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Abril de 2026
¹⁴Então Pedro, apresentando-se com os onze, levantou a voz e disse-lhes: “Homens judeus e vós todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto conhecido, e com ouvidos atentos ouvi as minhas palavras. ²²Varões israelitas, ouvi estas palavras: a Jesus Nazareno, homem acreditado por Deus entre vós, por meio de virtudes, prodígios e milagres, que Deus fez por meio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; ²³depois deste, por determinado conselho e presciência de Deus, ter sido entregue, crucificando-o por mãos de iníquos, vós o matastes. ²⁴E Deus o ressuscitou, tendo-o solto dos laços da morte, porquanto era impossível que por esta fosse retido. ²⁵Porque Davi diz dele: Eu contemplava sempre o Senhor diante de mim; porque Ele está à minha direita para me sustentar; ²⁶por isso alegrou-se o meu coração, e exultou de alegria a minha língua, e, além disso, a minha carne repousará na esperança. ²⁷Porque não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu santo experimente a corrupção. ²⁸Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a tua face. ²⁹Meus irmãos, seja-me permitido dizer-vos francamente do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje. ³⁰Sendo ele, pois, profeta, e sabendo que Deus lhe tinha prometido com juramento que um da sua descendência se sentaria sobre o seu trono, ³¹profeticamente falou da ressurreição de Cristo, que não foi deixado no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. ³²A este Jesus ressuscitou Deus, do que todos nós somos testemunhas. ³³Elevado ele, pois, pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou-o como vós vedes e ouvis.
Palavra do Senhor.
¹ Inscrição do Título: Pelo mesmo Davi. Guarda-me, Senhor, porque esperei em ti.
² Eu disse ao Senhor: “Tu és o meu Deus, que não tens necessidade dos meus bens”.
⁵ O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice, tu és o que me restituirás a minha herança. R.
⁷ Louvarei o Senhor, que me deu inteligência; e, além disso, ainda durante a noite, me increparam as minhas entranhas.
⁸ Eu contemplava sempre o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita a sustentar-me. R.
⁹ Por isso alegrou-se o meu coração, e exultou de alegria a minha língua, e a minha carne repousará na esperança.
¹⁰ Porque não deixarás a minha alma no inferno, nem deixarás que o teu santo experimente a corrupção. R.
¹¹ Fizeste-me conhecer os caminhos da vida e me encherás de alegria com teu rosto; na tua direita, delícias para sempre. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)
¹⁷Se invocais como pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um, vivei em temor durante o tempo da vossa peregrinação. ¹⁸[Porque] sabeis que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida dos vossos pais, não a preço de coisas corruptíveis, como ouro ou prata, ¹⁹mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e sem contaminação, ²⁰predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por amor de vós, ²¹que por ele tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dos mortos e o glorificou, a fim de que a vossa fé e a vossa esperança estivessem em Deus.
Palavra do Senhor.
¹³E eis que, no mesmo dia, caminhavam dois deles para uma aldeia, chamada Emaús, que ficava à distância de Jerusalém sessenta estádios. ¹⁴Iam falando um com o outro sobre tudo o que se tinha passado. ¹⁵E sucedeu que, quando eles iam conversando e discorrendo entre si, aproximou-se deles o próprio Jesus, e caminhava com eles. ¹⁶Os olhos de ambos, porém, estavam como que fechados, de modo que não o reconheceram. ¹⁷Perguntou-lhes, então: “De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?”. ¹⁸Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: “És tu apenas um forasteiro em Jerusalém, para não saberes as coisas que ali se tem passado nestes dias?”. ¹⁹Ao que lhes indagou: “Que coisas?”. E responderam: “As que envolveram Jesus Nazareno, que foi um varão profeta, poderoso em obras e em palavras diante de Deus e de todo o povo, ²⁰e como os sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. ²¹Ora, nós esperávamos que ele fosse o que havia de resgatar Israel, e agora, depois de tudo isto, é já hoje o terceiro dia desde que estas coisas sucederam. ²²É bem verdade que algumas mulheres, das que estavam entre nós, nos sobressaltaram, porque, ao amanhecer, foram ao sepulcro ²³e, não tendo encontrado o seu corpo, voltaram dizendo que também tinham tido uma visão de anjos, os quais dizem que ele está vivo. ²⁴E alguns dos nossos foram ao sepulcro, e acharam como as mulheres tinham dito; mas não o encontraram”. ²⁵E ele disse-lhes: “Ó estultos e tardos de coração para crer tudo o que anunciaram os profetas! ²⁶Porventura não era necessário que o Cristo sofresse tais coisas, e que assim entrasse na sua glória?”. ²⁷E, começando por Moisés, e [passando] por todos os profetas, explicava-lhes o que acerca dele se encontrava dito em todas as Escrituras. ²⁸Quando se aproximaram da aldeia para onde caminhavam, ele fez como quem ia para mais longe. ²⁹Mas eles o detiveram, dizendo: “Fica conosco, porque é tarde, e já declina o dia”. E entrou com eles. ³⁰Aconteceu que, estando sentado com eles à mesa, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-o. ³¹Então abriram-se os seus olhos, e reconheceram-no; mas ele desapareceu diante dos seus olhos. ³²Disseram um ao outro: “Não é verdade que nós sentíamos abrasar-se-nos o coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”. ³³Levantando-se na mesma hora, voltaram para Jerusalém e encontraram juntos os onze, e os que estavam com eles, ³⁴os quais diziam: “O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão!”. ³⁵Então eles contaram o que lhes tinha acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.
Nasceu em 21 de junho de 1002, em Eguisheim, Alsácia (França), com o nome de Brunone dos Condes de Eguisheim. De origem nobre, foi confiado ainda jovem aos cuidados do Bispo de Toul, que o formou no direito canônico e o guiou nos primeiros passos da vida eclesial.
Aos 22 anos, foi ordenado diácono e, pouco tempo depois, tornou-se Bispo de Toul, função que exerceu por 25 anos. Ali se destacou pela defesa da fé e por promover reformas nos conventos e na evangelização. Em 1049, aos 47 anos, foi eleito 152º Papa da Igreja Católica, com o nome de Leão IX, iniciando uma grande renovação.
Como Papa, lutou contra a simonia, defendeu o celibato sacerdotal e promoveu diversos sínodos. Foi o primeiro Papa a viajar pela Europa, onde promoveu a paz entre Hungria e Alemanha.
Durante seu pontificado, iniciou-se o Cisma do Oriente, que separou as Igrejas Católica e Ortodoxa. Tentou mediar o conflito, mas as negociações não avançaram. Em 1053, foi feito prisioneiro pelos normandos e, ao ser libertado, retornou enfraquecido a Roma.
Faleceu em 19 de abril de 1054, após cinco anos de pontificado.
São Leão IX, 152º Papa da Igreja Católica, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.