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Março de 2026
¹O Espírito do Senhor repousou sobre mim, porque o Senhor me ungiu; ele me enviou para evangelizar os mansos, para curar os contritos de coração e pregar a redenção aos cativos e a liberdade aos encarcerados; ²para publicar o ano da reconciliação do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus, para consolar todos os que choram; ³ᵃpara conceder e dar aos de Sião que choram uma coroa em vez da cinza, óleo de júbilo em vez de pranto. ⁶ᵃVós, porém, sereis chamados sacerdotes do Senhor; ser-vos-á dado o nome de ministros do nosso Deus. ⁸ᵇRecompensarei fielmente as suas obras e farei com eles uma aliança perpétua. ⁹E a sua posteridade será conhecida entre as nações, e a sua descendência no meio dos povos; todos os que os virem, os reconhecerão por serem a linhagem que o Senhor abençoou.
Palavra do Senhor.
²¹ Encontrei Davi, meu servo, com o meu santo óleo o ungi.
²² A minha mão lhe assistirá, e o meu braço o fortificará. R.
²⁵ A minha verdade e a minha misericórdia serão com ele, e no meu nome será exaltado o seu chifre. R.
²⁷ Ele me invocará, dizendo: ‘Tu és meu Pai, meu Deus, e o autor da minha salvação’. R.
⁵E da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra, que nos amou e nos lavou dos nossos pecados no seu sangue, ⁶e nos fez reino e sacerdotes para Deus seu Pai: a ele glória e império pelos séculos dos séculos. Amém. ⁷Eis que ele vem sobre as nuvens, e todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o trespassaram. E baterão no peito ao vê-lo todas as tribos da terra. Assim se cumprirá. Amém. ⁸“Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim”, diz o Senhor Deus, “que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”.
Palavra do Senhor.
¹⁶Foi a Nazaré, onde se tinha criado, e entrou na sinagoga, segundo o seu costume, em dia de sábado, e levantou-se para fazer a leitura. ¹⁷Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou a passagem onde estava escrito: ¹⁸“O Espírito do Senhor repousou sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres, me enviou a sarar os contritos de coração, ¹⁹a anunciar aos cativos a redenção e aos cegos a recuperação da vista, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar o ano favorável do Senhor, e o dia da retribuição”. ²⁰Então, enrolou o livro, deu-o ao ministro e sentou-se. Estavam fixos nele os olhos de todos na sinagoga. ²¹E começou a dizer-lhes: “Hoje cumpriu-se esta escritura que acabais de ouvir”.
Palavra da Salvação.
¹O Senhor disse também a Moisés e a Aarão na terra do Egito: ²“Este mês será para vós o princípio dos meses: será o primeiro dos meses do ano. ³Falai a todo o ajuntamento dos filhos de Israel, e dizei-lhes [que] no décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro para sua família e sua casa. ⁴Mas se o número [de pessoas] for menor que o que pode bastar para comer o cordeiro, tomará [em comum com] o vizinho que estiver apegado à sua casa, segundo o número de almas que podem bastar para comer o cordeiro. ⁵Ora, o cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Com o mesmo rito tomareis também um cabrito. ⁶E o guardareis até o dia quatorze deste mês; e toda a multidão dos filhos de Israel o imolará à tarde. ⁷E tomarão do seu sangue, e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que eles o hão de comer. ⁸E nessa mesma noite comerão as carnes [do cordeiro] assadas no fogo, com pães ázimos e alfaces bravas. ¹¹E comê-lo-eis deste modo: cingireis os vossos rins e tereis as sandálias nos pés, e os bordões na mão, e comereis às pressas: porque é a Páscoa (isto é, a passagem) do Senhor. ¹²E naquela noite eu passarei pela terra do Egito e ferirei [de morte] todo primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais, e executarei [os meus] juízos sobre todos os deuses do Egito, eu, que sou o Senhor. ¹³O sangue, porém, será para vós um sinal [em vosso favor] nas casas em que morardes: eu verei o sangue, e passarei adiante, e não haverá em vós a praga destruidora quando eu ferir a terra do Egito. ¹⁴Este dia será para vós um dia memorável, e vós o celebrareis de geração em geração com um culto perpétuo, como dia solene do Senhor.
Palavra do Senhor.
¹² Que darei eu em retribuição ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?
¹³ Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. R.
¹⁵ É preciosa aos olhos do Senhor a morte dos seus santos.
¹⁶ᵇᶜ eu sou teu servo e filho da tua escrava. Quebraste as minhas cadeias; R.
¹⁷ eu te oferecerei um sacrifício de louvor e invocarei o nome do Senhor.
¹⁸ Cumprirei os meus votos ao Senhor diante de todo o seu povo, R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 115(116B),12-13.15-16bc.17-18 (R. cf. 1Cor 10,16)
²³Eu recebi do Senhor o que também vos ensinei a vós: que o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou o pão ²⁴e, dando graças, o partiu e disse: “Tomai e comei; isto é o meu corpo, que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim”. ²⁵Igualmente também, depois de ter ceado, [tomou] o cálice, dizendo: “Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto em memória de mim todas as vezes que o beberdes”. ²⁶Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que ele venha.
Palavra do Senhor.
¹Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. ²Feita a ceia, quando já o demônio pusera no coração a Judas, filho de Simão Iscariotes, a determinação de o entregar, ³e sabendo Jesus que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, e que saíra de Deus e ia para Deus, ⁴levantou-se da ceia, depôs o seu manto e, pegando numa toalha, cingiu-se. ⁵Depois lançou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, e a limpar-lhes com a toalha com que estava cingido. ⁶Veio, pois, a Simão Pedro. E Pedro disse-lhe: “Senhor, tu lavar-me os pés?”. ⁷Respondeu Jesus: “O que eu faço, tu não o compreendes agora, mas o compreenderás depois”. ⁸Disse-lhe Pedro: “Não me lavarás jamais os pés!”. Respondeu-lhe Jesus: “Se eu te não lavar, não terás parte comigo”. ⁹Exclamou Simão Pedro: “Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. ¹⁰Disse-lhe Jesus: “Aquele que se lavou não tem necessidade de lavar senão os pés, pois todo ele está limpo. E vós estais limpos, mas não todos”. ¹¹Ele sabia quem era o que o ia entregar, por isso disse: “Não estais todos limpos”. ¹²Depois que lhes lavou os pés e que tomou o seu manto, pondo-se novamente à mesa, disse-lhes: “Compreendeis o que vos fiz? ¹³Vós chamais-me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. ¹⁴Se eu, pois, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, deveis lavar-vos os pés uns aos outros. ¹⁵Pois eu dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim façais vós também.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Francisco de Paula nasceu em 1416, na pequena cidade de Paola, na região da Calábria, sul da Itália. Filho de um casal pobre e já de idade, foi fruto de um milagre alcançado por meio da intercessão de São Francisco de Assis.
Ao nascer, Francisco desenvolveu uma grave doença nos olhos. Seus pais, confiando na intercessão de São Francisco, prometeram que, se o menino fosse curado, ele passaria um ano em um convento. O menino foi curado e a promessa foi cumprida, o que despertou nele um grande amor pela vida religiosa.
Mesmo muito jovem, Francisco já vivia como um verdadeiro frade: dormia no chão, jejuava, fazia longas orações e buscava viver na humildade. Com o desejo de uma vida de total entrega a Deus, retirou-se para uma gruta à beira-mar, onde viveu durante cinco anos em oração, penitência e alimentação muito simples, à base de ervas e raízes.
Rapidamente, sua fama se espalhou por toda a região devido aos inúmeros milagres. Curava cegos, paralíticos, leprosos, multiplicava pão e vinho e até protegia cidades inteiras de epidemias. Um dos milagres mais conhecidos foi quando, sem dinheiro para pagar a travessia do Estreito de Messina, colocou seu manto sobre a água e, confiando em Deus, atravessou andando sobre ele. O barqueiro, que lhe negara ajuda, ao ver o milagre, arrependeu-se e pediu perdão.
Foi chamado à França pelo rei Luís XI, que estava gravemente doente, na esperança de ser curado. São Francisco não realizou a cura física, mas proporcionou ao rei paz espiritual e serenidade. Ganhou tanto o respeito da corte que permaneceu na França por 25 anos, fundando vários conventos e espalhando sua obra.
Faleceu no dia 2 de abril de 1507, na cidade de Tours, na França, aos 91 anos. São Francisco de Paula é padroeiro da Calábria, dos marinheiros, viajantes, eremitas e peixeiros, e é muito invocado por casais que não conseguem ter filhos.
“A humildade é a base de todas as virtudes.” - São Francisco de Paula
São Francisco de Paula, rogai por nós.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao Tríduo Pascal com a Missa da Ceia do Senhor. Nesta celebração, somos levados a contemplar três grandes mistérios: a instituição da Eucaristia, do Sacerdócio e o mandamento do amor.
Na última ceia, antes de entregar-se na cruz, Jesus tomou o pão e o vinho e os transformou no seu Corpo e Sangue. Ao dizer “Fazei isto em memória de mim”, Ele confia aos Apóstolos e à Igreja a missão de tornar sua presença viva entre nós por meio da Eucaristia.
Também nesta noite, Jesus lava os pés dos discípulos: o Mestre se faz servo. Quem quiser segui-lo deve aprender a amar com gestos concretos, com humildade, caridade e entrega.
A Missa começa com alegria e solenidade, mas termina em silêncio. O Santíssimo Sacramento é levado para um lugar de adoração, onde somos convidados a vigiar com o Senhor, como no Horto das Oliveiras. O altar é desnudado, em sinal de luto. Iniciamos, assim, a vigília com Cristo, que se prepara para sua entrega total na cruz.
Nesta noite santa, adoramos Jesus presente na Eucaristia, agradecemos pelo dom dos sacerdotes e renovamos o desejo de amar como Ele amou. Tudo o que viveremos nos próximos dias começa aqui: com um Deus que se faz pão, que se ajoelha diante dos seus e que vai até o fim por amor.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Autor: Redação Biblioteca Católica