Acompanhe a liturgia do dia 28 de novembro de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
Acompanhe a liturgia do dia 28 de novembro de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
34ª Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar (I)
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” (Devocionário a São José, página 33.)
Jesus usa a imagem da figueira para nos ensinar a discernir os tempos. A eternidade não é uma ideia vaga: ela já lança brotos na vida presente.
“A fé nos faz olhar para frente, mesmo quando tudo parece escuro.” (A Vida Eterna e a Profundidade da Alma, p. 6)
Daniel 7,2-14
2 Eu via em minha visão durante a noite, e eis que os quatro ventos do céu combatiam uns contra os outros sobre o grande mar.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, saíam do mar.
4 O primeiro era como uma leoa e tinha asas de águia. Quando eu estava a olhar, arrancaram-lhe as asas; foi levantada da terra, posta ereta sobre os seus pés, como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
5 Então vi outro animal, semelhante a um urso, que se pôs ao seu lado; trazia na boca três costelas, entre os dentes, e diziam-lhe assim: “Levanta-te, come carne em abundância!”.
6 Depois disto estava eu olhando e vi outro, que era como um leopardo, que tinha quatro asas de ave nas suas costas; este animal tinha quatro cabeças, e foi-lhe dado o poder.
7 Depois disto, eu contemplava essa visão noturna, e eis que vi um quarto animal, terrível, espantoso e extremamente forte; tinha grandes dentes de ferro, devorava e fazia em pedaços, e calcava aos pés o que sobrava; era diferente de todos os animais que eu tinha visto antes dele, e possuía dez chifres.
8 Estava eu contemplando os chifres, e eis que vi um outro chifre pequeno, que subiu no meio deles, e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele; e esse chifre tinha olhos como olhos de homem, e uma boca que falava com insolência.
9 Estava eu atento ao que via, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de muitos dias tomou lugar; sua veste era branca como a neve, e os cabelos de sua cabeça eram como a lã limpa; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas deste trono um fogo ardente.
10 De diante dele saía um impetuoso rio de fogo. Eram milhares de milhares que o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele. Assentou-se para julgar, e foram abertos os livros.
11 Eu olhava atentamente por causa do ruído das palavras arrogantes que o chifre falava; vi que o animal foi morto, que o seu corpo perecera e fora entregue ao fogo para ser queimado.
12 Vi também que tinha sido tirado o poder aos outros animais, e que a duração da sua vida lhes tinha sido prolongada até um tempo e um tempo.
13 Eu estava observando essas coisas durante a visão noturna, e eis que vi, vindo sobre as nuvens do céu, alguém como um Filho do Homem, que chegou até o Ancião dos dias, e o apresentaram diante dele.
14 E ele deu-lhe o poder, a honra e o reino, e todos os povos, tribos e línguas o serviram. O seu poder é um poder eterno, que lhe não será tirado, e o seu reino não será jamais destruído.
Dn 3,75-77.78-79.80-81 (R. 59b)
R. Animais todos, bendizei o Senhor; louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
75 Montes e outeiros, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
76 Plantas da terra, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
77 Nascentes, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
78 Mares e rios, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
79 Baleias e tudo o que se move nas águas, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
80 Pássaros todos do céu, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
81 Animais todos e rebanhos, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
Lucas 21,29-33
29 E acrescentou-lhes esta comparação: “Vede a figueira e todas as árvores.
30 Quando começam a desabrochar, sabeis que está perto o verão.
31 Assim também, quando virdes que acontecem essas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus.
32 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram.
33 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.”
21,29. Ambrósio: Se São Mateus menciona, nesse episódio, apenas a figueira, São Lucas estende a comparação a todas as demais árvores. Ora, a figueira reveste-se neste caso de uma dupla significação simbólica, figurando, a um só tempo, o enternecimento daquelas coisas que nos são penosas e a abundância funesta de todos os vícios. Assim, quando os frutos estiverem a reverdecer em todas as árvores, e a figueira gerar frutos em abundância, estando coberta de flores (isto é, quando todas as línguas confessarem Deus em concerto com o povo judeu), podemos já esperar o advento próximo do Reino de Deus, que será, para nós, como um verão – e a ressurreição como o tempo de colheita dos frutos. Do mesmo modo, quando os pecadores se revestirem de um débil e frívolo orgulho de sinagoga, como as árvores se revestem de folhas, entendemos que o juízo se aproxima. Deus, de fato, se apressa em premiar a fé e destruir o pecado.
Apresentação da Santíssima Virgem Maria
21 de novembro
Pais religiosos jamais deixam, pela oração devota, de consagrar seus filhos ao serviço e amor de Deus, seja antes ou depois de seu nascimento. Alguns dentre os judeus, não contentes com essa consagração geral de seus filhos, ofereciam-nos a Deus, em tenra idade, pelas mãos dos sacerdotes no Templo, para serem alojados nos recintos do edifício e educados na assistência aos sacerdotes e levitas no sagrado ministério. Segundo uma antiga tradição, a Santíssima Virgem Maria foi solenemente assim oferecida a Deus no templo, ainda em sua infância, e a Igreja hoje comemora a festa da Apresentação da Santíssima Virgem. A tenra alma de Maria foi então adornada com as mais preciosas graças, objeto de espanto e louvor para os anjos, e da mais elevada complacência para a adorável Trindade: o Pai observando-a como Sua amada filha; o Filho, como aquela escolhida e preparada para se tornar Sua mãe; e o Espírito Santo, como Sua querida esposa. Maria foi a primeira a estabelecer o modelo e paradigma da virgindade e, ao consagrá-lo por um voto perpétuo a Nosso Senhor, abriu caminho a todas as virgens que desde então seguiram seu exemplo. (Butler, Alban. Vida dos Santos, 2021, p. 492-493.)
Outros santos do dia: São Gelásio I, Santo Alberto de Lovaina e São Rufo de Roma.

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34ª Semana do Tempo Comum, Ano Ímpar (I)
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” (Devocionário a São José, página 33.)
Jesus usa a imagem da figueira para nos ensinar a discernir os tempos. A eternidade não é uma ideia vaga: ela já lança brotos na vida presente.
“A fé nos faz olhar para frente, mesmo quando tudo parece escuro.” (A Vida Eterna e a Profundidade da Alma, p. 6)
Daniel 7,2-14
2 Eu via em minha visão durante a noite, e eis que os quatro ventos do céu combatiam uns contra os outros sobre o grande mar.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, saíam do mar.
4 O primeiro era como uma leoa e tinha asas de águia. Quando eu estava a olhar, arrancaram-lhe as asas; foi levantada da terra, posta ereta sobre os seus pés, como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem.
5 Então vi outro animal, semelhante a um urso, que se pôs ao seu lado; trazia na boca três costelas, entre os dentes, e diziam-lhe assim: “Levanta-te, come carne em abundância!”.
6 Depois disto estava eu olhando e vi outro, que era como um leopardo, que tinha quatro asas de ave nas suas costas; este animal tinha quatro cabeças, e foi-lhe dado o poder.
7 Depois disto, eu contemplava essa visão noturna, e eis que vi um quarto animal, terrível, espantoso e extremamente forte; tinha grandes dentes de ferro, devorava e fazia em pedaços, e calcava aos pés o que sobrava; era diferente de todos os animais que eu tinha visto antes dele, e possuía dez chifres.
8 Estava eu contemplando os chifres, e eis que vi um outro chifre pequeno, que subiu no meio deles, e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele; e esse chifre tinha olhos como olhos de homem, e uma boca que falava com insolência.
9 Estava eu atento ao que via, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de muitos dias tomou lugar; sua veste era branca como a neve, e os cabelos de sua cabeça eram como a lã limpa; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas deste trono um fogo ardente.
10 De diante dele saía um impetuoso rio de fogo. Eram milhares de milhares que o serviam, e milhões de milhões assistiam diante dele. Assentou-se para julgar, e foram abertos os livros.
11 Eu olhava atentamente por causa do ruído das palavras arrogantes que o chifre falava; vi que o animal foi morto, que o seu corpo perecera e fora entregue ao fogo para ser queimado.
12 Vi também que tinha sido tirado o poder aos outros animais, e que a duração da sua vida lhes tinha sido prolongada até um tempo e um tempo.
13 Eu estava observando essas coisas durante a visão noturna, e eis que vi, vindo sobre as nuvens do céu, alguém como um Filho do Homem, que chegou até o Ancião dos dias, e o apresentaram diante dele.
14 E ele deu-lhe o poder, a honra e o reino, e todos os povos, tribos e línguas o serviram. O seu poder é um poder eterno, que lhe não será tirado, e o seu reino não será jamais destruído.
Dn 3,75-77.78-79.80-81 (R. 59b)
R. Animais todos, bendizei o Senhor; louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
75 Montes e outeiros, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
76 Plantas da terra, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
77 Nascentes, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
78 Mares e rios, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
79 Baleias e tudo o que se move nas águas, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
80 Pássaros todos do céu, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos.
81 Animais todos e rebanhos, bendizei o Senhor;
louvai-o e exaltai-o por todos os séculos. R.
Lucas 21,29-33
29 E acrescentou-lhes esta comparação: “Vede a figueira e todas as árvores.
30 Quando começam a desabrochar, sabeis que está perto o verão.
31 Assim também, quando virdes que acontecem essas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus.
32 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram.
33 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.”
21,29. Ambrósio: Se São Mateus menciona, nesse episódio, apenas a figueira, São Lucas estende a comparação a todas as demais árvores. Ora, a figueira reveste-se neste caso de uma dupla significação simbólica, figurando, a um só tempo, o enternecimento daquelas coisas que nos são penosas e a abundância funesta de todos os vícios. Assim, quando os frutos estiverem a reverdecer em todas as árvores, e a figueira gerar frutos em abundância, estando coberta de flores (isto é, quando todas as línguas confessarem Deus em concerto com o povo judeu), podemos já esperar o advento próximo do Reino de Deus, que será, para nós, como um verão – e a ressurreição como o tempo de colheita dos frutos. Do mesmo modo, quando os pecadores se revestirem de um débil e frívolo orgulho de sinagoga, como as árvores se revestem de folhas, entendemos que o juízo se aproxima. Deus, de fato, se apressa em premiar a fé e destruir o pecado.
Apresentação da Santíssima Virgem Maria
21 de novembro
Pais religiosos jamais deixam, pela oração devota, de consagrar seus filhos ao serviço e amor de Deus, seja antes ou depois de seu nascimento. Alguns dentre os judeus, não contentes com essa consagração geral de seus filhos, ofereciam-nos a Deus, em tenra idade, pelas mãos dos sacerdotes no Templo, para serem alojados nos recintos do edifício e educados na assistência aos sacerdotes e levitas no sagrado ministério. Segundo uma antiga tradição, a Santíssima Virgem Maria foi solenemente assim oferecida a Deus no templo, ainda em sua infância, e a Igreja hoje comemora a festa da Apresentação da Santíssima Virgem. A tenra alma de Maria foi então adornada com as mais preciosas graças, objeto de espanto e louvor para os anjos, e da mais elevada complacência para a adorável Trindade: o Pai observando-a como Sua amada filha; o Filho, como aquela escolhida e preparada para se tornar Sua mãe; e o Espírito Santo, como Sua querida esposa. Maria foi a primeira a estabelecer o modelo e paradigma da virgindade e, ao consagrá-lo por um voto perpétuo a Nosso Senhor, abriu caminho a todas as virgens que desde então seguiram seu exemplo. (Butler, Alban. Vida dos Santos, 2021, p. 492-493.)
Outros santos do dia: São Gelásio I, Santo Alberto de Lovaina e São Rufo de Roma.
