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Abril de 2026
¹¹Estando ele agarrado a Pedro e a João, todo o povo estupefato correu para estes ao pórtico, que se chama de Salomão. ¹²Pedro, ao ver isso, falou ao povo: “Varões israelitas, por que vos admirais disto, ou por que pondes os olhos em nós, como se por nossa virtude ou poder tivéssemos feito andar este homem? ¹³O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou o seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e negastes diante de Pilatos, sendo ele de opinião que se soltasse. ¹⁴Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que vos fosse dado um homicida. ¹⁵Matastes o autor da vida, a quem Deus ressuscitou dos mortos, do que nós somos testemunhas. ¹⁶E, mediante a fé do seu nome, é que o seu mesmo nome deu firmeza a este que vós vedes e conheceis; e a fé que vem dele foi que deu a este [coxo] perfeita saúde à vista de todos nós. ¹⁷Agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos magistrados. ¹⁸Porém Deus cumpriu o que tinha anunciado pela boca de todos os profetas: que padeceria o seu Cristo. ¹⁹Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que os vossos pecados vos sejam perdoados, ²⁰para que venham os tempos da consolação diante do Senhor, e envie aquele Jesus Cristo que vos foi pregado, ²¹o qual convém que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou antigamente pela boca dos seus santos profetas. ²²Moisés, sem dúvida, disse: O Senhor vosso Deus vos suscitará um profeta dentre vossos irmãos, como eu; a este ouvireis em tudo o que vos disser. ²³Todo aquele, pois, que não ouvir este profeta será exterminado do meio do povo. ²⁴E todos os profetas que falaram desde Samuel em diante, anunciaram estes dias. ²⁵Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com nossos pais, dizendo a Abraão: E na tua posteridade serão abençoadas todas as famílias da terra. ²⁶Deus, ressuscitando o seu Filho, enviou-o primeiramente a vós, para vos abençoar, a fim de que cada um se converta da sua iniquidade.”
Palavra do Senhor.
²ᵃ Senhor, nosso dominador soberano, quão admirável é o teu nome em toda a terra!
⁵ [exclamo]: “Que é o homem, para te lembrares dele? Ou que é o filho do homem, para o visitares? R.
⁶ Tu o fizeste pouco inferior aos anjos, de glória e de honra o coroaste
⁷ e lhe deste o mando sobre as obras das tuas mãos. R.
⁸ Sujeitaste todas as coisas debaixo de seus pés, todas as ovelhas e bois, e, além destes, os outros animais do campo,
⁹ as aves do céu, e os peixes do mar, que percorrem as veredas do oceano”. R.
³⁵Então eles contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão. ³⁶Enquanto falavam nisso, apresentou-se Jesus no meio deles e disse-lhes: “A paz seja convosco. Sou eu, não temais”. ³⁷Mas eles, turbados e espantados, julgavam ver algum espírito. ³⁸Jesus disse-lhes: “Por que estais turbados, e que pensamentos são esses que vos sobem aos corações? ³⁹Olhai para as minhas mãos e pés, porque sou eu mesmo. Apalpai e vede, porque um espírito não tem carne, nem ossos, como vós vedes que eu tenho”. ⁴⁰E, dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. ⁴¹Mas, não crendo eles ainda e estando fora de si com a alegria, disse-lhes: “Tendes aqui alguma coisa que se coma?”. ⁴²Eles apresentaram-lhe uma posta de peixe assado e um favo de mel. ⁴³Então comeu à vista deles e deu-lhes do que sobrou. ⁴⁴Depois disse-lhes: “Isto são as coisas que eu vos dizia, quando ainda estava convosco, que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos”. ⁴⁵Então abriu-lhes o entendimento, para compreenderem as Escrituras, ⁴⁶e disse-lhes: “Assim está escrito, e assim era necessário que o Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos ao terceiro dia; ⁴⁷e que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. ⁴⁸Vós sois as testemunhas destas coisas.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Nascida em 20 de outubro de 1953, no Rio Grande do Norte, Lindalva foi a sexta de 14 filhos de uma família simples e católica. Desde pequena, aprendeu com o pai, João Justo da Fé, a amar as Escrituras e a participar da Santa Missa. Com a mãe, Maria Lúcia da Fé, aprendeu o serviço generoso: cuidar dos irmãos, dos pobres e manter a casa com alegria.
Foi batizada aos três meses e recebeu a Primeira Eucaristia aos 12 anos. Ao concluir os estudos básicos, começou a trabalhar como babá e, em 1971, mudou-se para Natal. Lá, continuou ativa na paróquia e conheceu o carisma das Filhas da Caridade.
Ingressou na vida religiosa em 16 de julho de 1989 e, após o noviciado, foi enviada em missão ao Abrigo Dom Pedro II, em Salvador (BA). Ali, cuidava com ternura dos idosos, servindo com alegria, rezando o terço, cantando e oferecendo mais que cuidados físicos: oferecia caridade cristã genuína. Também participava do Movimento Voluntárias da Caridade, levando consolo aos doentes nas periferias da cidade.
Sua fé e fidelidade foram postas à prova quando começou a ser assediada por um homem chamado Augusto, acolhido no abrigo. Ao deixar claro que jamais corresponderia aos avanços dele, Lindalva despertou sua ira.
Na Sexta-feira Santa, 9 de abril de 1993, após participar da Via-Sacra às 4h30 da manhã, voltou ao abrigo para servir o café aos idosos. Foi ali, atrás do balcão, que foi surpreendida por Augusto com uma facada na clavícula. Mesmo caída, ele continuou a golpeá-la com brutalidade. O assassino permaneceu no local e, ao ser preso, confessou: “Matei porque ela nunca me quis.”
Beata Lindalva morreu aos 39 anos, oferecendo sua vida por amor a Cristo, como verdadeira mártir da castidade e da caridade.
Sua beatificação aconteceu em 2 de dezembro de 2007, em Salvador. Mais de 25 mil pessoas participaram da cerimônia, incluindo sua mãe. Por se tratar de martírio, não foi exigida a comprovação de milagre — e seu processo foi um dos mais rápidos da história recente da Igreja.
“O meu destino está nas mãos de Deus, mas desejo de todo coração servir sempre com humildade, no amor de Cristo” - Beata Lindalva Justo de Oliveira
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Beata Lindalva Justo de Oliveira, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica