhas leis nos seus corações, e as escreverei nos seus espíritos; ¹⁷e nunca jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades”. ¹⁸Ora, onde há remissão dos pecados, não é necessária oblação pelo pecado.
Palavra do Senhor.
¹ Salmo de Davi. Disse o Senhor ao meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés”. R.
² O Senhor fará sair de Sião o cetro do teu poder; “Domina tu no meio dos teus inimigos. R.
³ Contigo está o principado no dia da tua força, entre os resplendores dos santos; das minhas entranhas te gerei antes da aurora”. R.
⁴ Jurou o Senhor, e não se arrependerá: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec”. R.
¹Começou de novo a ensinar à beira do mar, e juntou-se à volta dele tão grande multidão que teve de subir para uma barca e sentar-se dentro dela no mar, enquanto toda a multidão estava em terra na praia. ²E ensinava-lhes muitas coisas por meio de parábolas, e dizia-lhes na sua doutrina: ³“Ouvi: eis que saiu um semeador a semear. ⁴Enquanto semeava, uma parte caiu ao longo do caminho, e vieram as aves do céu e comeram-na. ⁵Outra parte caiu sobre o pedregulho, onde tinha pouca terra, e nasceu logo, porque não havia profundidade de terra; ⁶mas, quando saiu o sol, foi queimada pelo calor e, como não tinha raiz, secou. ⁷Outra parte caiu entre espinhos, e cresceram os espinhos e a sufocaram, e não deu fruto. ⁸Outra caiu em boa terra, e deu fruto que vingou e cresceu, e [um grão] dava trinta, outro sessenta, e outro cem”. ⁹E disse Jesus: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. ¹⁰Quando se encontrou só, os doze, que estavam com ele, interrogaram-no sobre a parábola. ¹¹E disse-lhes: “A vós é concedido conhecer o mistério do reino de Deus, porém aos que são de fora, tudo se lhes propõe em parábolas, ¹²para que, olhando, vejam e não reparem, e, ouvindo, ouçam e não entendam, de sorte que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados”. ¹³E disse-lhes: “Não entendeis esta parábola? E como entendereis todas as outras? ¹⁴O semeador semeia a palavra. ¹⁵E os que recebem a semente ao longo do caminho são aqueles nos quais a palavra é semeada, mas, tendo-a ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. ¹⁶Igualmente os que receberam a semente em lugar pedregoso são os que, ouvindo a palavra, logo a recebem com gosto, ¹⁷mas não têm raízes em si, são inconstantes. Depois, levantando-se a tribulação e a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. ¹⁸Os que recebem a semente entre espinhos são aqueles que ouvem a palavra, ¹⁹mas as solicitudes do século, a ilusão das riquezas e os outros afetos desordenados, entrando, afogam a palavra, e ela fica infrutuosa. ²⁰Enfim, os que recebem a semente em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto: um a trinta, outro a sessenta, e outro a cem”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Ângela Mérici nasceu em 21 de março de 1474, em Desenzano del Garda, na Itália, em uma família simples e profundamente cristã.
Desde pequena, demonstrava inclinação à oração, à penitência e a um grande amor por Cristo e pela Igreja. Costumava ouvir, junto ao pai, histórias da vida dos santos, o que despertou nela uma devoção especial por Santa Úrsula.
Aos 15 anos, Ângela ficou órfã dos pais e da irmã, passando a viver com um tio. Mesmo diante do sofrimento, não se revoltou; ao contrário, amadureceu ainda mais sua espiritualidade.
Em uma visão, viu jovens com coroas de lírios caminhando para o Céu. Compreendeu ali sua missão: dedicar-se à formação espiritual e moral de jovens mulheres. Sua sensibilidade feminina e seu compromisso com a caridade chamaram atenção em Bréscia, onde passou a auxiliar viúvas, pobres e moças em situação de risco.
Durante uma peregrinação à Terra Santa, perdeu repentinamente a visão. Mesmo assim, continuou a viagem, acolhendo esse sofrimento com fé, crendo que Deus queria que ela enxergasse os lugares sagrados com os olhos do espírito. Sua visão foi milagrosamente restaurada diante de um crucifixo.
Em 1525, em Roma, durante o Ano Santo, foi recebida pelo Papa Clemente VII, que a convidou a permanecer ali. No entanto, ela recusou, voltando a Bréscia para cumprir a missão que o Céu lhe confiara.
No dia 25 de novembro de 1535, Ângela fundou, com doze companheiras, a Companhia de Santa Úrsula, destinada à educação e formação cristã de meninas, com voto de obediência à Igreja e ao bispo local. As mulheres da companhia não viviam em conventos, mas atuavam no mundo, especialmente junto às famílias, promovendo a santificação da sociedade por meio da educação cristã.
Seu carisma foi tão fecundo que, mesmo após sua morte, a obra se expandiu, tornando-se um Instituto de Direito Pontifício em 1544, reconhecido pelo Papa Paulo III.
Santa Ângela Mérici faleceu em 27 de janeiro de 1540, aos 66 anos, em Bréscia.
Em 1768, foi beatificada pelo Papa Clemente XIII e, em 1807, canonizada por Pio VII, sendo conhecida como padroeira das educadoras, das órfãs e da juventude feminina.
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Santa Ângela Mérici, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica