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Abril de 2026
²³Depois de postos em liberdade, foram ter com os seus e referiram-lhes quanto lhes tinham dito os príncipes dos sacerdotes e os anciãos. ²⁴E eles, tendo-os ouvido, levantaram unânimes a voz a Deus, e disseram: “Senhor, és tu que fizeste o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, ²⁵que, mediante o Espírito Santo, pela boca do nosso pai Davi, teu servo, disseste: Por que razão se agitaram as gentes, e os povos meditaram coisas vãs? ²⁶Os reis da terra sublevaram-se, e coligaram-se os príncipes contra o Senhor e contra o seu Cristo. ²⁷Porque verdadeiramente se coligaram nesta cidade contra o teu santo Filho Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com os gentios e com os povos de Israel, ²⁸para executarem o que a tua mão e o teu conselho determinaram que se fizesse. ²⁹E agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que, com toda a confiança, anunciem a tua palavra, ³⁰estendendo a tua mão para que se façam curas, milagres e prodígios por meio do nome do teu santo Filho Jesus”. ³¹E, tendo eles assim orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Foram todos cheios do Espírito Santo e anunciavam com firmeza a palavra de Deus.
Palavra do Senhor.
¹ Por que razão se agitaram as gentes, e os povos meditaram coisas vãs?
² Os reis da terra se sublevaram e os príncipes se coligaram contra o Senhor e o seu Cristo.
³ Rompamos os seus laços e de nós sacudamos o seu jugo. R.
⁴ O que habita no céu zombará deles, e o Senhor os escarnecerá.
⁵ Na sua ira então lhes falará e os encherá de terror no seu furor.
⁶ Eu, porém, fui por ele feito rei sobre Sião, seu monte santo, para pregar a sua lei. R.
⁷ O Senhor disse-me: “Tu és meu filho, eu hoje te gerei.
⁸ Pede-me, e eu te darei as nações em tua herança, e às extremidades da terra estenderei o teu domínio.
⁹ Tu as governarás com uma vara de ferro e as quebrarás como um vaso de oleiro”. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 2,1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d)
¹Ora, havia um homem da seita dos fariseus, chamado Nicodemos, um dos principais entre os judeus. ²Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: “Mestre, sabemos que foste enviado por Deus para ensinar, porque ninguém pode fazer esses milagres que tu fazes, se Deus não estiver com ele”. ³Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo que não pode ver o reino de Deus senão aquele que nascer de novo”. ⁴Nicodemos disse-lhe: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e renascer?”. ⁵Respondeu-lhe Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer por meio da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus. ⁶O que nasceu da carne, é carne, e o que nasceu do espírito, é espírito. ⁷Não te maravilhes de eu te dizer: é preciso que vós nasçais de novo. ⁸O espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que nasceu do espírito”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Margarida nasceu por volta de 1287, em Urbino, na Itália, dentro de uma família nobre.
Veio ao mundo cega e com uma deformidade física. Seus pais, envergonhados, a esconderam do mundo, confinando-a por cerca de cinco anos em uma cela dentro de casa. Mesmo ali, privada da luz e do convívio humano, Margarida recebeu os primeiros ensinamentos da fé cristã. E foi nesta prisão imposta que Deus começou a preparar uma santa.
Em 1292, seus pais ouviram falar de Frade Tiago, um franciscano falecido com fama de santidade, em Città di Castello. Levaram a menina até lá, na esperança de um milagre. Mas o milagre não aconteceu. Diante da frustração, abandonaram Margarida no túmulo do frade. Com apenas cinco anos, ela se viu cega, sozinha e pobre, nas ruas de uma cidade desconhecida.
Sobreviveu mendigando, sustentada pela compaixão do povo. Depois, foi acolhida por uma pequena comunidade de freiras. No entanto, sua vida de intensa oração, penitência e alegria nos sofrimentos incomodava as religiosas. Foi expulsa.
Foi então acolhida por Grigia e Venturino, um casal cristão com dois filhos, que a receberam como filha. Margarida viveu num pequeno cômodo, dedicado à oração, jejum e penitência, mas também ao amor concreto: educava os filhos do casal na fé, visitava presos e doentes, consolava os pobres e se uniu à Ordem Terceira Dominicana, como leiga penitente.
Margarida possuía dons extraordinários: sabia consolar, exortava com sabedoria, e sua alma, iluminada pela fé, transparecia uma serenidade impressionante. Sua deficiência, rejeição e pobreza não a impediram de se tornar mestra espiritual para muitos. Sua maior força estava na conformidade com os sofrimentos de Cristo.
Santa Margarida faleceu no dia 13 de abril de 1320, com 33 anos, a mesma idade de Jesus. Durante séculos, foi venerada como beata, com culto local. Mas em 24 de abril de 2021, o Papa Francisco a canonizou oficialmente, por meio da canonização equipolente, que é quando a Igreja reconhece como santo alguém já venerado de forma contínua e antiga pelo povo de Deus, dispensando o processo ordinário de canonização com comprovação de milagres.
Santa Margarida, rogai por nós!
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Autor: Redação Biblioteca Católica