Acompanhe a liturgia do dia 31 de agosto de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
Acompanhe a liturgia do dia 31 de agosto de 2025, com texto e comentários patrísticos da Bíblia da Minha Biblioteca Católica.
22º Domingo do Tempo Comum, Ano C
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” (Devocionário a São José, página 33.)
Para enriquecer nossa preparação litúrgica, trazemos este pensamento de Santo Agostinho: que toda a Palavra de Deus nos conduz ao Amor Supremo, que é Cristo. Assim, somos lembrados de que nossa vida é um caminho de salvação, onde cada ato de fé, esperança e caridade nos aproxima do verdadeiro destino: a comunhão eterna com Deus.
“O cumprimento e o objetivo de toda a Lei e das Sagradas Escrituras é o amor.” (A Doutrina Cristã p.72)
Leitura do Livro do Eclesiástico 3,19-21.30-31 (gr. 17-18.20.28-29)
19 Filho, leva ao cabo as tuas obras com mansidão, e atrairás não só a estima, mas também o amor dos homens.
20 Quanto maior fores, mais te deves humilhar em todas as coisas, e acharás graça diante de Deus.
21 Porque só o poder de Deus é que é grande, e é pelos humildes que Ele é honrado.
30 A assembleia dos soberbos é incorrigível, porque o tronco do pecado se arraigará neles, sem que o notem.
31 O coração do sábio manifesta-se pela sabedoria, e o ouvido virtuoso ouvirá a sabedoria com grande ardor.
Sl 67(68),4-5ac.6-7ab.10-11 (R. cf. 11b)
R. O Senhor é fiel para sempre.
4 Os justos se alegram na presença do Senhor,
rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!
5 Cantai a Deus, a Deus louvai, salmodiai ao seu nome! R.
6 Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor:
é assim o nosso Deus em sua santa habitação.
7 É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,
quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. R.
10 Derramaste lá do alto uma chuva generosa, ó Senhor,
e vossa terra, vossa herança já cansada, renovastes;
11 e ali vosso rebanho encontrou a sua morada;
com carinho preparastes essa terra para o pobre. R.
Hebreus 12,18-19.22-24a
18 Com efeito, não vos aproximastes do monte palpável e do fogo ardente, e do turbilhão, e da obscuridade, e da tempestade.
19 E do som da trombeta, e de uma voz tão retumbante que aqueles que a ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais.
22 Vós, porém, aproximastes-vos do monte de Sião e da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste e da multidão de muitos milhares de anjos.
23 E da Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e de Deus, juiz universal, e dos espíritos dos justos perfeitos.
24 E de Jesus, mediador da nova aliança.
Lucas 14,1.7-14
1 Num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus, e eles o observavam.
7 Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, contou-lhes uma parábola:
8 “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu,
9 e o dono da festa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar.
10 Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados.
11 Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.”
12 Disse também a quem o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te, e isto já seria a tua recompensa.
13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14 Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.”
14,7–14. Bento: Irmãos, se quisermos atingir o ápice da suma humildade e alcançar rapidamente a exaltação celeste que pode ser obtida pela humildade na vida presente, por meio de nossos atos, devemos erigir a escada que apareceu num sonho a Jacó, por meio da qual anjos subiam e desciam (cf. Gn 28,10–19). Entendemos que a subida e a descida significam descer pela exaltação e subir pela humildade. A escada ereta significa nossa vida neste século, que é erguida aos céus pelo Senhor, quando temos um coração humilhado. Os lados da escada significam nosso corpo e alma, nos quais a vocação divina inseriu diversos graus de humildade e disciplina.
São Raimundo Nonato (1204–1240)
31 de agosto
São Raimundo Nonato nasceu na Catalunha, no ano de 1204, e descendia de família nobre, de pequena fortuna. Durante a infância, parecia sentir prazer apenas nas devoções e tarefas de gente adulta. Seu pai, percebendo nele uma inclinação para a vida religiosa, tirou-o da escola e o enviou para cuidar de uma fazenda que possuía no interior. Raimundo prontamente obedeceu e, para aproveitar a oportunidade da santa solidão, vigiava ele próprio as ovelhas, passando seu tempo nas montanhas e florestas em santa meditação e oração. Algum tempo depois, ingressou na recém-fundada Ordem de Nossa Senhora das Mercês pela redenção dos cativos, e foi admitido à sua profissão em Barcelona pelo santo fundador, São Pedro Nolasco. Dois ou três anos após sua profissão, foi enviado à Berbéria (norte da África) com uma considerável soma de dinheiro, onde comprou, em Algiers, a liberdade de um grande número de escravos. Quando esgotou-se todo seu tesouro, entregou-se como refém pelo resgate de outros cativos. Este magnânimo sacrifício serviu apenas para exasperar os maometanos, os quais o trataram com rara barbárie. Porém, temendo que, ao morrer em suas mãos, perdessem o valor do resgate dos escravos por amor de quem o santo permanecia refém, deram ordens para que ele fosse tratado com mais humanidade. Então permitiram que saísse às ruas – liberdade da qual logo lançou mão, servindo-se dela para consolar e encorajar os cristãos agrilhoados, e ainda converteu e batizou alguns maometanos. Por isso, o governador o condenou à morte, a ser executada com uma estaca atravessando-lhe o corpo, mas a punição acabou convertida em cruéis bastonadas. Tamanha tortura não arrefeceu sua coragem. Assim que via almas em risco de perder a vida eterna, julgava ainda não ter realizado coisa alguma. S. Raimundo já não tinha mais dinheiro para empregar na libertação dos pobres prisioneiros, e falar com um maometano a respeito de religião era motivo de morte. No entanto, ainda podia se esforçar, com a esperança de algum sucesso, em morrer como mártir da caridade. Assim, retomou seu antigo método de instruir e exortar juntamente cristãos e infiéis. O governador, enfurecido, ordenou que nosso santo fosse barbaramente torturado e preso, até que monges de sua ordem, enviados por São Pedro Nolasco, trouxeram o resgate. Ao retornar à Espanha, foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX, o qual, desejoso de ter por perto um homem tão santo, convocou-o a Roma. São Raimundo obedeceu, mas não pôde ir além de Cardona (Catalunha), quando foi tomado de assalto por uma violenta febre, a qual no fim se provou mortal. Faleceu a 31 de agosto, no ano de 1240, aos 36 anos de idade. (Butler, Alban. Vida dos Santos, 2021, p. 382-383.)
Outros santos do dia: Santo Aristides, Santo Aidano, São Paulino de Tréveris e São Domingos del Val.
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22º Domingo do Tempo Comum, Ano C
“Inspirai, Senhor, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em Vós comece e termine tudo aquilo que fizermos. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.” (Devocionário a São José, página 33.)
Para enriquecer nossa preparação litúrgica, trazemos este pensamento de Santo Agostinho: que toda a Palavra de Deus nos conduz ao Amor Supremo, que é Cristo. Assim, somos lembrados de que nossa vida é um caminho de salvação, onde cada ato de fé, esperança e caridade nos aproxima do verdadeiro destino: a comunhão eterna com Deus.
“O cumprimento e o objetivo de toda a Lei e das Sagradas Escrituras é o amor.” (A Doutrina Cristã p.72)
Leitura do Livro do Eclesiástico 3,19-21.30-31 (gr. 17-18.20.28-29)
19 Filho, leva ao cabo as tuas obras com mansidão, e atrairás não só a estima, mas também o amor dos homens.
20 Quanto maior fores, mais te deves humilhar em todas as coisas, e acharás graça diante de Deus.
21 Porque só o poder de Deus é que é grande, e é pelos humildes que Ele é honrado.
30 A assembleia dos soberbos é incorrigível, porque o tronco do pecado se arraigará neles, sem que o notem.
31 O coração do sábio manifesta-se pela sabedoria, e o ouvido virtuoso ouvirá a sabedoria com grande ardor.
Sl 67(68),4-5ac.6-7ab.10-11 (R. cf. 11b)
R. O Senhor é fiel para sempre.
4 Os justos se alegram na presença do Senhor,
rejubilam satisfeitos e exultam de alegria!
5 Cantai a Deus, a Deus louvai, salmodiai ao seu nome! R.
6 Dos órfãos ele é pai, e das viúvas protetor:
é assim o nosso Deus em sua santa habitação.
7 É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados,
quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. R.
10 Derramaste lá do alto uma chuva generosa, ó Senhor,
e vossa terra, vossa herança já cansada, renovastes;
11 e ali vosso rebanho encontrou a sua morada;
com carinho preparastes essa terra para o pobre. R.
Hebreus 12,18-19.22-24a
18 Com efeito, não vos aproximastes do monte palpável e do fogo ardente, e do turbilhão, e da obscuridade, e da tempestade.
19 E do som da trombeta, e de uma voz tão retumbante que aqueles que a ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais.
22 Vós, porém, aproximastes-vos do monte de Sião e da cidade do Deus vivo, da Jerusalém celeste e da multidão de muitos milhares de anjos.
23 E da Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e de Deus, juiz universal, e dos espíritos dos justos perfeitos.
24 E de Jesus, mediador da nova aliança.
Lucas 14,1.7-14
1 Num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus, e eles o observavam.
7 Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, contou-lhes uma parábola:
8 “Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu,
9 e o dono da festa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar.
10 Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados.
11 Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado.”
12 Disse também a quem o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te, e isto já seria a tua recompensa.
13 Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14 Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.”
14,7–14. Bento: Irmãos, se quisermos atingir o ápice da suma humildade e alcançar rapidamente a exaltação celeste que pode ser obtida pela humildade na vida presente, por meio de nossos atos, devemos erigir a escada que apareceu num sonho a Jacó, por meio da qual anjos subiam e desciam (cf. Gn 28,10–19). Entendemos que a subida e a descida significam descer pela exaltação e subir pela humildade. A escada ereta significa nossa vida neste século, que é erguida aos céus pelo Senhor, quando temos um coração humilhado. Os lados da escada significam nosso corpo e alma, nos quais a vocação divina inseriu diversos graus de humildade e disciplina.
São Raimundo Nonato (1204–1240)
31 de agosto
São Raimundo Nonato nasceu na Catalunha, no ano de 1204, e descendia de família nobre, de pequena fortuna. Durante a infância, parecia sentir prazer apenas nas devoções e tarefas de gente adulta. Seu pai, percebendo nele uma inclinação para a vida religiosa, tirou-o da escola e o enviou para cuidar de uma fazenda que possuía no interior. Raimundo prontamente obedeceu e, para aproveitar a oportunidade da santa solidão, vigiava ele próprio as ovelhas, passando seu tempo nas montanhas e florestas em santa meditação e oração. Algum tempo depois, ingressou na recém-fundada Ordem de Nossa Senhora das Mercês pela redenção dos cativos, e foi admitido à sua profissão em Barcelona pelo santo fundador, São Pedro Nolasco. Dois ou três anos após sua profissão, foi enviado à Berbéria (norte da África) com uma considerável soma de dinheiro, onde comprou, em Algiers, a liberdade de um grande número de escravos. Quando esgotou-se todo seu tesouro, entregou-se como refém pelo resgate de outros cativos. Este magnânimo sacrifício serviu apenas para exasperar os maometanos, os quais o trataram com rara barbárie. Porém, temendo que, ao morrer em suas mãos, perdessem o valor do resgate dos escravos por amor de quem o santo permanecia refém, deram ordens para que ele fosse tratado com mais humanidade. Então permitiram que saísse às ruas – liberdade da qual logo lançou mão, servindo-se dela para consolar e encorajar os cristãos agrilhoados, e ainda converteu e batizou alguns maometanos. Por isso, o governador o condenou à morte, a ser executada com uma estaca atravessando-lhe o corpo, mas a punição acabou convertida em cruéis bastonadas. Tamanha tortura não arrefeceu sua coragem. Assim que via almas em risco de perder a vida eterna, julgava ainda não ter realizado coisa alguma. S. Raimundo já não tinha mais dinheiro para empregar na libertação dos pobres prisioneiros, e falar com um maometano a respeito de religião era motivo de morte. No entanto, ainda podia se esforçar, com a esperança de algum sucesso, em morrer como mártir da caridade. Assim, retomou seu antigo método de instruir e exortar juntamente cristãos e infiéis. O governador, enfurecido, ordenou que nosso santo fosse barbaramente torturado e preso, até que monges de sua ordem, enviados por São Pedro Nolasco, trouxeram o resgate. Ao retornar à Espanha, foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX, o qual, desejoso de ter por perto um homem tão santo, convocou-o a Roma. São Raimundo obedeceu, mas não pôde ir além de Cardona (Catalunha), quando foi tomado de assalto por uma violenta febre, a qual no fim se provou mortal. Faleceu a 31 de agosto, no ano de 1240, aos 36 anos de idade. (Butler, Alban. Vida dos Santos, 2021, p. 382-383.)
Outros santos do dia: Santo Aristides, Santo Aidano, São Paulino de Tréveris e São Domingos del Val.