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Abril de 2026
¹Pedro e João subiam [certo dia] ao templo para a oração da hora nona. ²Era ali trazido um certo homem, coxo de nascimento, o qual punham todos os dias à porta do templo, chamada a Especiosa, para que pedisse esmola aos que entravam. ³Este, quando viu Pedro e João, que iam a entrar no templo, implorou-lhes por uma esmola. ⁴Pedro, pondo nele os olhos juntamente com João, disse: “Olha para nós”. ⁵Ele os olhava com atenção, esperando receber deles alguma coisa. ⁶Mas Pedro disse: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda”. ⁷Então, tomando-o pela mão direita, o levantou, e imediatamente se lhe consolidaram as pernas e os pés. ⁸Dando um salto, pôs-se em pé e andava, e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus. ⁹Todo o povo o viu andando e louvando a Deus, ¹⁰e reconheciam que ele era o mesmo que se sentava [antes] à porta Especiosa do templo a pedir esmola, e ficaram cheios de espanto e fora de si, pelo que lhe tinha acontecido.
Palavra do Senhor.
¹ Aleluia. Louvai o Senhor e invocai o seu nome; anunciai as suas obras entre as nações.
² Cantai-lhe e entoai salmos em sua honra; narrai todas as suas maravilhas. R.
³ Gloriai-vos em seu santo nome; alegre-se o coração dos que buscam o Senhor.
⁴ Buscai o Senhor e fortificai-vos nele; buscai sempre a sua face. R.
⁶ vós, ó descendentes de Abraão, seus servos; vós, ó filhos de Jacó, seus escolhidos.
⁷ Ele é o Senhor nosso Deus; os seus juízos exercem-se em toda a terra. R.
⁸ Ele lembrou-se para sempre da sua aliança e da palavra que pronunciou para mil gerações;
⁹ da promessa que fez a Abraão e do juramento que fez a Isaac. R.
¹³E eis que, no mesmo dia, caminhavam dois deles para uma aldeia, chamada Emaús, que ficava à distância de Jerusalém sessenta estádios. ¹⁴Iam falando um com o outro sobre tudo o que se tinha passado. ¹⁵E sucedeu que, quando eles iam conversando e discorrendo entre si, aproximou-se deles o próprio Jesus, e caminhava com eles. ¹⁶Os olhos de ambos, porém, estavam como que fechados, de modo que não o reconheceram. ¹⁷Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?”. ¹⁸Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “És tu apenas um forasteiro em Jerusalém, para não saberes as coisas que ali se tem passado nestes dias?”. ¹⁹Ao que lhes indagou: “Que coisas?”. E responderam: “As que envolveram Jesus Nazareno, que foi um varão profeta, poderoso em obras e em palavras diante de Deus e de todo o povo, ²⁰e como os sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. ²¹Ora, nós esperávamos que ele fosse o que havia de resgatar Israel, e agora, depois de tudo isto, é já hoje o terceiro dia desde que estas coisas sucederam. ²²É bem verdade que algumas mulheres, das que estavam entre nós, nos sobressaltaram, porque, ao amanhecer, foram ao sepulcro ²³e, não tendo encontrado o seu corpo, voltaram dizendo que também tinham tido uma visão de anjos, os quais dizem que ele está vivo. ²⁴E alguns dos nossos foram ao sepulcro, e acharam como as mulheres tinham dito; mas não o encontraram”. ²⁵E ele disse-lhes: “Ó estultos e tardos de coração para crer tudo o que anunciaram os profetas! ²⁶Porventura não era necessário que o Cristo sofresse tais coisas, e que assim entrasse na sua glória?”. ²⁷E, começando por Moisés, e [passando] por todos os profetas, explicava-lhes o que acerca dele se encontrava dito em todas as Escrituras. ²⁸Quando se aproximaram da aldeia para onde caminhavam, ele fez como quem ia para mais longe. ²⁹Mas eles o detiveram, dizendo: “Fica conosco, porque é tarde, e já declina o dia”. E entrou com eles. ³⁰Aconteceu que, estando sentado com eles à mesa, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-o. ³¹Então abriram-se os seus olhos, e reconheceram-no; mas ele desapareceu diante dos seus olhos. ³²Disseram um ao outro: “Não é verdade que nós sentíamos abrasar-se-nos o coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”. ³³Levantando-se na mesma hora, voltaram para Jerusalém e encontraram juntos os onze, e os que estavam com eles, ³⁴os quais diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão!”. ³⁵Então eles contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Maria Rosa Júlia Billiart nasceu em 12 de julho de 1751, numa pequena aldeia no norte da França, em uma família de camponeses. Foi batizada no mesmo dia do nascimento, aprendeu o catecismo muito cedo e fez a Primeira Comunhão aos sete anos. Com apenas oito anos, já demonstrava uma fé viva na presença real de Jesus na Eucaristia, que passou a ser seu maior alimento espiritual.
Aos 13 anos, Júlia começou a apresentar sinais de saúde fragilizada, pois quase não se alimentava, vivendo apenas da Eucaristia. Em 1782, aos 31 anos, uma epidemia agravou sua condição física. Após um colapso, ficou completamente paralisada. Passou 22 anos imóvel em uma cama, recebendo várias vezes a Unção dos Enfermos. No entanto, nunca se entregou ao desespero: continuou rezando, catequizando, escrevendo cartas, formando grupos de oração e aconselhando todos que a procuravam.
Durante esse longo tempo de sofrimento, mergulhou numa profunda vida espiritual e recebeu graças místicas, como visões da Virgem Maria, de Jesus crucificado e da missão que Deus lhe confiava: fundar uma congregação dedicada à educação cristã das meninas pobres.
Em 1794, conheceu Francisca Blin de Bourdon, uma nobre francesa que, tocada por sua fé, tornou-se sua amiga. No dia 2 de fevereiro de 1804, juntas com outra jovem, professaram os votos religiosos, dando início à Congregação das Irmãs de Notre Dame de Namür.
Após 22 anos de paralisia, Santa Júlia foi milagrosamente curada em 1º de junho de 1804, durante uma novena ao Sagrado Coração de Jesus. Com dedicação total à missão, fundou escolas e casas religiosas, mesmo em meio a perseguições e dificuldades. Sua congregação cresceu rapidamente, espalhando-se pela França e Bélgica, com o carisma de formar educadoras comprometidas com a fé e a evangelização das crianças pobres.
Santa Júlia Billiart faleceu no dia 8 de abril de 1816, aos 64 anos, enquanto recitava o Magnificat, oração de louvor à misericórdia de Deus.
Foi beatificada em 1906 por São Pio X e canonizada em 1969 por São Paulo VI, que a chamou de “um sinal do amor de Deus pelos pobres”.
“A educação é o caminho da plenitude da vida.” - Santa Júlia Billiart
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Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Júlia Billiart, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica