Liturgia diária

Liturgia Diária 23/03/26

Acompanhe a liturgia do dia 23 de março de 2026, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.

Liturgia Diária 23/03/26
Liturgia diária

Liturgia Diária 23/03/26

Acompanhe a liturgia do dia 23 de março de 2026, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.

Data da Publicação: 22/03/2026
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica
Data da Publicação: 22/03/2026
Tempo de leitura:
Autor: Redação Minha Biblioteca Católica

Liturgia do dia 23 de março de 2026
5ª Semana da Quaresma

Oração da manhã

Ó Jesus, pelo Imaculado Coração de Maria, eu vos ofereço minhas orações, obras e sofrimentos deste dia por todas as intenções do vosso Sagrado Coração, em união com o Santo Sacrifício da Missa realizado no mundo inteiro, em reparação pelos meus pecados, pelas intenções de todos os nossos associados e em particular pelo apostolado da oração. 1

Primeira leitura

Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62

¹”Havia um homem que habitava na Babilônia, cujo nome era Joaquim. ²Ele casou com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, formosíssima e temente a Deus, ³porque seus pais, como eram justos, tinham instruído a sua filha segundo a lei de Moisés. ⁴Ora, Joaquim era muito rico e tinha uma horta ajardinada junto de sua casa, e os judeus concorriam a ele, porque era o mais respeitável de todos. ⁵Naquele ano tinham sido constituídos juízes dois velhos dentre o povo, daqueles de quem o Senhor falou, ao dizer: “A iniquidade surgiu da Babilônia por meio de juízes anciãos, que pareciam governar o povo”. ⁶Frequentavam estes a casa de Joaquim, e iam ter com eles os que tinham pleitos para julgar. ⁷Ao meio-dia, quando o povo se tinha retirado, Susana entrava e passeava no jardim do seu marido. ⁸Esses velhos viam-na entrar e passear todos os dias, e conceberam uma ardente paixão por ela, ⁹perverteram o seu sentido e voltaram os seus olhos para não verem o céu, nem se lembrarem dos justos juízos. ¹⁵E aconteceu que, aguardando eles uma ocasião oportuna, entrou ela, como tinha de costume, acompanhada somente de duas donzelas, e quis banhar-se no jardim, porque fazia calor. ¹⁶Não se encontrava então ali ninguém, senão os dois velhos, que escondidos a contemplavam. ¹⁷Disse, pois, Susana às donzelas: “Trazei-me os óleos e os perfumes, e fechai as portas do jardim, pois quero banhar-me”. ¹⁹Logo que as donzelas saíram, levantaram-se os dois velhos e correram para ela, dizendo-lhe: ²⁰”Eis que estão fechadas as portas do jardim, e ninguém nos vê, e nós ardemos em paixão por ti. Rende-te, pois, ao nosso desejo e entrega-te a nós. ²¹Pois, se recusares, daremos testemunho contra ti, dizendo que estava contigo um jovem e que foi por isso que despediste as donzelas”. ²²Susana gemeu e disse: “De todas as partes me vejo cercada de angústias! Porque, se eu fizer o que vós desejais, incorro na morte; e, se não o fizer, não escaparei das vossas mãos. ²³Porém, melhor é para mim cair entre as vossas mãos sem cometer o mal, do que pecar na presença do Senhor”. ²⁴E imediatamente deu Susana um grande grito, e os velhos também gritaram contra ela. ²⁵Um deles correu à porta do jardim e abriu-a. ²⁶Os criados da casa, tendo ouvido os gritos no jardim, correram até lá pela porta dos fundos, para verem o que era. ²⁷Depois que os velhos falaram, ficaram os criados sumamente envergonhados, porque nunca se tinha dito coisa semelhante de Susana. ²⁸Amanheceu o dia seguinte, e, tendo vindo o povo à casa de Joaquim, seu marido, vieram também os dois velhos, cheios de iníquos pensamentos contra Susana, para lhe fazerem perder a vida. ²⁹E disseram diante do povo: “Mandai buscar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!” Logo a mandaram buscar. ³⁰Ela veio, acompanhada de seus pais, seus filhos e de todos os seus parentes. ³³Entretanto, choravam os seus e todos os que a conheciam. ³⁴Assim, aqueles dois velhos, levantando-se no meio do povo, puseram as suas mãos sobre a cabeça de Susana. ³⁵Ela, chorando, levantou os olhos ao céu, porque o seu coração tinha uma firme confiança no Senhor. ³⁶E os velhos disseram: “Quando nós passeávamos sós no jardim, entrou esta mulher com duas donzelas, fechou as portas do jardim e despediu as donzelas. ³⁷Então um jovem, que estava escondido, foi ao seu encontro e pecou com ela. ³⁸E nós, que estávamos a um canto do jardim, vendo essa maldade, corremos para eles e os vimos estar ambos nesse ato. ³⁹E a ele não o pudemos apanhar, porque era mais forte do que nós e, abrindo a porta, escapou correndo. ⁴⁰Mas, quando apanhamos esta, perguntamos-lhe que jovem era aquele, e ela não no-lo quis dizer. Somos nós testemunhas de tudo isso”. ⁴¹Toda a multidão lhes deu crédito, como a anciãos e a juízes do povo, e eles a condenaram à morte. ⁴²Então Susana exclamou em alta voz, dizendo: “Deus eterno, que penetras as coisas ocultas, que conheces todas as coisas ainda antes que elas aconteçam, ⁴³tu sabes que eles levantaram contra mim um falso testemunho. Eis que morro sem ter feito nada do que eles inventaram maliciosamente contra mim”. ⁴⁴E o Senhor ouviu a sua oração. ⁴⁵Quando a conduziam à morte, suscitou o Senhor o santo espírito de um moço ainda menino, chamado Daniel, ⁴⁶o qual gritou em alta voz, dizendo: “Sou inocente do sangue desta mulher!” ⁴⁷Voltando-se para ele todo o povo, disse-lhe: “Que quer dizer essa palavra que tu acabas de proferir?” ⁴⁸E ele, pondo-se em pé no meio de todos, disse: “Sereis assim tão insensatos, ó filhos de Israel, para, sem nenhum julgamento e sem conhecimento da verdade, condenardes uma filha de Israel? ⁴⁹Julgai-a de novo, porque eles disseram um falso testemunho contra ela”. ⁵⁰Então voltou o povo apressadamente, e os velhos disseram a Daniel: “Vem e assenta-te no meio de nós, e instrui-nos, visto que Deus te deu a honra da velhice!” ⁵¹E Daniel disse ao povo: “Separai-os bem um do outro, e eu os julgarei”. ⁵²Tendo sido, pois, separados um do outro, chamou Daniel um deles e disse-lhe: “Homem inveterado no mal, os pecados que cometias noutro tempo caíram agora sobre ti, ⁵³que pronunciavas juízos injustos, que oprimias os inocentes e que absolvias os culpados, apesar de o Senhor ter dito: ‘Não farás morrer o inocente e o justo’. ⁵⁴Agora, pois, se tu a viste [pecar], dize debaixo de que árvore os viste falar um com o outro”. Ele respondeu: “Debaixo dum lentisco”. ⁵⁵E Daniel disse-lhe: “Verdadeiramente a tua mentira vai recair sobre a tua cabeça; porque eis que o anjo de Deus, tendo recebido dele a sentença, te partirá pelo meio”. ⁵⁶E, tendo feito retirar este, mandou que viesse o outro e disse-lhe: “Raça de Canaã, e não de Judá, a formosura seduziu-te, e a concupiscência perverteu-te o coração! ⁵⁷Era assim que tu fazias às filhas de Israel, e elas, com medo, condescendiam convosco. Porém, esta filha de Judá não sofreu a vossa iniquidade. ⁵⁸Dize-me então agora, debaixo de que árvore os surpreendeste quando estavam falando?” Ele respondeu: “Debaixo dum carvalho”. ⁵⁹E Daniel disse-lhe: “Verdadeiramente também tu mentiste contra a tua cabeça; porque o anjo do Senhor está esperando com a espada na mão, para te cortar pelo meio e para te matar”. ⁶⁰Então toda a assembleia gritou em alta voz e bendisseram a Deus, que salva os que esperam nele. ⁶¹E levantaram-se contra os dois velhos, os quais Daniel tinha convencido por sua própria boca de terem dado um testemunho falso, e fizeram-lhes sofrer o mesmo mal que eles tinham intentado contra o seu próximo, ⁶²para cumprirem com a lei de Moisés; e mataram-nos, sendo salvo o sangue inocente naquele dia.

Salmo

Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 4a)

R. Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo

¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará; ² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura, ³ᵃ converteu a minha alma. R.

³ᵇ Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome. Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.

Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.

Evangelho

Jo 8,1-11

¹Jesus foi para o monte das Oliveiras ²e, ao romper da manhã, voltou para o templo. Todo o povo foi ter com ele, que, sentado, os ensinava. ³Então os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. Puseram-na no meio ⁴e disseram-lhe: “Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério. ⁵Ora, Moisés na lei mandou-nos apedrejar tais pessoas. Que dizes tu, pois?”. ⁶E diziam isto para o tentarem, a fim de o poderem acusar. Porém Jesus, inclinando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. ⁷Como continuassem, porém, a interrogá-lo, levantou-se e disse-lhes: “Aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro que lhe atire a pedra”. ⁸E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. ⁹Mas eles, ao ouvirem isso, foram-se retirando, um após o outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. ¹⁰Então Jesus, levantando-se, disse-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. ¹¹Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então disse Jesus: “Nem eu te condenarei; vai, e não peques mais”.

Comentários patrísticos

8,1–11. Agostinho: Certas pessoas de pouca fé – ou antes inimigos da verdadeira fé – temendo, eu suponho, que suas esposas ficariam impunes ao pecar [de adultério], removeram de seus manuscritos o gesto de perdão de Nosso Senhor dirigido à adúltera [cf. nota], como se aquele que disse: “vai, e não peques mais”, tivesse-lhe dado a permissão de pecar.

Santos do dia

  • São Turíbio de Mongrovejo
  • São Vitoriano e seus companheiro
  • Santo Etelvaldo
  • Beato Pedro de Gubbio
  • Beata Sibilina de Pavia

  1. Adaptado a partir da obra “Seleta de Orações”, publicado pela Editora Biblioteca Católica.[]

Redação Minha Biblioteca Católica

O maior clube de livros católicos do Brasil.

Liturgia do dia 23 de março de 2026
5ª Semana da Quaresma

Oração da manhã

Ó Jesus, pelo Imaculado Coração de Maria, eu vos ofereço minhas orações, obras e sofrimentos deste dia por todas as intenções do vosso Sagrado Coração, em união com o Santo Sacrifício da Missa realizado no mundo inteiro, em reparação pelos meus pecados, pelas intenções de todos os nossos associados e em particular pelo apostolado da oração. 1

Primeira leitura

Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62

¹”Havia um homem que habitava na Babilônia, cujo nome era Joaquim. ²Ele casou com uma mulher chamada Susana, filha de Helcias, formosíssima e temente a Deus, ³porque seus pais, como eram justos, tinham instruído a sua filha segundo a lei de Moisés. ⁴Ora, Joaquim era muito rico e tinha uma horta ajardinada junto de sua casa, e os judeus concorriam a ele, porque era o mais respeitável de todos. ⁵Naquele ano tinham sido constituídos juízes dois velhos dentre o povo, daqueles de quem o Senhor falou, ao dizer: “A iniquidade surgiu da Babilônia por meio de juízes anciãos, que pareciam governar o povo”. ⁶Frequentavam estes a casa de Joaquim, e iam ter com eles os que tinham pleitos para julgar. ⁷Ao meio-dia, quando o povo se tinha retirado, Susana entrava e passeava no jardim do seu marido. ⁸Esses velhos viam-na entrar e passear todos os dias, e conceberam uma ardente paixão por ela, ⁹perverteram o seu sentido e voltaram os seus olhos para não verem o céu, nem se lembrarem dos justos juízos. ¹⁵E aconteceu que, aguardando eles uma ocasião oportuna, entrou ela, como tinha de costume, acompanhada somente de duas donzelas, e quis banhar-se no jardim, porque fazia calor. ¹⁶Não se encontrava então ali ninguém, senão os dois velhos, que escondidos a contemplavam. ¹⁷Disse, pois, Susana às donzelas: “Trazei-me os óleos e os perfumes, e fechai as portas do jardim, pois quero banhar-me”. ¹⁹Logo que as donzelas saíram, levantaram-se os dois velhos e correram para ela, dizendo-lhe: ²⁰”Eis que estão fechadas as portas do jardim, e ninguém nos vê, e nós ardemos em paixão por ti. Rende-te, pois, ao nosso desejo e entrega-te a nós. ²¹Pois, se recusares, daremos testemunho contra ti, dizendo que estava contigo um jovem e que foi por isso que despediste as donzelas”. ²²Susana gemeu e disse: “De todas as partes me vejo cercada de angústias! Porque, se eu fizer o que vós desejais, incorro na morte; e, se não o fizer, não escaparei das vossas mãos. ²³Porém, melhor é para mim cair entre as vossas mãos sem cometer o mal, do que pecar na presença do Senhor”. ²⁴E imediatamente deu Susana um grande grito, e os velhos também gritaram contra ela. ²⁵Um deles correu à porta do jardim e abriu-a. ²⁶Os criados da casa, tendo ouvido os gritos no jardim, correram até lá pela porta dos fundos, para verem o que era. ²⁷Depois que os velhos falaram, ficaram os criados sumamente envergonhados, porque nunca se tinha dito coisa semelhante de Susana. ²⁸Amanheceu o dia seguinte, e, tendo vindo o povo à casa de Joaquim, seu marido, vieram também os dois velhos, cheios de iníquos pensamentos contra Susana, para lhe fazerem perder a vida. ²⁹E disseram diante do povo: “Mandai buscar Susana, filha de Helcias, mulher de Joaquim!” Logo a mandaram buscar. ³⁰Ela veio, acompanhada de seus pais, seus filhos e de todos os seus parentes. ³³Entretanto, choravam os seus e todos os que a conheciam. ³⁴Assim, aqueles dois velhos, levantando-se no meio do povo, puseram as suas mãos sobre a cabeça de Susana. ³⁵Ela, chorando, levantou os olhos ao céu, porque o seu coração tinha uma firme confiança no Senhor. ³⁶E os velhos disseram: “Quando nós passeávamos sós no jardim, entrou esta mulher com duas donzelas, fechou as portas do jardim e despediu as donzelas. ³⁷Então um jovem, que estava escondido, foi ao seu encontro e pecou com ela. ³⁸E nós, que estávamos a um canto do jardim, vendo essa maldade, corremos para eles e os vimos estar ambos nesse ato. ³⁹E a ele não o pudemos apanhar, porque era mais forte do que nós e, abrindo a porta, escapou correndo. ⁴⁰Mas, quando apanhamos esta, perguntamos-lhe que jovem era aquele, e ela não no-lo quis dizer. Somos nós testemunhas de tudo isso”. ⁴¹Toda a multidão lhes deu crédito, como a anciãos e a juízes do povo, e eles a condenaram à morte. ⁴²Então Susana exclamou em alta voz, dizendo: “Deus eterno, que penetras as coisas ocultas, que conheces todas as coisas ainda antes que elas aconteçam, ⁴³tu sabes que eles levantaram contra mim um falso testemunho. Eis que morro sem ter feito nada do que eles inventaram maliciosamente contra mim”. ⁴⁴E o Senhor ouviu a sua oração. ⁴⁵Quando a conduziam à morte, suscitou o Senhor o santo espírito de um moço ainda menino, chamado Daniel, ⁴⁶o qual gritou em alta voz, dizendo: “Sou inocente do sangue desta mulher!” ⁴⁷Voltando-se para ele todo o povo, disse-lhe: “Que quer dizer essa palavra que tu acabas de proferir?” ⁴⁸E ele, pondo-se em pé no meio de todos, disse: “Sereis assim tão insensatos, ó filhos de Israel, para, sem nenhum julgamento e sem conhecimento da verdade, condenardes uma filha de Israel? ⁴⁹Julgai-a de novo, porque eles disseram um falso testemunho contra ela”. ⁵⁰Então voltou o povo apressadamente, e os velhos disseram a Daniel: “Vem e assenta-te no meio de nós, e instrui-nos, visto que Deus te deu a honra da velhice!” ⁵¹E Daniel disse ao povo: “Separai-os bem um do outro, e eu os julgarei”. ⁵²Tendo sido, pois, separados um do outro, chamou Daniel um deles e disse-lhe: “Homem inveterado no mal, os pecados que cometias noutro tempo caíram agora sobre ti, ⁵³que pronunciavas juízos injustos, que oprimias os inocentes e que absolvias os culpados, apesar de o Senhor ter dito: ‘Não farás morrer o inocente e o justo’. ⁵⁴Agora, pois, se tu a viste [pecar], dize debaixo de que árvore os viste falar um com o outro”. Ele respondeu: “Debaixo dum lentisco”. ⁵⁵E Daniel disse-lhe: “Verdadeiramente a tua mentira vai recair sobre a tua cabeça; porque eis que o anjo de Deus, tendo recebido dele a sentença, te partirá pelo meio”. ⁵⁶E, tendo feito retirar este, mandou que viesse o outro e disse-lhe: “Raça de Canaã, e não de Judá, a formosura seduziu-te, e a concupiscência perverteu-te o coração! ⁵⁷Era assim que tu fazias às filhas de Israel, e elas, com medo, condescendiam convosco. Porém, esta filha de Judá não sofreu a vossa iniquidade. ⁵⁸Dize-me então agora, debaixo de que árvore os surpreendeste quando estavam falando?” Ele respondeu: “Debaixo dum carvalho”. ⁵⁹E Daniel disse-lhe: “Verdadeiramente também tu mentiste contra a tua cabeça; porque o anjo do Senhor está esperando com a espada na mão, para te cortar pelo meio e para te matar”. ⁶⁰Então toda a assembleia gritou em alta voz e bendisseram a Deus, que salva os que esperam nele. ⁶¹E levantaram-se contra os dois velhos, os quais Daniel tinha convencido por sua própria boca de terem dado um testemunho falso, e fizeram-lhes sofrer o mesmo mal que eles tinham intentado contra o seu próximo, ⁶²para cumprirem com a lei de Moisés; e mataram-nos, sendo salvo o sangue inocente naquele dia.

Salmo

Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 4a)

R. Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo

¹ Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, e nada me faltará; ² num lugar de pastos, ali me colocou. Conduziu-me junto à água que restaura, ³ᵃ converteu a minha alma. R.

³ᵇ Levou-me por veredas de justiça, por causa do seu nome. Por isso, ainda que eu ande no meio da sombra da morte, não temerei males, porque tu estás comigo. A tua vara e o teu báculo me consolaram. R.

Preparaste uma mesa diante de mim, à vista daqueles que me perseguem. Ungiste com óleo a minha cabeça, e quão precioso é o meu cálice que embriaga! R.E a tua misericórdia me seguirá todos os dias da minha vida, a fim de que eu habite na casa do Senhor, durante longos dias. R.

Evangelho

Jo 8,1-11

¹Jesus foi para o monte das Oliveiras ²e, ao romper da manhã, voltou para o templo. Todo o povo foi ter com ele, que, sentado, os ensinava. ³Então os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. Puseram-na no meio ⁴e disseram-lhe: “Mestre, esta mulher foi agora mesmo apanhada em adultério. ⁵Ora, Moisés na lei mandou-nos apedrejar tais pessoas. Que dizes tu, pois?”. ⁶E diziam isto para o tentarem, a fim de o poderem acusar. Porém Jesus, inclinando-se, pôs-se a escrever com o dedo na terra. ⁷Como continuassem, porém, a interrogá-lo, levantou-se e disse-lhes: “Aquele que dentre vós está sem pecado, seja o primeiro que lhe atire a pedra”. ⁸E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. ⁹Mas eles, ao ouvirem isso, foram-se retirando, um após o outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. ¹⁰Então Jesus, levantando-se, disse-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. ¹¹Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então disse Jesus: “Nem eu te condenarei; vai, e não peques mais”.

Comentários patrísticos

8,1–11. Agostinho: Certas pessoas de pouca fé – ou antes inimigos da verdadeira fé – temendo, eu suponho, que suas esposas ficariam impunes ao pecar [de adultério], removeram de seus manuscritos o gesto de perdão de Nosso Senhor dirigido à adúltera [cf. nota], como se aquele que disse: “vai, e não peques mais”, tivesse-lhe dado a permissão de pecar.

Santos do dia

  • São Turíbio de Mongrovejo
  • São Vitoriano e seus companheiro
  • Santo Etelvaldo
  • Beato Pedro de Gubbio
  • Beata Sibilina de Pavia

  1. Adaptado a partir da obra “Seleta de Orações”, publicado pela Editora Biblioteca Católica.[]

Cadastre-se para receber nossos conteúdos exclusivos e fique por dentro de todas as novidades!

Insira seu nome e e-mail para receber atualizações da MBC.
Selecione os conteúdos que mais te interessam e fique por dentro de todas as novidades!

Ao clicar em quero assinar você declara aceita receber conteúdos em seu email e concorda com a nossa política de privacidade.

Presente para sua Quaresma
Receba gratuitamente a meditação
Informe seu e-mail e receba uma meditação em PDF do clássico Preparação para a Morte, de Santo Afonso de Ligório.