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Março de 2026
¹No princípio criou Deus o céu e a terra. ²A terra, porém, era informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus movia-se sobre as águas. ³E Deus disse: “Faça-se a luz”. E a luz foi feita. ⁴E Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. ⁵E chamou à luz dia, e às trevas noite. E fez-se tarde e manhã: primeiro dia. ⁶Disse também Deus: “Faça-se o firmamento no meio das águas, e separem-se umas águas das outras águas”. ⁷E fez Deus o firmamento, e separou as águas que estavam por baixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento. E assim se fez. ⁸E Deus chamou ao firmamento céu. E fez-se tarde e manhã: segundo dia. ⁹Disse também Deus: “As águas que estão debaixo do céu ajuntem-se num só lugar, e apareça o [elemento] árido”. E assim se fez. ¹⁰E Deus chamou ao [elemento] árido terra, e ao conjunto das águas chamou mares. E Deus viu que isto era bom. ¹¹E disse: “Produza a terra erva verde, e que dê semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele [para se reproduzir] sobre a terra”. E assim se fez. ¹²E a terra produziu erva verde e que dá semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto, tendo cada fruto a semente segundo a sua espécie. E Deus viu que isto era bom. ¹³E fez-se tarde e manhã: terceiro dia. ¹⁴Disse também Deus: “Sejam feitos luzeiros no firmamento do céu, e separem o dia da noite e sirvam como sinais, e para [distinguir] os tempos, os dias e os anos, ¹⁵e resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. ¹⁶E Deus fez dois grandes luzeiros: o luzeiro maior que presidisse ao dia e o luzeiro menor que presidisse à noite; e [fez também] as estrelas. ¹⁷E colocou-as no firmamento do céu, para luzirem sobre a terra ¹⁸e presidirem ao dia e à noite, e separarem a luz das trevas. E Deus viu que isto era bom. ¹⁹E fez-se tarde e manhã: quarto dia. ²⁰Disse também Deus: “Produzam as águas répteis viventes e aves que voem sobre a terra debaixo do firmamento do céu”. ²¹Deus criou os grandes peixes e todos os animais que têm vida e movimento, os quais foram produzidos pelas águas segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isto era bom. ²²E os abençoou, dizendo: “Crescei e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar; e as aves se multipliquem sobre a terra”. ²³E fez-se tarde e manhã: quinto dia. ²⁴Disse também Deus: “Produza a terra animais viventes segundo a sua espécie, animais domésticos, répteis e animais selvagens segundo a sua espécie”. E assim se fez. ²⁵E fez Deus os animais selvagens segundo a sua espécie, e os animais domésticos, e todos os répteis da terra [cada um] segundo a sua espécie. E Deus viu que isto era bom, ²⁶e disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, o qual presida aos peixes do mar e às aves do céu e aos animais selvagens, e a toda a terra, e a todos os répteis que se movem sobre a terra”. ²⁷E criou Deus o homem à sua imagem: criou-o à imagem de Deus, e criou-os macho e fêmea. ²⁸E Deus os abençoou e disse: “Crescei e multiplicai-vos, e enchei a terra e sujeitai-a, e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves do céu, e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. ²⁹E Deus disse: “Eis que eu vos dei todas as ervas, que dão semente sobre a terra, e todas as árvores, que encerram em si mesmas a semente do seu gênero, para que vos sirvam de alimento, ³⁰e a todos os animais da terra e a todas as aves do céu, e a tudo o que se move sobre a terra, e em que há alma vivente, para que tenham do que comer”. E assim se fez. ³¹E Deus viu todas as coisas que tinha feito, e eis que eram muito boas. E fez-se tarde e manhã: sexto dia. ¹Assim foram acabados o céu e a terra e todos os seus ornatos. ²E Deus acabou no sétimo dia a obra que tinha feito; e descansou no sétimo dia de toda a obra que tinha feito.
¹ Do mesmo Davi. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Senhor, Deus meu, tu te engrandeceste sumamente. Tu te revestiste de majestade e de esplendor,
²ᵃ coberto de luz como dum vestido. R.
⁵ Tu fundaste a terra sobre as suas bases, ela não se desnivelará pelos séculos dos séculos.
⁶ O abismo cinge-a como um vestido; as águas elevam-se acima das montanhas. R.
¹⁰ Tu fazes sair as fontes nos vales; as águas passam por meio dos montes.
¹² Sobre elas habitam as aves do céu; do meio dos rochedos, farão ouvir as suas vozes. R.
¹³ Tu regas os montes com as águas do alto, com o fruto das tuas obras será saciada a terra.
¹⁴ Tu produzes feno para os animais, e plantas para uso dos homens. Tu fazes sair o pão do seio da terra, R.
²⁴ Quão magníficas são as tuas obras, Senhor! Fizeste com sabedoria todas as coisas. A terra está cheia das tuas riquezas.
³⁵ᶜ Bendize, ó minha alma, o Senhor. R.
¹Depois disso, Deus tentou a Abraão e lhe disse: “Abraão, Abraão”. Ele respondeu: “Aqui estou”. ²E Deus disse-lhe: “Toma Isaac, teu filho único, a quem amas, e vai à terra da visão; e aí o oferecerás em holocausto sobre um dos montes que eu te mostrar”. ³Abraão, pois, levantando-se de noite, pôs a sela ao seu jumento, levando consigo dois jovens [servos] e Isaac seu filho; e, tendo cortado a lenha para o holocausto, partiu para o lugar que Deus lhe tinha dito. ⁴Ao terceiro dia, levantando os olhos, viu o lugar ao longe, ⁵e disse aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento: eu e o menino vamos até lá; depois que adorarmos, voltaremos a vós”. ⁶Tomou também a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaac, seu filho; ele, por sua vez, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Enquanto ambos caminhavam juntos, ⁷disse Isaac a seu pai: “Meu pai”. E ele respondeu: “Que queres, filho?”. “Eis”, disse Isaac, “o fogo e a lenha; mas onde está a vítima para o holocausto?”. ⁸E Abraão respondeu: “Meu filho, Deus providenciará a vítima para o seu holocausto”. Caminhavam então ambos juntos. ⁹E chegaram ao lugar que Deus lhe tinha designado, no qual levantou um altar, e sobre ele preparou a lenha. Atou a Isaac, seu filho, e o pôs no altar sobre o feixe de lenha. ¹⁰Depois, estendeu a mão e pegou no cutelo, para imolar seu filho. ¹¹E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão, Abraão”. E ele respondeu: “Aqui estou”. ¹²E o anjo lhe disse: “Não estendas a tua mão sobre o menino, e não lhe faças mal algum: agora sei que temes a Deus, pois não poupaste a teu filho único por amor de mim”. ¹³Abraão levantou os olhos e viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os espinhos e, pegando nele, o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. ¹⁴E àquele lugar pôs o nome o Senhor vê. De onde até o dia de hoje se diz: “O Senhor verá sobre o monte”. Deus confirma as promessas feitas a Abraão ¹⁵E uma segunda vez chamou o anjo do Senhor a Abraão do céu, dizendo: ¹⁶“Por mim mesmo jurei”, diz o Senhor, “como fizeste tal coisa e não poupaste a teu filho único por amor de mim, ¹⁷eu te abençoarei e multiplicarei a tua estirpe como as estrelas do céu e como a areia que há sobre a praia do mar; a tua descendência possuirá os portões de seus inimigos, ¹⁸e na tua descendência serão benditas todas as nações da terra, porque obedeceste à minha voz”.
Palavra do Senhor.
⁵ O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice, tu és o que me restituirás a minha herança.
⁸ Eu contemplava sempre o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita a sustentar-me. R.
⁹ Por isso alegrou-se o meu coração, e exultou de alegria a minha língua, e a minha carne repousará na esperança.
¹⁰ Porque não deixarás a minha alma no inferno, nem deixarás que o teu santo experimente a corrupção. R.
¹¹ Fizeste-me conhecer os caminhos da vida e me encherás de alegria com teu rosto; na tua direita, delícias para sempre. R.
¹⁵E o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas tu a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. ¹⁶E tu levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. ¹⁷E eu endurecerei o coração dos egípcios, para que eles vos sigam. E serei glorificado no Faraó e em todo o exército, e nos seus carros e nos seus cavaleiros. ¹⁸E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando for glorificado no Faraó, e nos seus carros e nos seus cavaleiros”. ¹⁹E o Anjo de Deus, que caminhava na frente do acampamento de Israel, levantou-se e foi para detrás deles, e com ele ao mesmo tempo a coluna de nuvem, deixando a frente, ²⁰parou detrás deles entre o acampamento dos egípcios e o acampamento de Israel. E esta nuvem era tenebrosa [do lado dos egípcios] e alumiava a noite [do lado dos israelitas], de sorte que uns e outros não puderam aproximar-se durante toda a noite. ²¹E estendendo Moisés a mão sobre o mar, o Senhor, soprando toda a noite um vento forte e ardente, retirou e secou o mar, e as águas dividiram-se. ²²E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar enxuto, porque as águas estavam como um muro à direita e à esquerda deles. ²³E os egípcios, que os perseguiam, entraram atrás deles pelo meio do mar, com toda a cavalaria do Faraó, seus carros e cavaleiros. ²⁴Mas quando já era chegada a vigília da manhã, eis que, olhando o Senhor para o acampamento dos egípcios por entre a coluna de fogo e de nuvem, destruiu o seu exército; ²⁵e transtornou as rodas dos carros, e eles eram levados para o fundo [do mar]. Disseram então os egípcios: “Fujamos de Israel, porque o Senhor combate por eles contra nós”. ²⁶E o Senhor disse a Moisés: “Estende a tua mão sobre o mar, para que as águas se voltem para os egípcios, sobre os seus carros e os seus cavaleiros”. ²⁷E Moisés, tendo estendido a mão sobre o mar, [este] ao romper da manhã voltou para o lugar habitual; e fugindo os egípcios vieram as águas sobre eles, e o Senhor os envolveu no meio das ondas. ²⁸E as águas voltaram, e cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército do Faraó, os quais no encalço [dos israelitas] tinham entrado no mar: e não escapou um só deles. ²⁹Mas os filhos de Israel passaram pelo meio do mar enxuto, e as águas eram para eles como um muro à direita e à esquerda. ³⁰E o Senhor naquele dia livrou Israel da mão dos egípcios. ³¹E os israelitas viram os egípcios mortos sobre a praia do mar, e o grande poder que o Senhor tinha mostrado contra eles; e o povo temeu o Senhor, e creram no Senhor e em Moisés, seu servo. ¹Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantemos ao Senhor, porque fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.
¹ Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantemos ao Senhor, porque fez brilhar a sua glória, precipitou no mar o cavalo e o cavaleiro.
² O Senhor é a minha fortaleza, e o meu louvor; e foi a minha salvação: ele é o meu Deus, e eu o glorificarei: o Deus de meu pai, e eu o exaltarei. R.
³ O Senhor é como um guerreiro, onipotente é o seu nome.
⁴ Precipitou no mar os carros do Faraó e o seu exército: os melhores dos seus capitães foram submersos no Mar Vermelho. R.
⁵ Os abismos os cobriram, foram para o fundo como uma pedra.
⁶ A tua destra, Senhor, é gloriosa em sua fortaleza: a tua destra, Senhor, destruiu o inimigo. R.
¹⁷ Tu os introduzirás, e os estabelecerás no monte da tua herança, na tua firmíssima habitação, que tu fundaste, ó Senhor, no teu santuário, Senhor, que tuas mãos firmaram.
¹⁸ O Senhor reinará eternamente, e além da eternidade. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Ex 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R. 1a)
⁵Porque dominará em ti o que te criou, o seu nome é o Senhor dos Exércitos; e o teu Redentor, o Santo de Israel, será chamado o Deus de toda a terra. ⁶Porque o Senhor te chamou, como uma mulher desamparada e angustiada de espírito, e como uma mulher repudiada desde a mocidade, disse o teu Deus. ⁷“Por um momento, por um breve espaço te abandonei, mas te congregarei com grandes misericórdias. ⁸No momento da minha indignação, escondi de ti, por um pouco, a minha face, porém compadeci-me de ti com uma eterna misericórdia”, disse o Senhor teu Redentor. ⁹“Eu faço por ti como fiz nos dias de Noé, a quem jurei que não mais derramaria as águas sobre a terra; jurei não mais me irritar contra ti nem te repreender. ¹⁰Ainda que os montes sejam abalados e tremam as colinas, a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará”, diz o Senhor compadecido de ti. ¹¹“Pobrezinha, combatida da tempestade, sem consolação alguma, eis que eu mesmo porei por ordem as tuas pedras e te fundarei sobre safiras; ¹²farei os teus baluartes de jaspe, e as tuas portas de pedras lavradas, e todos os teus recintos de pedras preciosas. ¹³Todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor e gozarão duma grande paz.” ¹⁴“Serás fundada sobre a justiça; estarás livre da opressão e não a temerás, e do pavor, o qual não chegará a ti.
Palavra do Senhor.
² Eu te glorificarei, Senhor, porque me recebeste, e não permitiste que os meus inimigos se alegrassem à minha custa.
⁴ Senhor, tiraste do inferno a minha alma; puseste-me a salvo dos que descem à cova. R.
⁵ Santos do Senhor, cantai-lhe hinos e celebrai a sua santa memória.
⁶ Porque ele castiga-nos na sua ira e dá-nos a vida na sua benevolência. De tarde estaremos em lágrimas e de manhã em alegria. R.
¹¹ O Senhor ouviu-me e compadeceu-se de mim; o Senhor fez-se meu protetor.
¹²ᵃ Tu converteste o meu pranto em gozo;
¹³ᵇ Deus meu, eu te louvarei para sempre. R.
¹Todos vós os que tendes sede, vinde às águas; e os que não tendes dinheiro, apressai-vos, comprai e comei; vinde, comprai sem dinheiro e sem nenhuma troca vinho e leite. ²Por que motivo empregais o dinheiro em coisas que não são alimento e o vosso trabalho no que não pode saciar-vos? Ouvi-me com atenção e comei do bom alimento, e a vossa alma se deleitará com manjares substanciosos. ³Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá, e farei convosco um pacto eterno: as misericórdias fiéis que prometi a Davi. ⁴Eis que o dei por testemunha aos povos, por capitão e por mestre às nações. ⁵Tu chamarás um povo que não conhecias; e as gentes, que te não conheciam, correrão a ti por amor do Senhor teu Deus e do Santo de Israel, que te glorificou. ⁶Buscai o Senhor, enquanto se pode encontrar; invocai-o enquanto está perto. ⁷Deixe o ímpio o seu caminho e o homem iníquo os seus pensamentos; que se volte para o Senhor, o qual terá piedade dele, e para o nosso Deus, porque ele é muito generoso em perdoar. ⁸“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos; nem os vossos caminhos são os meus caminhos”, diz o Senhor. ⁹“Tanto quanto se elevam os céus acima da terra, assim se acham elevados os meus caminhos acima dos vossos caminhos, os meus pensamentos acima dos vossos pensamentos. ¹⁰E, assim como descem do céu a chuva e a neve, e não voltam mais para lá, mas embebem a terra, fecundando-a e fazendo-a germinar, a fim de que dê semente ao que semeia e pão ao que come, ¹¹assim será a minha palavra que sair da minha boca; não tornará para mim vazia, mas fará tudo o que quero e produzirá os efeitos para os quais a enviei.”
Palavra do Senhor.
² Eis que Deus é o meu Salvador; viverei cheio de confiança e não temerei, porque o Senhor é a minha fortaleza e a minha glória, e ele se tornou a minha salvação.
³ Tirareis com gosto águas das fontes do Salvador”, R.
⁴ᵃ e direis naquele dia: “Louvai o Senhor
⁴ᵇ e invocai o seu nome; publicai entre os povos as suas obras
⁴ᶜ lembrai-vos que o seu nome é excelso. R.
⁵ Cantai ao Senhor, porque ele fez coisas magníficas; anunciai isto em toda a terra.
⁶ Exulta e louva, casa de Sião, porque se mostra grande no meio de ti o Santo de Israel”. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R. 3)
⁹Ouve, ó Israel, os mandamentos da vida; aplica os teus ouvidos, para aprenderes a prudência. ¹⁰Donde vem, Israel, estares tu na terra dos teus inimigos? ¹¹Tens envelhecido em terra estranha, contaminaste-te com os mortos, estás confundido com os que descem ao sepulcro. ¹²É que tu abandonaste a fonte da sabedoria. ¹³Pois, se tivesses andado pelo caminho de Deus, seguramente perseverarias numa paz eterna. ¹⁴Aprende onde está a prudência, onde está a força, onde está a inteligência, para saberes ao mesmo tempo onde está a diuturnidade da vida e o sustento, onde está a luz dos olhos e a paz. ¹⁵Quem achou o lugar em que ela reside? E quem penetrou nos seus tesouros? ³²Mas aquele que sabe todas as coisas a conhece e descobriu-a pela sua prudência – aquele que criou a terra para sempre e que a encheu de gados e de quadrúpedes; ³³aquele que envia a luz, e ela vai; que a chama, e ela lhe obedece tremendo. ³⁴As estrelas deram luz nas suas estâncias e alegraram-se; ³⁵foram chamadas, e disseram: “Aqui estamos!”; e deram luz com alegria àquele que as fez. ³⁶Este é o nosso Deus, e nenhum outro lhe é comparável. ³⁷Ele achou todo o caminho da ciência e a deu a Jacó, seu servo, e a Israel, seu amado. ³⁸Depois de tais coisas, foi visto sobre a terra e conversou com os homens. ¹Ela é o livro dos mandamentos de Deus e a lei que subsiste eternamente. Todos os que a guardam chegarão à vida, e os que a deixam cairão na morte. ²Converte-te, ó Jacó, e abraça esta lei, anda pelo caminho ao esplendor da sua luz. ³Não entregues a outro a tua glória, nem a uma nação estranha a tua dignidade. ⁴Ditosos somos, ó Israel, porque as coisas que agradam a Deus nos são manifestas.
Palavra do Senhor.
⁸ A lei do Senhor, que é imaculada, converte as almas; o testemunho do Senhor é fiel, dá sabedoria aos pequeninos. R.
⁹ As justiças do Senhor são retas, alegram os corações; o preceito do Senhor é claro e aos olhos esclarece. R.
¹⁰ O temor do Senhor é santo, permanece pelos séculos dos séculos; os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de justiça em si mesmos, R.
¹¹ desejáveis mais que o muito ouro e as muitas pedras preciosas; e mais doces do que o mel e o favo. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 18B(19),8.9.10.11 (R. Jo 6,68c)
¹⁶E foi-me dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: ¹⁷ᵃ“Filho do homem, os da casa de Israel habitaram na sua terra e contaminaram-na com as suas obras e com os seus afetos. ¹⁸Eu então derramei a minha indignação sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra e dos seus ídolos com que a contaminaram. ¹⁹Eu os dispersei entre as nações, e foram disseminados para várias terras. Eu os julguei segundo os seus caminhos e segundo as suas obras. ²⁰Ora, tendo chegado às nações para onde foram, desonraram o meu santo nome, quando se dizia deles: ‘Este é o povo do Senhor, e estes são os que saíram da sua terra’. ²¹E eu perdoei-lhes por amor do meu santo nome, o qual a casa de Israel tinha desonrado entre as nações, para onde tinha ido. ²²Por isso tu dirás à casa de Israel: Isto diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós, casa de Israel, que eu farei o que estou para fazer, mas por atenção ao meu santo nome, que vós tendes desonrado entre as nações para onde fostes. ²³E eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual vós desonrastes no meio delas, a fim de que as nações saibam que eu sou o Senhor, diz o Senhor dos Exércitos, quando eu tiver sido santificado a seus olhos no meio de vós. ²⁴Eu vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. ²⁵Então derramarei sobre vós uma água pura, e vós sereis purificados de todas as vossas imundícies, e eu vos purificarei de todos os vossos ídolos. ²⁶Eu vos darei um coração novo e porei um novo espírito no meio de vós; tirarei da vossa carne o coração de pedra e vos darei um coração de carne. ²⁷Porei o meu espírito no meio de vós, e farei que andeis nos meus preceitos, e que guardeis as minhas leis, e que as pratiqueis. ²⁸Então habitareis na terra que eu dei a vossos pais, e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.
Palavra do Senhor.
⁴¹˒³ A minha alma tem sede do Deus forte e vivo. Quando irei e aparecerei diante da face de Deus? R.
⁴¹˒⁵ᵇᶜᵈ Porque eu passarei ao lugar do tabernáculo admirável, até à casa de Deus, entre cânticos de alegria e de louvor, ao ruído dum festim. R.
⁴²˒³ Envia a tua luz e a tua verdade: estas me conduzirão e me levarão ao teu santo monte e aos teus tabernáculos. R.
⁴²˒⁴ E me aproximarei do altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude. Ó Deus, Deus meu, eu te louvarei com a minha cítara. R.
³Vós não sabeis que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? ⁴Nós fomos, pois, sepultados com ele, a fim de morrer pelo batismo, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova. ⁵Porque, se nós fomos enxertados à semelhança da sua morte, sê-lo-emos também à semelhança da sua ressurreição, ⁶sabendo nós que o nosso homem velho foi crucificado juntamente com ele, a fim de que seja destruído o corpo do pecado, para que não sirvamos jamais ao pecado. ⁷Por aquele que morreu, justificado está do pecado. ⁸E, se morremos com Cristo, creiamos que viveremos também juntamente com Cristo, ⁹sabendo que Cristo, ressuscitado dos mortos, não morre mais, nem a morte terá sobre ele mais domínio. ¹⁰Porque, quanto a ele morrer pelo pecado, morreu uma só vez; mas, quanto a viver, vive para Deus. ¹¹Assim também vós considerai-vos como estando mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Nações, louvai todas o Senhor; povos, louvai-o todos.
² Porque sobre nós foi confirmada a sua misericórdia, e a verdade do Senhor permanece eternamente. R.
¹⁶ A destra do Senhor mostrou o seu poder; a destra do Senhor exaltou-me; a destra do Senhor mostrou o seu poder.
¹⁷ Não morrerei, mas viverei, e publicarei as obras do Senhor. R.
²² A pedra rejeitada pelos construtores foi posta por pedra angular.
²³ Foi o Senhor que fez isto, e é coisa admirável aos nossos olhos. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 117(118),1-2.16ab-17.22-23
¹Estando já avançada a noite do sábado, ao amanhecer o primeiro dia da semana, foram Maria Madalena e a outra Maria visitar o sepulcro. ²E eis que se deu um grande terremoto. Porque um anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, revolveu a pedra, e estava sentado sobre ela. ³O seu aspecto era como um relâmpago, e o seu vestido como a neve. ⁴Por medo dele, aterraram-se os guardas, e ficaram como mortos. ⁵Mas o anjo, tomando a palavra, disse às mulheres: “Vós não temais, porque sei que procurais a Jesus, que foi crucificado. ⁶Ele já não está aqui, porque ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor estava depositado. ⁷Ide já dizer aos discípulos que ele ressuscitou [e dizei-lhes:] ‘Eis que eles vos precede rumo à Galileia; lá o vereis’. Eis o que vos tenho dito”. ⁸Saíram logo do sepulcro com medo e grande alegria, e foram correndo dar a nova aos discípulos. ⁹E eis que Jesus lhes saiu ao encontro, dizendo: “Salve!”. Elas aproximaram-se dele e abraçaram os seus pés, e o adoraram. ¹⁰Então disse-lhes Jesus: “Não temais; ide, avisai meus irmãos para que vão à Galileia, lá me verão”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Isidoro nasceu por volta do ano 560, em Cartagena, na Espanha, e seus pais, Severiano e Teodora, educaram os filhos na fé católica.
Perdeu o pai muito cedo e teve em seu irmão Leandro uma referência de vida, de fé e de estudo. No entanto, durante os primeiros anos de formação, Isidoro teve muitas dificuldades nos estudos, chegando a fugir das aulas. Observando, porém, como as cordas de um poço conseguiam, com o tempo, desgastar até a rocha mais dura, aprendeu que a persistência vence qualquer dificuldade. Assim, com a ajuda da graça divina e de seu esforço, tornou-se o homem mais sábio de seu tempo.
Foi ordenado sacerdote e, mais tarde, sucedeu seu irmão Leandro como Bispo de Sevilha, onde exerceu seu ministério por quase 40 anos. Trabalhou intensamente pela unidade da fé, promovendo a conversão dos visigodos arianos e também dos judeus espanhóis, conduzindo-os ao cristianismo.
Santo Isidoro se destacou como grande pastor e intelectual. Organizou núcleos escolares nos mosteiros e dioceses, presidiu importantes concílios, como o II Concílio de Sevilha (619) e o IV Concílio de Toledo (633), que foram fundamentais para a organização e a disciplina da Igreja na Espanha. Por isso, é chamado de "Pai dos Concílios".
Pressentindo sua morte, no dia 4 de abril de 636, distribuiu todos os seus bens aos pobres, pediu perdão publicamente por seus pecados, recebeu a Sagrada Eucaristia e, ajoelhado aos pés do altar, faleceu.
Foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Bento XIV, em 1722,
Santo Isidoro, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
Na noite da Vigília Pascal, a Igreja se reúne em oração para celebrar o centro da fé cristã: a ressurreição de Jesus. Esta é a mais importante celebração do ano litúrgico, onde proclamamos que Cristo passou da morte para a vida, vencendo o pecado e nos abrindo as portas da salvação.
A Vigília acontece no Sábado Santo, mas já pertence liturgicamente ao Domingo da Ressurreição. O silêncio do Sábado, que guarda o corpo sepultado de Jesus, dá lugar à luz, à palavra, à água e à Eucaristia. A celebração começa com a bênção do fogo e do Círio Pascal, símbolo de Cristo ressuscitado que rompe as trevas. Entramos na igreja em procissão, iluminados por essa luz, e então escutamos o anúncio solene da Páscoa.
A Liturgia da Palavra nos conduz por toda a história da salvação: da criação do mundo à promessa da redenção, da travessia do Mar Vermelho à esperança dos profetas, até culminar na vitória de Cristo sobre a morte. São proclamadas nove leituras ao todo: sete do Antigo Testamento, seguidas pela Epístola e pelo Evangelho da Ressurreição. O Glória e o Aleluia, silenciados durante a Quaresma, retornam neste dia.
Na liturgia batismal, a Igreja abençoa a água e renova as promessas do Batismo. Em muitas comunidades, é nesta noite que adultos são batizados e recebidos na fé. Todos os fiéis são convidados a renovar sua fé, renunciar ao pecado e professar novamente sua adesão a Cristo.
Por fim, na Liturgia Eucarística, participamos do Banquete Pascal. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Ressuscitado, unimo-nos a Ele e à Igreja inteira em ação de graças.
Durante todo o dia do Sábado Santo, a Igreja se abstém de qualquer celebração sacramental — exceto os sacramentos da reconciliação e unção. É um dia de silêncio, oração e espera. A tradição recomenda também a continuidade do jejum e da abstinência de carne até a celebração da Vigília, como preparação para a Páscoa.
Cristo ressuscitou! Verdadeiramente ressuscitou! Aleluia!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Palavra do Senhor.
Ou:
⁴ Porque a palavra do Senhor é reta, e a sua fidelidade brilha em todas as suas obras.
⁵ Ele ama a misericórdia e a justiça; a terra está cheia da misericórdia do Senhor. R.
⁶ Pela palavra do Senhor se firmaram os céus e pelo espírito da sua boca todo o seu exército.
⁷ Ele junta como num odre as águas do mar; ele põe os abismos nos seus reservatórios. R.
¹² Bem-aventurada a nação que tem o Senhor por seu Deus; o povo que ele escolheu por sua herança.
¹³ O Senhor olhou do céu; viu todos os filhos dos homens. R.
²⁰ A nossa alma espera no Senhor, porque é nosso amparo e protetor,
²² Exerça-se, Senhor, sobre nós a tua misericórdia, segundo temos esperado de ti. R.
Palavra do Senhor.