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Vida dos Mártires de Três Passos: Padre Manuel Gómez González e Beato Adílio Daronch

Conheça a história dos Mártires de Três Passos, Padre Manuel e Adílio Daronch, sua missão, martírio e testemunho de fé no Brasil.

Vida dos Mártires de Três Passos: Padre Manuel Gómez González e Beato Adílio Daronch
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Vida dos Mártires de Três Passos: Padre Manuel Gómez González e Beato Adílio Daronch

Conheça a história dos Mártires de Três Passos, Padre Manuel e Adílio Daronch, sua missão, martírio e testemunho de fé no Brasil.

Data da Publicação: 09/08/2026
Tempo de leitura:
Autor: Redação MBC
Data da Publicação: 09/08/2026
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Autor: Redação MBC

Padre Manuel Gómez González e beato Adílio Daronch são lembrados pela Igreja como os Mártires de Três Passos. Eles deram a vida pela fé em 21 de maio de 1924, no interior do Rio Grande do Sul.

O padre Manuel era um sacerdote espanhol que veio ao Brasil como missionário. Adílio era um jovem leigo brasileiro, coroinha e colaborador fiel da vida pastoral em Nonoai.

Os dois foram beatificados em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen, durante o pontificado de Bento XVI. Neste artigo, veremos como seu testemunho permanece como sinal de fidelidade à Igreja, coragem missionária e amor a Cristo até o martírio.

Quem foram os Mártires de Três Passos?

Os Mártires de Três Passos foram o Padre Manuel Gómez González e o jovem Adílio Daronch. A Igreja os recorda juntos porque ambos morreram na mesma missão pastoral, unidos pelo serviço ao Evangelho.

Padre Manuel era o pastor que levava os sacramentos, a catequese e a palavra de reconciliação às comunidades do interior. Adílio era o acólito que o acompanhava, servindo nas celebrações e ajudando nas atividades religiosas.

A diferença de idade e função não impediu que os dois participassem da mesma entrega. Um era sacerdote; o outro, leigo. Ambos testemunharam a mesma fé.

Quando e onde nasceram?

Padre Manuel Gómez González nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Ribarteme, na Galícia, Espanha. Ordenado sacerdote em 1902, exerceu o ministério primeiro na Espanha e, depois, em Portugal.

Em 1913, diante das dificuldades políticas e religiosas que atingiam a Europa, veio ao Brasil. No Rio Grande do Sul, passou a servir em uma região marcada por grandes distâncias, pobreza, conflitos e pouca assistência religiosa.

Adílio Daronch nasceu em 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, no seio de uma família de origem italiana que mais tarde se estabeleceu em Nonoai. Ainda adolescente, aproximou-se da vida da Igreja: tornou-se coroinha, participou da comunidade local e passou a colaborar com o Padre Manuel nas missões pelo interior.

Quando e onde morreram?

Padre Manuel e Adílio morreram em 21 de maio de 1924, na região de Feijão Miúdo, então ligada a Três Passos, no Rio Grande do Sul, enquanto realizavam uma viagem pastoral para atender comunidades distantes.

A morte dos dois ocorreu em meio a um cenário de tensão política, violência regional e hostilidade contra a atuação da Igreja. Padre Manuel havia pregado a paz e denunciado a brutalidade dos conflitos locais, o que tornou sua presença incômoda para aqueles que rejeitavam sua missão.

A Igreja reconheceu que a morte dos dois não pode ser explicada apenas por razões políticas: seu martírio foi compreendido como morte por ódio à fé, pois a missão pastoral e o testemunho cristão estavam no centro da perseguição.

Quando é o dia dos Mártires de Três Passos?

O dia dos Mártires de Três Passos é celebrado em 21 de maio, data que recorda o martírio do padre Manuel Gómez González e de Adílio Daronch.

Na Diocese de Frederico Westphalen, a memória dos beatos é vivida com especial devoção por meio de romarias, missas, caminhadas e momentos de oração, que ajudam os fiéis a recordar sua entrega e seu testemunho.

Essa celebração convida a contemplar a força da fidelidade cristã. Os mártires ensinam que a fé não deve ser abandonada diante do medo, da violência ou da perseguição.

Onde viveram?

Padre Manuel viveu na Espanha, em Portugal e, mais tarde, no Brasil. No Rio Grande do Sul, atuou em Soledade e, principalmente, em Nonoai, onde se tornou pároco.

Em Nonoai, encontrou uma realidade pastoral exigente, marcada por comunidades distantes, famílias pobres, crianças sem escola e muitos fiéis sem acesso frequente aos sacramentos.

Adílio viveu no Rio Grande do Sul e cresceu em Nonoai, onde recebeu formação cristã, participou da vida paroquial e passou a auxiliar o sacerdote nas missões.

A história dos dois se encontrou na vida concreta da comunidade: Padre Manuel evangelizava, catequizava e servia; Adílio colaborava com simplicidade e fidelidade.

O contexto histórico dos Mártires de Três Passos

A vida dos Mártires de Três Passos se desenvolveu em uma região marcada pela instabilidade. Nas primeiras décadas do século XX, o interior do Rio Grande do Sul vivia conflitos políticos, disputas locais e episódios de violência, o que tornava a missão da Igreja ainda mais exigente.

A atuação pastoral acontecia em um território amplo e difícil. Os sacerdotes precisavam percorrer longas distâncias para celebrar missas, batizar, confessar, catequizar e acompanhar comunidades isoladas.

Nesse ambiente, a missão pastoral também assumia uma dimensão social, pois o sacerdote era visto como referência religiosa, moral e comunitária.

A Revolução de 1923 e as tensões no Estado

A Revolução de 1923 marcou profundamente o Rio Grande do Sul. O conflito envolveu grupos políticos rivais e deixou um rastro de violência em diversas regiões do Estado.

As tensões, porém, não terminaram com o fim dos combates. Em muitas localidades, permaneceram ressentimentos, perseguições, disputas armadas e um forte espírito de vingança.

Foi nesse contexto que o padre Manuel atuou, pregando a paz e chamando os fiéis à reconciliação. Sua postura incomodou grupos que preferiam manter a lógica da violência, da intimidação e do conflito.

Anticlericalismo e perseguição religiosa

Além das tensões políticas, havia também hostilidade contra a Igreja. Em alguns ambientes, o sacerdote era visto como obstáculo a interesses locais e projetos de poder.

Padre Manuel não se limitava a administrar os sacramentos: também educava, orientava, corrigia injustiças e defendia uma convivência mais cristã.

Essa atuação despertou oposição. A perseguição contra ele não pode ser compreendida apenas como disputa política, pois atingiu diretamente sua missão sacerdotal.

A vida e missão dos Mártires de Três Passos

A vida dos Mártires de Três Passos mostra duas formas complementares de servir a Deus: Padre Manuel viveu o ministério sacerdotal com zelo missionário, enquanto Adílio testemunhou a fé leiga com disponibilidade e coragem.

A missão dos dois não aconteceu em grandes centros, mas em comunidades pequenas e afastadas, onde o Evangelho precisava ser anunciado com perseverança, paciência e presença real.

Padre Manuel Gómez González

Padre Manuel chegou ao Brasil em 1913 e foi acolhido na Diocese de Santa Maria. Depois de breve atuação em Soledade, assumiu a paróquia de Nonoai, onde se dedicou à evangelização, à catequese e à reorganização da vida paroquial.

Ali, incentivou a devoção, cuidou da igreja, atendeu famílias e buscou formar cristãos mais conscientes. Seu trabalho também alcançou a promoção humana: abriu uma escola, combateu o analfabetismo e procurou ajudar a população pobre a viver com mais dignidade.

Padre Manuel também se preocupou com os indígenas da região, especialmente os Kaingang. Sua missão unia anúncio do Evangelho, cuidado pastoral e atenção concreta às necessidades do povo.

Beato Adílio Daronch

Adílio Daronch cresceu em uma família católica e encontrou na comunidade paroquial um espaço de formação. Ainda jovem, tornou-se coroinha e passou a servir nas celebrações, aproximando-se cada vez mais da vida da Igreja.

Sua participação, porém, não era apenas ocasional. Adílio acompanhava o padre Manuel em viagens pastorais e colaborava nas atividades da missão, oferecendo sua juventude com simplicidade, disponibilidade e coragem.

Sua vida mostra a importância da santidade leiga. Mesmo adolescente, assumiu com seriedade o serviço à Igreja e permaneceu fiel até o fim.

Uma missão compartilhada

Padre Manuel e Adílio passaram a atuar juntos porque a evangelização no interior exigia companhia, auxílio litúrgico e confiança. Nem todas as comunidades tinham pessoas preparadas para ajudar nas celebrações; por isso, a presença de Adílio tornou-se um apoio importante à missão.

Ele acompanhava o sacerdote nas longas viagens, ajudava nas missas, nos batizados, na catequese e no contato com as famílias.

Essa missão compartilhada revela uma bela imagem da Igreja: sacerdote e leigo, pastor e acólito, adulto e jovem, todos a serviço do mesmo Senhor.

O martírio dos Mártires de Três Passos

O martírio está no centro da história dos Beatos Manuel e Adílio. Ele não foi um episódio isolado, mas o ponto extremo de uma vida dedicada ao Evangelho e ao serviço das comunidades.

Os dois morreram enquanto cumpriam uma missão pastoral. Estavam a caminho de comunidades que aguardavam a presença do sacerdote, a administração dos sacramentos e a Palavra de Deus.

A missão que antecedeu o martírio

Depois da Semana Santa de 1924, Padre Manuel partiu para atender comunidades da região, onde precisava celebrar missas, batizados e casamentos, além de oferecer orientação espiritual ao povo. Adílio o acompanhou como coroinha, seguindo com ele por localidades marcadas por conflitos e forte tensão política.

Em Palmeira das Missões, Padre Manuel pregou a paz e pediu o fim dos crimes políticos, mas sua palavra desagradou aos grupos mais violentos da região. Mesmo avisado dos riscos, decidiu continuar, movido pelo desejo de levar a graça de Deus aos fiéis que esperavam atendimento pastoral.

O assassinato de Padre Manuel e de Adílio

No dia 21 de maio de 1924, Padre Manuel e Adílio seguiam para Três Passos quando, no caminho, foram abordados por homens que fingiram oferecer ajuda. A falsa assistência, porém, fazia parte de uma emboscada: os dois foram conduzidos a uma área afastada, no meio da mata, e ali foram mortos a tiros.

A tradição recorda que permaneceram unidos até o fim, sem abandonar a missão nem a fé que os movia. Seus corpos foram encontrados dias depois, e a comoção dos fiéis ajudou a manter viva a memória de seu testemunho.

O reconhecimento do odium fidei

A Igreja reconheceu o martírio do Padre Manuel e de Adílio como morte por odium fidei — expressão latina que significa “ódio à fé”.

Esse conceito se aplica quando alguém é morto por causa da fé cristã, da Igreja, de uma virtude ligada à fé ou da missão assumida em nome de Cristo. No caso dos Mártires de Três Passos, a morte esteve diretamente ligada à atuação pastoral do padre Manuel, à sua pregação pela paz, ao serviço aos fiéis e à presença de Adílio como colaborador da missão.

Por isso, a Igreja reconheceu que os dois participaram da vitória da Cruz: morreram como testemunhas de Cristo em meio à violência de seu tempo.

A contribuição dos Mártires de Três Passos para a fé no Brasil

A contribuição dos Mártires de Três Passos continua atual porque une missão, coragem e fidelidade, mostrando que evangelizar também significa permanecer firme em ambientes difíceis.

Padre Manuel ensina a beleza do ministério sacerdotal vivido com entrega. Ele não se acomodou diante da pobreza, da distância ou da hostilidade; pelo contrário, fez dessas dificuldades um campo concreto de serviço a Deus e ao povo.

Adílio mostra que a juventude também pode viver uma fé madura. Seu serviço como coroinha revela que nenhuma colaboração na Igreja é pequena quando nasce do amor a Cristo.

Juntos, eles testemunham a força da comunhão entre sacerdote e leigo: a missão da Igreja precisa de pastores fiéis e de fiéis disponíveis.

O martírio dos dois também fala de paz e reconciliação. Em um contexto de violência, os dois permaneceram ligados à mensagem cristã, que busca converter os corações e vencer o ódio.

Processo de beatificação dos Mártires de Três Passos

A fama de santidade dos Mártires de Três Passos cresceu entre os fiéis da região. O povo recordava a morte deles como testemunho de fé e recorria à sua intercessão, mantendo viva a memória do sacerdote e do jovem leigo, que entregaram a vida durante uma missão pastoral.

Com o tempo, a Igreja iniciou o processo para examinar oficialmente a vida, a morte e a fama de martírio dos dois servos de Deus. A investigação reuniu testemunhos, documentos históricos e informações sobre as circunstâncias da morte de Padre Manuel e Adílio.

O ponto central da causa foi verificar se eles haviam morrido por ódio à fé, isto é, em razão de sua missão cristã e de sua fidelidade à Igreja. Esse reconhecimento abriu caminho para a beatificação, pois, no caso dos mártires, a Igreja não exige a comprovação de um milagre anterior à beatificação.

Beatificação e reconhecimento do martírio

A beatificação dos Mártires de Três Passos aconteceu em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. A celebração foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, como representante do Papa Bento XVI. Atualmente, esse órgão corresponde ao Dicastério para as Causas dos Santos.

Com a beatificação, a Igreja reconheceu oficialmente o martírio de Padre Manuel e Adílio. Desde então, seu culto público é permitido nos lugares determinados pela Igreja.

Atualmente, eles permanecem beatos. Para a canonização, é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão deles após a beatificação.

Relíquias e memória dos Mártires de Três Passos

A memória dos Mártires de Três Passos permanece viva especialmente em Nonoai e Três Passos, lugares que guardam momentos decisivos de sua vida, missão e martírio.

As relíquias e os locais de peregrinação ajudam os fiéis a rezar com mais proximidade e preservam a história concreta de um sacerdote e de um jovem leigo que entregaram a vida por Cristo.

Onde estão sepultados?

Após o martírio, os corpos de Padre Manuel e Adílio foram sepultados na região de Três Passos, onde a devoção aos dois mártires permaneceu viva entre os fiéis durante décadas.

Em 1964, por ocasião dos 40 anos do martírio, os restos mortais foram trasladados para Nonoai. Hoje, são venerados na Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz, que também se tornou Santuário dos Beatos Manuel e Adílio.

O santuário é um importante centro de oração e peregrinação, visitado por muitos fiéis que desejam agradecer graças recebidas, pedir intercessão e renovar a fé.

Relíquias e locais de peregrinação

O principal local de veneração das relíquias é o Santuário dos Beatos Manuel e Adílio, em Nonoai, onde se encontram os restos mortais dos mártires. Ali, os fiéis rezam, agradecem graças alcançadas e pedem a intercessão dos beatos.

Outro lugar importante é Feijão Miúdo, em Três Passos, região onde ocorreu o martírio. O local preserva a memória do sacrifício de Padre Manuel e Adílio e também recebe peregrinos para momentos de oração e celebração.

A devoção aos mártires se expressa ainda nas romarias, caminhadas e celebrações realizadas todos os anos. Esses momentos unem a veneração das relíquias, a memória do martírio e a oração pela canonização dos beatos.

Devoção aos Mártires de Três Passos

A devoção aos Mártires de Três Passos nasceu da fé do povo e foi confirmada pelo reconhecimento da Igreja. Hoje, permanece viva em romarias, novenas, missas e orações pela canonização dos beatos.

Muitos fiéis recorrem ao padre Manuel e a Adílio como intercessores em situações de conflito, medo, perseguição e necessidade de coragem na fé.

Igrejas, memoriais e celebrações

A memória dos beatos é preservada especialmente no Santuário dos Beatos Manuel e Adílio, em Nonoai, e no local do martírio, em Três Passos.

A romaria anual em Nonoai reúne milhares de devotos; em Três Passos, caminhadas e celebrações recordam o lugar onde os mártires entregaram a vida por Cristo. Essas manifestações ajudam a transmitir sua história às novas gerações e fortalecem a identidade católica da região.

Os Mártires de Três Passos são padroeiros de quê?

Os Beatos Manuel e Adílio são especialmente venerados na Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, onde sua memória está profundamente ligada à vida pastoral, às romarias e às celebrações do povo de Deus.

Em algumas fontes diocesanas, eles aparecem associados ao patronato da Diocese de Frederico Westphalen, informação que reforça sua ligação espiritual com a Igreja local.

Na piedade popular, os beatos também são invocados como intercessores dos coroinhas, dos jovens, dos sacerdotes, dos missionários e daqueles que buscam a paz em meio aos conflitos. Essa devoção nasce da própria história dos dois mártires: um sacerdote e um jovem leigo unidos pela mesma fé, pela mesma missão e pelo mesmo testemunho.

Orações e devoções aos Mártires de Três Passos

A devoção aos Mártires de Três Passos inclui romarias, novenas, missas, visitas ao santuário e orações pela canonização dos beatos. Os fiéis recorrem à intercessão do padre Manuel e de Adílio para pedir graças, paz, fidelidade à fé e coragem na missão cristã. 

Oração pela canonização dos beatos Manuel e Adílio 

Ó Deus de bondade, que Vos comprazeis em acudir às necessidades de vosso povo em atenção aos méritos dos justos, concedei-nos, por intermédio de vossos Beatos Manuel e Adílio, que foram fiéis na terra, testemunhando com o próprio sangue sua fé no Redentor, a graça que agora Vos peço…

Fazei que, para a Vossa maior glória e proveito dos fiéis, sejam glorificados na terra com a honra da Canonização.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

O Padre Manuel Gómez González e o Beato Adílio Daronch permanecem como sinais luminosos da santidade no Brasil. Unidos pela missão, o sacerdote e o jovem coroinha serviram ao Evangelho com fidelidade e selaram essa entrega com o testemunho do martírio.

A história dos dois recorda que a fé cristã se manifesta na coragem, na caridade, na paz e na fidelidade cotidiana. Padre Manuel e Adílio permaneceram fiéis à missão recebida, mesmo quando essa entrega lhes custou a própria vida.

Ao conhecer a vida dos Mártires de Três Passos, os fiéis são convidados a renovar o amor à Eucaristia, à Igreja e à missão evangelizadora. Seu sangue continua a recordar que Cristo vence o ódio com a força da Cruz.


REFERÊNCIAS:

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. História dos Beatos Manuel Gómez González e Adílio Daronch. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/historia/

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. Oração pela Canonização dos Beatos Manuel e Adílio. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/historia/

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. Romaria dos Beatos Manuel e Adílio. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/romaria/

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Parágrafo 2473: o martírio como supremo testemunho da verdade da fé. Vaticano: Santa Sé, [s.d.]. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN. Nonoai: Paróquia Nossa Senhora da Luz. Frederico Westphalen, [s.d.]. Disponível em: https://www.diocesefw.com.br/paroquia/34/nonoai-paroquia-nossa-senhora-da-luz

DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN. Sobre a Diocese. Frederico Westphalen, [s.d.]. Disponível em: https://www.diocesefw.com.br/sobre

IGREJA CATÓLICA. Código de Direito Canónico: cânon 1403, causas de canonização dos Servos de Deus. Vaticano: Santa Sé, [s.d.]. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/cod-iuris-canonici/portuguese/codex-iuris-canonici_po.pdf

SANTA SÉ. Calendário de 2007: ritos de beatificação de outubro aprovados pelo Santo Padre. Vaticano, 2007. Disponível em: https://www.vatican.va/news_services/liturgy/calendar/ns_lit_doc_20070101_calendar_po.html

SANTA SÉ. Homilia do Cardeal José Saraiva Martins na solene beatificação dos Mártires Manuel Gómez González e Adílio Daronch. Frederico Westphalen, 21 out. 2007. Disponível em: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20071021_martiri-brasile_po.html

VATICAN NEWS. A Igreja recorda hoje os beatos brasileiros Manuel e Adílio. Vatican News, 21 maio 2022. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2022-05/beatos-brasileiros-manuel-adilio.html

Redação MBC

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Padre Manuel Gómez González e beato Adílio Daronch são lembrados pela Igreja como os Mártires de Três Passos. Eles deram a vida pela fé em 21 de maio de 1924, no interior do Rio Grande do Sul.

O padre Manuel era um sacerdote espanhol que veio ao Brasil como missionário. Adílio era um jovem leigo brasileiro, coroinha e colaborador fiel da vida pastoral em Nonoai.

Os dois foram beatificados em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen, durante o pontificado de Bento XVI. Neste artigo, veremos como seu testemunho permanece como sinal de fidelidade à Igreja, coragem missionária e amor a Cristo até o martírio.

Quem foram os Mártires de Três Passos?

Os Mártires de Três Passos foram o Padre Manuel Gómez González e o jovem Adílio Daronch. A Igreja os recorda juntos porque ambos morreram na mesma missão pastoral, unidos pelo serviço ao Evangelho.

Padre Manuel era o pastor que levava os sacramentos, a catequese e a palavra de reconciliação às comunidades do interior. Adílio era o acólito que o acompanhava, servindo nas celebrações e ajudando nas atividades religiosas.

A diferença de idade e função não impediu que os dois participassem da mesma entrega. Um era sacerdote; o outro, leigo. Ambos testemunharam a mesma fé.

Quando e onde nasceram?

Padre Manuel Gómez González nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Ribarteme, na Galícia, Espanha. Ordenado sacerdote em 1902, exerceu o ministério primeiro na Espanha e, depois, em Portugal.

Em 1913, diante das dificuldades políticas e religiosas que atingiam a Europa, veio ao Brasil. No Rio Grande do Sul, passou a servir em uma região marcada por grandes distâncias, pobreza, conflitos e pouca assistência religiosa.

Adílio Daronch nasceu em 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, no seio de uma família de origem italiana que mais tarde se estabeleceu em Nonoai. Ainda adolescente, aproximou-se da vida da Igreja: tornou-se coroinha, participou da comunidade local e passou a colaborar com o Padre Manuel nas missões pelo interior.

Quando e onde morreram?

Padre Manuel e Adílio morreram em 21 de maio de 1924, na região de Feijão Miúdo, então ligada a Três Passos, no Rio Grande do Sul, enquanto realizavam uma viagem pastoral para atender comunidades distantes.

A morte dos dois ocorreu em meio a um cenário de tensão política, violência regional e hostilidade contra a atuação da Igreja. Padre Manuel havia pregado a paz e denunciado a brutalidade dos conflitos locais, o que tornou sua presença incômoda para aqueles que rejeitavam sua missão.

A Igreja reconheceu que a morte dos dois não pode ser explicada apenas por razões políticas: seu martírio foi compreendido como morte por ódio à fé, pois a missão pastoral e o testemunho cristão estavam no centro da perseguição.

Quando é o dia dos Mártires de Três Passos?

O dia dos Mártires de Três Passos é celebrado em 21 de maio, data que recorda o martírio do padre Manuel Gómez González e de Adílio Daronch.

Na Diocese de Frederico Westphalen, a memória dos beatos é vivida com especial devoção por meio de romarias, missas, caminhadas e momentos de oração, que ajudam os fiéis a recordar sua entrega e seu testemunho.

Essa celebração convida a contemplar a força da fidelidade cristã. Os mártires ensinam que a fé não deve ser abandonada diante do medo, da violência ou da perseguição.

Onde viveram?

Padre Manuel viveu na Espanha, em Portugal e, mais tarde, no Brasil. No Rio Grande do Sul, atuou em Soledade e, principalmente, em Nonoai, onde se tornou pároco.

Em Nonoai, encontrou uma realidade pastoral exigente, marcada por comunidades distantes, famílias pobres, crianças sem escola e muitos fiéis sem acesso frequente aos sacramentos.

Adílio viveu no Rio Grande do Sul e cresceu em Nonoai, onde recebeu formação cristã, participou da vida paroquial e passou a auxiliar o sacerdote nas missões.

A história dos dois se encontrou na vida concreta da comunidade: Padre Manuel evangelizava, catequizava e servia; Adílio colaborava com simplicidade e fidelidade.

O contexto histórico dos Mártires de Três Passos

A vida dos Mártires de Três Passos se desenvolveu em uma região marcada pela instabilidade. Nas primeiras décadas do século XX, o interior do Rio Grande do Sul vivia conflitos políticos, disputas locais e episódios de violência, o que tornava a missão da Igreja ainda mais exigente.

A atuação pastoral acontecia em um território amplo e difícil. Os sacerdotes precisavam percorrer longas distâncias para celebrar missas, batizar, confessar, catequizar e acompanhar comunidades isoladas.

Nesse ambiente, a missão pastoral também assumia uma dimensão social, pois o sacerdote era visto como referência religiosa, moral e comunitária.

A Revolução de 1923 e as tensões no Estado

A Revolução de 1923 marcou profundamente o Rio Grande do Sul. O conflito envolveu grupos políticos rivais e deixou um rastro de violência em diversas regiões do Estado.

As tensões, porém, não terminaram com o fim dos combates. Em muitas localidades, permaneceram ressentimentos, perseguições, disputas armadas e um forte espírito de vingança.

Foi nesse contexto que o padre Manuel atuou, pregando a paz e chamando os fiéis à reconciliação. Sua postura incomodou grupos que preferiam manter a lógica da violência, da intimidação e do conflito.

Anticlericalismo e perseguição religiosa

Além das tensões políticas, havia também hostilidade contra a Igreja. Em alguns ambientes, o sacerdote era visto como obstáculo a interesses locais e projetos de poder.

Padre Manuel não se limitava a administrar os sacramentos: também educava, orientava, corrigia injustiças e defendia uma convivência mais cristã.

Essa atuação despertou oposição. A perseguição contra ele não pode ser compreendida apenas como disputa política, pois atingiu diretamente sua missão sacerdotal.

A vida e missão dos Mártires de Três Passos

A vida dos Mártires de Três Passos mostra duas formas complementares de servir a Deus: Padre Manuel viveu o ministério sacerdotal com zelo missionário, enquanto Adílio testemunhou a fé leiga com disponibilidade e coragem.

A missão dos dois não aconteceu em grandes centros, mas em comunidades pequenas e afastadas, onde o Evangelho precisava ser anunciado com perseverança, paciência e presença real.

Padre Manuel Gómez González

Padre Manuel chegou ao Brasil em 1913 e foi acolhido na Diocese de Santa Maria. Depois de breve atuação em Soledade, assumiu a paróquia de Nonoai, onde se dedicou à evangelização, à catequese e à reorganização da vida paroquial.

Ali, incentivou a devoção, cuidou da igreja, atendeu famílias e buscou formar cristãos mais conscientes. Seu trabalho também alcançou a promoção humana: abriu uma escola, combateu o analfabetismo e procurou ajudar a população pobre a viver com mais dignidade.

Padre Manuel também se preocupou com os indígenas da região, especialmente os Kaingang. Sua missão unia anúncio do Evangelho, cuidado pastoral e atenção concreta às necessidades do povo.

Beato Adílio Daronch

Adílio Daronch cresceu em uma família católica e encontrou na comunidade paroquial um espaço de formação. Ainda jovem, tornou-se coroinha e passou a servir nas celebrações, aproximando-se cada vez mais da vida da Igreja.

Sua participação, porém, não era apenas ocasional. Adílio acompanhava o padre Manuel em viagens pastorais e colaborava nas atividades da missão, oferecendo sua juventude com simplicidade, disponibilidade e coragem.

Sua vida mostra a importância da santidade leiga. Mesmo adolescente, assumiu com seriedade o serviço à Igreja e permaneceu fiel até o fim.

Uma missão compartilhada

Padre Manuel e Adílio passaram a atuar juntos porque a evangelização no interior exigia companhia, auxílio litúrgico e confiança. Nem todas as comunidades tinham pessoas preparadas para ajudar nas celebrações; por isso, a presença de Adílio tornou-se um apoio importante à missão.

Ele acompanhava o sacerdote nas longas viagens, ajudava nas missas, nos batizados, na catequese e no contato com as famílias.

Essa missão compartilhada revela uma bela imagem da Igreja: sacerdote e leigo, pastor e acólito, adulto e jovem, todos a serviço do mesmo Senhor.

O martírio dos Mártires de Três Passos

O martírio está no centro da história dos Beatos Manuel e Adílio. Ele não foi um episódio isolado, mas o ponto extremo de uma vida dedicada ao Evangelho e ao serviço das comunidades.

Os dois morreram enquanto cumpriam uma missão pastoral. Estavam a caminho de comunidades que aguardavam a presença do sacerdote, a administração dos sacramentos e a Palavra de Deus.

A missão que antecedeu o martírio

Depois da Semana Santa de 1924, Padre Manuel partiu para atender comunidades da região, onde precisava celebrar missas, batizados e casamentos, além de oferecer orientação espiritual ao povo. Adílio o acompanhou como coroinha, seguindo com ele por localidades marcadas por conflitos e forte tensão política.

Em Palmeira das Missões, Padre Manuel pregou a paz e pediu o fim dos crimes políticos, mas sua palavra desagradou aos grupos mais violentos da região. Mesmo avisado dos riscos, decidiu continuar, movido pelo desejo de levar a graça de Deus aos fiéis que esperavam atendimento pastoral.

O assassinato de Padre Manuel e de Adílio

No dia 21 de maio de 1924, Padre Manuel e Adílio seguiam para Três Passos quando, no caminho, foram abordados por homens que fingiram oferecer ajuda. A falsa assistência, porém, fazia parte de uma emboscada: os dois foram conduzidos a uma área afastada, no meio da mata, e ali foram mortos a tiros.

A tradição recorda que permaneceram unidos até o fim, sem abandonar a missão nem a fé que os movia. Seus corpos foram encontrados dias depois, e a comoção dos fiéis ajudou a manter viva a memória de seu testemunho.

O reconhecimento do odium fidei

A Igreja reconheceu o martírio do Padre Manuel e de Adílio como morte por odium fidei — expressão latina que significa “ódio à fé”.

Esse conceito se aplica quando alguém é morto por causa da fé cristã, da Igreja, de uma virtude ligada à fé ou da missão assumida em nome de Cristo. No caso dos Mártires de Três Passos, a morte esteve diretamente ligada à atuação pastoral do padre Manuel, à sua pregação pela paz, ao serviço aos fiéis e à presença de Adílio como colaborador da missão.

Por isso, a Igreja reconheceu que os dois participaram da vitória da Cruz: morreram como testemunhas de Cristo em meio à violência de seu tempo.

A contribuição dos Mártires de Três Passos para a fé no Brasil

A contribuição dos Mártires de Três Passos continua atual porque une missão, coragem e fidelidade, mostrando que evangelizar também significa permanecer firme em ambientes difíceis.

Padre Manuel ensina a beleza do ministério sacerdotal vivido com entrega. Ele não se acomodou diante da pobreza, da distância ou da hostilidade; pelo contrário, fez dessas dificuldades um campo concreto de serviço a Deus e ao povo.

Adílio mostra que a juventude também pode viver uma fé madura. Seu serviço como coroinha revela que nenhuma colaboração na Igreja é pequena quando nasce do amor a Cristo.

Juntos, eles testemunham a força da comunhão entre sacerdote e leigo: a missão da Igreja precisa de pastores fiéis e de fiéis disponíveis.

O martírio dos dois também fala de paz e reconciliação. Em um contexto de violência, os dois permaneceram ligados à mensagem cristã, que busca converter os corações e vencer o ódio.

Processo de beatificação dos Mártires de Três Passos

A fama de santidade dos Mártires de Três Passos cresceu entre os fiéis da região. O povo recordava a morte deles como testemunho de fé e recorria à sua intercessão, mantendo viva a memória do sacerdote e do jovem leigo, que entregaram a vida durante uma missão pastoral.

Com o tempo, a Igreja iniciou o processo para examinar oficialmente a vida, a morte e a fama de martírio dos dois servos de Deus. A investigação reuniu testemunhos, documentos históricos e informações sobre as circunstâncias da morte de Padre Manuel e Adílio.

O ponto central da causa foi verificar se eles haviam morrido por ódio à fé, isto é, em razão de sua missão cristã e de sua fidelidade à Igreja. Esse reconhecimento abriu caminho para a beatificação, pois, no caso dos mártires, a Igreja não exige a comprovação de um milagre anterior à beatificação.

Beatificação e reconhecimento do martírio

A beatificação dos Mártires de Três Passos aconteceu em 21 de outubro de 2007, em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. A celebração foi presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, como representante do Papa Bento XVI. Atualmente, esse órgão corresponde ao Dicastério para as Causas dos Santos.

Com a beatificação, a Igreja reconheceu oficialmente o martírio de Padre Manuel e Adílio. Desde então, seu culto público é permitido nos lugares determinados pela Igreja.

Atualmente, eles permanecem beatos. Para a canonização, é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão deles após a beatificação.

Relíquias e memória dos Mártires de Três Passos

A memória dos Mártires de Três Passos permanece viva especialmente em Nonoai e Três Passos, lugares que guardam momentos decisivos de sua vida, missão e martírio.

As relíquias e os locais de peregrinação ajudam os fiéis a rezar com mais proximidade e preservam a história concreta de um sacerdote e de um jovem leigo que entregaram a vida por Cristo.

Onde estão sepultados?

Após o martírio, os corpos de Padre Manuel e Adílio foram sepultados na região de Três Passos, onde a devoção aos dois mártires permaneceu viva entre os fiéis durante décadas.

Em 1964, por ocasião dos 40 anos do martírio, os restos mortais foram trasladados para Nonoai. Hoje, são venerados na Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz, que também se tornou Santuário dos Beatos Manuel e Adílio.

O santuário é um importante centro de oração e peregrinação, visitado por muitos fiéis que desejam agradecer graças recebidas, pedir intercessão e renovar a fé.

Relíquias e locais de peregrinação

O principal local de veneração das relíquias é o Santuário dos Beatos Manuel e Adílio, em Nonoai, onde se encontram os restos mortais dos mártires. Ali, os fiéis rezam, agradecem graças alcançadas e pedem a intercessão dos beatos.

Outro lugar importante é Feijão Miúdo, em Três Passos, região onde ocorreu o martírio. O local preserva a memória do sacrifício de Padre Manuel e Adílio e também recebe peregrinos para momentos de oração e celebração.

A devoção aos mártires se expressa ainda nas romarias, caminhadas e celebrações realizadas todos os anos. Esses momentos unem a veneração das relíquias, a memória do martírio e a oração pela canonização dos beatos.

Devoção aos Mártires de Três Passos

A devoção aos Mártires de Três Passos nasceu da fé do povo e foi confirmada pelo reconhecimento da Igreja. Hoje, permanece viva em romarias, novenas, missas e orações pela canonização dos beatos.

Muitos fiéis recorrem ao padre Manuel e a Adílio como intercessores em situações de conflito, medo, perseguição e necessidade de coragem na fé.

Igrejas, memoriais e celebrações

A memória dos beatos é preservada especialmente no Santuário dos Beatos Manuel e Adílio, em Nonoai, e no local do martírio, em Três Passos.

A romaria anual em Nonoai reúne milhares de devotos; em Três Passos, caminhadas e celebrações recordam o lugar onde os mártires entregaram a vida por Cristo. Essas manifestações ajudam a transmitir sua história às novas gerações e fortalecem a identidade católica da região.

Os Mártires de Três Passos são padroeiros de quê?

Os Beatos Manuel e Adílio são especialmente venerados na Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, onde sua memória está profundamente ligada à vida pastoral, às romarias e às celebrações do povo de Deus.

Em algumas fontes diocesanas, eles aparecem associados ao patronato da Diocese de Frederico Westphalen, informação que reforça sua ligação espiritual com a Igreja local.

Na piedade popular, os beatos também são invocados como intercessores dos coroinhas, dos jovens, dos sacerdotes, dos missionários e daqueles que buscam a paz em meio aos conflitos. Essa devoção nasce da própria história dos dois mártires: um sacerdote e um jovem leigo unidos pela mesma fé, pela mesma missão e pelo mesmo testemunho.

Orações e devoções aos Mártires de Três Passos

A devoção aos Mártires de Três Passos inclui romarias, novenas, missas, visitas ao santuário e orações pela canonização dos beatos. Os fiéis recorrem à intercessão do padre Manuel e de Adílio para pedir graças, paz, fidelidade à fé e coragem na missão cristã. 

Oração pela canonização dos beatos Manuel e Adílio 

Ó Deus de bondade, que Vos comprazeis em acudir às necessidades de vosso povo em atenção aos méritos dos justos, concedei-nos, por intermédio de vossos Beatos Manuel e Adílio, que foram fiéis na terra, testemunhando com o próprio sangue sua fé no Redentor, a graça que agora Vos peço…

Fazei que, para a Vossa maior glória e proveito dos fiéis, sejam glorificados na terra com a honra da Canonização.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

O Padre Manuel Gómez González e o Beato Adílio Daronch permanecem como sinais luminosos da santidade no Brasil. Unidos pela missão, o sacerdote e o jovem coroinha serviram ao Evangelho com fidelidade e selaram essa entrega com o testemunho do martírio.

A história dos dois recorda que a fé cristã se manifesta na coragem, na caridade, na paz e na fidelidade cotidiana. Padre Manuel e Adílio permaneceram fiéis à missão recebida, mesmo quando essa entrega lhes custou a própria vida.

Ao conhecer a vida dos Mártires de Três Passos, os fiéis são convidados a renovar o amor à Eucaristia, à Igreja e à missão evangelizadora. Seu sangue continua a recordar que Cristo vence o ódio com a força da Cruz.


REFERÊNCIAS:

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. História dos Beatos Manuel Gómez González e Adílio Daronch. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/historia/

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. Oração pela Canonização dos Beatos Manuel e Adílio. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/historia/

BEATOS MANUEL E ADÍLIO. Romaria dos Beatos Manuel e Adílio. [S.l.], 2025. Disponível em: https://beatosmanueleadilio.com/romaria/

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Parágrafo 2473: o martírio como supremo testemunho da verdade da fé. Vaticano: Santa Sé, [s.d.]. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html

DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN. Nonoai: Paróquia Nossa Senhora da Luz. Frederico Westphalen, [s.d.]. Disponível em: https://www.diocesefw.com.br/paroquia/34/nonoai-paroquia-nossa-senhora-da-luz

DIOCESE DE FREDERICO WESTPHALEN. Sobre a Diocese. Frederico Westphalen, [s.d.]. Disponível em: https://www.diocesefw.com.br/sobre

IGREJA CATÓLICA. Código de Direito Canónico: cânon 1403, causas de canonização dos Servos de Deus. Vaticano: Santa Sé, [s.d.]. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/cod-iuris-canonici/portuguese/codex-iuris-canonici_po.pdf

SANTA SÉ. Calendário de 2007: ritos de beatificação de outubro aprovados pelo Santo Padre. Vaticano, 2007. Disponível em: https://www.vatican.va/news_services/liturgy/calendar/ns_lit_doc_20070101_calendar_po.html

SANTA SÉ. Homilia do Cardeal José Saraiva Martins na solene beatificação dos Mártires Manuel Gómez González e Adílio Daronch. Frederico Westphalen, 21 out. 2007. Disponível em: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20071021_martiri-brasile_po.html

VATICAN NEWS. A Igreja recorda hoje os beatos brasileiros Manuel e Adílio. Vatican News, 21 maio 2022. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2022-05/beatos-brasileiros-manuel-adilio.html

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