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Abril de 2026
⁴²Eles perseveravam na doutrina dos Apóstolos, na comum fração do pão e nas orações. ⁴³Toda a gente estava com temor: eram também realizados pelos Apóstolos muitos prodígios e maravilhas em Jerusalém, e em todos havia um grande medo. ⁴⁴E todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. ⁴⁵Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e distribuíam o preço por todos, segundo a necessidade de cada um. ⁴⁶Todos os dias frequentavam em perfeita harmonia o templo e, partindo o pão pelas casas, tomavam a comida com alegria e simplicidade de coração, ⁴⁷louvando a Deus e sendo bem-vistos por todo o povo. E o Senhor aumentava cada dia mais o número dos que se haviam de salvar nesta união.
Palavra do Senhor.
² Diga agora Israel que o Senhor é bom e que a sua misericórdia é eterna.
³ Diga agora a casa de Aarão que a sua misericórdia é eterna.
⁴ Digam agora os que temem o Senhor que a sua misericórdia é eterna. R.
¹³ Procuraram derrubar-me aos empurrões, mas susteve-me o Senhor.
¹⁴ O Senhor é a minha fortaleza e o meu louvor, e tornou-se a minha salvação.
¹⁵ Voz de júbilo e de salvação [ouve-se] nas tendas dos justos. R.
²² A pedra rejeitada pelos construtores foi posta por pedra angular.
²³ Foi o Senhor que fez isto, e é coisa admirável aos nossos olhos.
²⁴ Este é o dia que fez o Senhor; exultemos e alegremo-nos nele. R.
³Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma esperança viva, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ⁴para uma herança incorruptível, e que não pode contaminar-se nem murchar, reservada nos céus para vós, ⁵a quem o poder de Deus guarda pela fé para a salvação, que está preparada para se manifestar no tempo final. ⁶Então vós exultareis, embora presentemente convenha que sejais afligidos por um pouco de tempo com várias tentações, ⁷a fim de que a prova da vossa fé, muito mais preciosa que o ouro (o qual se prova com o fogo), se ache digna de louvor, de glória e de honra, quando Jesus Cristo se manifestar. ⁸[Esse Jesus] vós amais, sem nunca o terdes visto; nele vós também agora credes sem o ver, e crendo, exultais com uma alegria inefável e cheia de glória, ⁹alcançando o fim da vossa fé: a salvação das almas.
Palavra do Senhor.
¹⁹Chegada, pois, a tarde daquele dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos judeus, veio Jesus, e pôs-se no meio deles, dizendo-lhes: “A paz seja convosco”. ²⁰E, dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao ver o Senhor. ²¹Disse-lhes novamente: “A paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”. ²²Tendo proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. ²³Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. ²⁴Porém Tomé, um dos doze, que se chama Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. ²⁵Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: “Nós vimos o Senhor”. Mas ele disse-lhes: “Se eu não vir nas suas mãos a abertura dos cravos, e não puser o meu dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, não crerei”. ²⁶Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, e pôs-se no meio, dizendo: “A paz seja convosco”. ²⁷Depois disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Aproxima também a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. ²⁸Respondeu Tomé: “Senhor meu e Deus meu!”. ²⁹Disse-lhe Jesus: “Tu crestes, Tomé, porque me viste; bem-aventurados os que não viram, e creram”. ³⁰Outros muitos prodígios fez ainda Jesus na presença de seus discípulos, que não foram escritos neste livro. ³¹Estes, porém, foram escritos a fim de que vós creiais que Jesus é o Cristo, Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São José Moscati nasceu no dia 25 de julho de 1880, em Benevento, Itália, sendo o sétimo de nove filhos de uma família nobre.
Seu pai era presidente do tribunal local, e sua mãe, descendente de marqueses.Em 1884, a família mudou-se para Nápoles, onde José fez a Primeira Comunhão aos oito anos e iniciou uma vida profundamente eucarística.
Desde jovem, destacava-se por sua piedade, inteligência e generosidade. Aos 17 anos, sentiu o chamado à castidade perpétua, mas entendeu que Deus o convidava a ser um leigo consagrado, servindo no mundo com o coração voltado para o céu.
Escolheu a medicina movido pelo desejo de ser útil aos outros. Sua vocação nasceu do amor pelos pobres e da convivência com seu irmão Alberto, que sofria de epilepsia e a quem José cuidava com ternura. Sua fé se encarnava na caridade concreta.
Formou-se médico com apenas 23 anos, em 1903, e rapidamente se destacou não apenas pela competência científica, mas por sua mansidão, caridade e generosidade.
Durante a erupção do Vesúvio em 1906 e a epidemia de cólera em 1911, foi um dos primeiros a se colocar a serviço das vítimas, cuidando de cada um com dedicação e fé inabaláveis. Era presença constante nos hospitais, sobretudo junto aos doentes incuráveis e aos pobres, que ele jamais cobrava.
Recebeu o título de “Médico e Pai dos Pobres” em Nápoles. Não via apenas a doença: olhava a alma de seus pacientes. Para ele, a medicina era uma missão de amor cristão, e o consultório, um verdadeiro campo de apostolado. Muitos saíam curados e abençoados, mesmo sem poder pagar.
Viveu o celibato por amor a Cristo, oferecia diariamente sua comunhão pelos pacientes e participava ativamente da vida paroquial. Muitos diziam que ele era um médico íntimo de Deus.
Previu sua própria morte e faleceu no dia 12 de abril de 1927, aos 47 anos. Foi beatificado em 1975 por Paulo VI e canonizado em 1987 por São João Paulo II, sendo apresentado como modelo de santidade para os profissionais da saúde.
“Desde criança olhava com interesse para o Hospital dos incuráveis, que meu pai me apontava do terraço da casa, inspirando-me sentimentos de piedade pela dor escondidas atrás daqueles muros” - São José Moscati
O segundo domingo da Páscoa é celebrado como o Domingo da Misericórdia. Instituído por São João Paulo II no ano 2000, por ocasião da canonização de Santa Faustina Kowalska, ele nos convida a mergulhar no Coração de Jesus, de onde jorraram sangue e água como fontes inesgotáveis de perdão e amor.
Essa celebração encerra a Oitava da Páscoa e é o dia de nos colocarmos diante de Cristo ressuscitado com o coração aberto e arrependido, reconhecendo que é a misericórdia que nos salva.
Inspirado pelas revelações de Jesus a Santa Faustina, este domingo carrega promessas especiais: perdão total das culpas e das penas para quem se confessar, comungar e confiar plenamente na misericórdia divina. Também é um dia para se dedicar ao Terço da Misericórdia, sobretudo às 15h, e colocar-se sob o olhar do Cristo Misericordioso, representado na imagem que traz a inscrição: “Jesus, eu confio em Vós.”
A Igreja nos ensina que para bem viver esse dia precisamos de três atitudes centrais: a confiança total na misericórdia de Deus, a prática concreta da misericórdia com os outros e o retorno sincero ao sacramento da reconciliação. Por isso, além da Missa e da comunhão em estado de graça, somos convidados à confissão e, se possível, à vivência do jejum e da abstinência como forma de purificação do coração.
Neste Domingo da Misericórdia, acolhamos o convite de Jesus: deixemo-nos alcançar por Seu olhar misericordioso, renovemos nossa confiança e sejamos sinais vivos do Seu amor. Como Ele mesmo disse a Santa Faustina:
“A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar com confiança para a Minha misericórdia.”
Autor: Redação Biblioteca Católica
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São José Moscati, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica