Acompanhe a liturgia do dia 3 de abril de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
Acompanhe a liturgia do dia 3 de abril de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
Quinta-feira, 4º Semana da Quaresma, Ano C
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” 1
Aprofundar a liturgia diária é um convite a conhecer mais a misericórdia de Deus. Por isso, hoje meditamos com um trecho do livro “Maria na Doutrina”.
“Maria orou por si mesma, para sempre cumprir a vontade de Deus de modo pleno; orou pelos homens, para lhes obter os auxílios temporais e espirituais que sua caridade percebia como necessários.” (Maria na Doutrina, p. 286)
Êxodo 32, 7-14
7 E o Senhor falou a Moisés, dizendo: “Vai, desce: o teu povo, que tiraste da terra do Egito, pecou.
8 Depressa se apartaram do caminho que lhes mostraste: fizeram para si um bezerro fundido, adoraram-no e, imolando-lhe hóstias, disseram: ‘Estes são, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito’”.
9 E o Senhor disse mais a Moisés: “Vejo que este povo é de cerviz dura.
10 Deixa-me, a fim de que o meu furor se acenda contra eles, e que eu os extermine, e eu te farei chefe de uma grande nação”.
11 Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com uma grande fortaleza e com uma poderosa mão?
12 Rogo-te não permitas que os egípcios digam: ‘Ele tirou os [do Egito] astutamente para os matar nos montes e exterminá-los da terra’. Aplaque-se a tua ira, e perdoa a iniquidade do teu povo.
13 Lembra-te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, a quem por ti mesmo juraste, dizendo: ‘Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e darei à vossa posteridade toda esta terra de que falei, e vós a possuireis para sempre’”.
14 E o Senhor se aplacou, e não fez ao seu povo o mal que tinha dito.
Sl 105(106),19-20.21-22.23 (R. 4a)
R: Lembra-te de nós, Senhor, segundo a bondade ao teu povo.
19 Fizeram um bezerro em Horeb,
e adoraram uma estátua fundida.
20 Assim trocaram a sua glória
pelo simulacro dum bezerro que come feno. R.
21 Esqueceram-se de Deus, que os tinha salvado,
que tinha feito grandes prodígios no Egito,
22 maravilhas na terra de Cam,
coisas terríveis no mar Vermelho. R.
23 E disse que os destruiria,
se Moisés, seu escolhido,
não se tivesse posto no meio
ante ele sobre a brecha,
a fim de afastar a sua ira. R.
João 5, 31-47
31 Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.
32 Outro é o que dá testemunho de mim, e eu sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.
33 Vós enviastes [mensageiros] a João, e ele deu testemunho da verdade.
34 Eu, porém, não recebo o testemunho de um homem, mas digo-vos estas coisas a fim de que sejais salvos.
35 Ele era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós por poucos momentos quisestes gozar da sua luz.
36 Mas eu tenho um testemunho maior que o de João. Porque as obras que meu Pai me deu que cumprisse, estas mesmas obras que eu faço, dão testemunho de mim, de que o Pai me enviou.
37 E o Pai que me enviou, este mesmo deu testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face,
38 e não tendes permanente em vós a sua palavra,a porque não credes no que ele enviou.
39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e [no entanto] são elas que dão testemunho de mim;
40 mas não quereis vir a mim, para terdes vida.
41 Eu não recebo a glória dos homens.
42 Mas conheço-vos, [sei] que não tendes em vós o amor de Deus.
43 Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; [mas] se vier outro,c em seu próprio nome, então o recebereis.
44 Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a glória que só de Deus vem?
45 Não julgueis que sou eu que vos hei de acusar diante de meu Pai; Moisés, em que vós confiais, é que vos acusa.
46 Se vós crêsseis em Moisés, certamente creríeis também em mim, porque ele escreveu de mim.
47 Porém, se vós não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às minhas palavras?”
5,37. Alcuíno: Deus, pois, não pode ser apreendido através do ouvido, senão pela inteligência do coração, socorrida pela graça do Espírito Santo. Ora, essa voz espiritual, não a ouviram os judeus, porque não amavam nem obedeciam aos mandamentos. Tampouco pode ser visto com os olhos carnais, senão somente com fé e amor.
São Ricardo de Chichester (1197–1253)
3 de abril
Ricardo nasceu em 1197 na pequena cidade de Wyche, a 13 quilômetro de Worcester, na Inglaterra. Ele e seu irmão mais velho ficaram órfãos na infância, e Ricardo abandonou os estudos que tanto amava para cultivar a destituída propriedade do irmão. Este, em gratidão pelos exitosos esforços de Ricardo, propôs-lhe deixar de posse de todas as suas terras. Porém, ele recusou, não só as propriedades, como a oferta de um distinto casamento, de modo a poder estudar para o sacerdócio em Oxford. Devido a sua piedade e erudição, em 1235 foi designado reitor da universidade, e depois reitor da diocese, por Santo Edmundo de Cantuária. Permaneceu ao lado do santo em sua longa disputa com o rei63 e o acompanhou ao exílio.
Após a morte de S. Edmundo, Ricardo voltou à Inglaterra para dar seu sangue como simples vigário, mas logo foi eleito bispo de Chichester em detrimento do candidato inútil indicado por Henrique III. O rei, como vingança, se recusou a reconhecer a eleição e apoderou-se das receitas da sé. Ricardo assim se viu lutando a mesma batalha na qual S. Edmundo perdera a vida. Foi até Lyon ser consagrado por Inocêncio IV em 1245 e, retornando à Inglaterra, apesar de sua pobreza e da hostilidade do rei, exerceu plenamente seus direitos episcopais, reformando completamente a sé. Dois anos depois, haviam recuperado suas receitas.
Jovens e idosos amavam S. Ricardo, o qual dava tudo o que tinha e operava milagres para alimentar os pobres e curar os doentes; mas, quando os direitos ou a castidade da Igreja é que estavam em jogo, tornava-se inflexível. Certa vez, um sacerdote de sangue nobre contaminou seu cargo com o pecado; Ricardo o despojou de seus benefícios e recusou a petição do rei em seu favor. Além disso, quando um cavaleiro violentamente colocou um sacerdote na prisão, Ricardo obrigou o cavaleiro a caminhar em torno da igreja do padre com um tronco de madeira ao pescoço, o mesmo tronco em que havia acorrentado a vítima; e quando os burgueses de Lewes arrancaram um criminoso da igreja e o enforcaram, Ricardo mandou que desenterrassem o corpo da cova não consagrada e trouxessem-no de volta ao santuário que haviam violado. 2
Outros santos do dia: São Pancrácio, São Sisto I, Santa Ágape e Santa Irene.
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Quinta-feira, 4º Semana da Quaresma, Ano C
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” 1
Aprofundar a liturgia diária é um convite a conhecer mais a misericórdia de Deus. Por isso, hoje meditamos com um trecho do livro “Maria na Doutrina”.
“Maria orou por si mesma, para sempre cumprir a vontade de Deus de modo pleno; orou pelos homens, para lhes obter os auxílios temporais e espirituais que sua caridade percebia como necessários.” (Maria na Doutrina, p. 286)
Êxodo 32, 7-14
7 E o Senhor falou a Moisés, dizendo: “Vai, desce: o teu povo, que tiraste da terra do Egito, pecou.
8 Depressa se apartaram do caminho que lhes mostraste: fizeram para si um bezerro fundido, adoraram-no e, imolando-lhe hóstias, disseram: ‘Estes são, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito’”.
9 E o Senhor disse mais a Moisés: “Vejo que este povo é de cerviz dura.
10 Deixa-me, a fim de que o meu furor se acenda contra eles, e que eu os extermine, e eu te farei chefe de uma grande nação”.
11 Moisés, porém, suplicava ao Senhor seu Deus, dizendo: “Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com uma grande fortaleza e com uma poderosa mão?
12 Rogo-te não permitas que os egípcios digam: ‘Ele tirou os [do Egito] astutamente para os matar nos montes e exterminá-los da terra’. Aplaque-se a tua ira, e perdoa a iniquidade do teu povo.
13 Lembra-te de Abraão, de Isaac e de Israel, teus servos, a quem por ti mesmo juraste, dizendo: ‘Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e darei à vossa posteridade toda esta terra de que falei, e vós a possuireis para sempre’”.
14 E o Senhor se aplacou, e não fez ao seu povo o mal que tinha dito.
Sl 105(106),19-20.21-22.23 (R. 4a)
R: Lembra-te de nós, Senhor, segundo a bondade ao teu povo.
19 Fizeram um bezerro em Horeb,
e adoraram uma estátua fundida.
20 Assim trocaram a sua glória
pelo simulacro dum bezerro que come feno. R.
21 Esqueceram-se de Deus, que os tinha salvado,
que tinha feito grandes prodígios no Egito,
22 maravilhas na terra de Cam,
coisas terríveis no mar Vermelho. R.
23 E disse que os destruiria,
se Moisés, seu escolhido,
não se tivesse posto no meio
ante ele sobre a brecha,
a fim de afastar a sua ira. R.
João 5, 31-47
31 Se eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro.
32 Outro é o que dá testemunho de mim, e eu sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim.
33 Vós enviastes [mensageiros] a João, e ele deu testemunho da verdade.
34 Eu, porém, não recebo o testemunho de um homem, mas digo-vos estas coisas a fim de que sejais salvos.
35 Ele era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós por poucos momentos quisestes gozar da sua luz.
36 Mas eu tenho um testemunho maior que o de João. Porque as obras que meu Pai me deu que cumprisse, estas mesmas obras que eu faço, dão testemunho de mim, de que o Pai me enviou.
37 E o Pai que me enviou, este mesmo deu testemunho de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes a sua face,
38 e não tendes permanente em vós a sua palavra,a porque não credes no que ele enviou.
39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e [no entanto] são elas que dão testemunho de mim;
40 mas não quereis vir a mim, para terdes vida.
41 Eu não recebo a glória dos homens.
42 Mas conheço-vos, [sei] que não tendes em vós o amor de Deus.
43 Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; [mas] se vier outro,c em seu próprio nome, então o recebereis.
44 Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a glória que só de Deus vem?
45 Não julgueis que sou eu que vos hei de acusar diante de meu Pai; Moisés, em que vós confiais, é que vos acusa.
46 Se vós crêsseis em Moisés, certamente creríeis também em mim, porque ele escreveu de mim.
47 Porém, se vós não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às minhas palavras?”
5,37. Alcuíno: Deus, pois, não pode ser apreendido através do ouvido, senão pela inteligência do coração, socorrida pela graça do Espírito Santo. Ora, essa voz espiritual, não a ouviram os judeus, porque não amavam nem obedeciam aos mandamentos. Tampouco pode ser visto com os olhos carnais, senão somente com fé e amor.
São Ricardo de Chichester (1197–1253)
3 de abril
Ricardo nasceu em 1197 na pequena cidade de Wyche, a 13 quilômetro de Worcester, na Inglaterra. Ele e seu irmão mais velho ficaram órfãos na infância, e Ricardo abandonou os estudos que tanto amava para cultivar a destituída propriedade do irmão. Este, em gratidão pelos exitosos esforços de Ricardo, propôs-lhe deixar de posse de todas as suas terras. Porém, ele recusou, não só as propriedades, como a oferta de um distinto casamento, de modo a poder estudar para o sacerdócio em Oxford. Devido a sua piedade e erudição, em 1235 foi designado reitor da universidade, e depois reitor da diocese, por Santo Edmundo de Cantuária. Permaneceu ao lado do santo em sua longa disputa com o rei63 e o acompanhou ao exílio.
Após a morte de S. Edmundo, Ricardo voltou à Inglaterra para dar seu sangue como simples vigário, mas logo foi eleito bispo de Chichester em detrimento do candidato inútil indicado por Henrique III. O rei, como vingança, se recusou a reconhecer a eleição e apoderou-se das receitas da sé. Ricardo assim se viu lutando a mesma batalha na qual S. Edmundo perdera a vida. Foi até Lyon ser consagrado por Inocêncio IV em 1245 e, retornando à Inglaterra, apesar de sua pobreza e da hostilidade do rei, exerceu plenamente seus direitos episcopais, reformando completamente a sé. Dois anos depois, haviam recuperado suas receitas.
Jovens e idosos amavam S. Ricardo, o qual dava tudo o que tinha e operava milagres para alimentar os pobres e curar os doentes; mas, quando os direitos ou a castidade da Igreja é que estavam em jogo, tornava-se inflexível. Certa vez, um sacerdote de sangue nobre contaminou seu cargo com o pecado; Ricardo o despojou de seus benefícios e recusou a petição do rei em seu favor. Além disso, quando um cavaleiro violentamente colocou um sacerdote na prisão, Ricardo obrigou o cavaleiro a caminhar em torno da igreja do padre com um tronco de madeira ao pescoço, o mesmo tronco em que havia acorrentado a vítima; e quando os burgueses de Lewes arrancaram um criminoso da igreja e o enforcaram, Ricardo mandou que desenterrassem o corpo da cova não consagrada e trouxessem-no de volta ao santuário que haviam violado. 2
Outros santos do dia: São Pancrácio, São Sisto I, Santa Ágape e Santa Irene.