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Abril de 2026
¹³Tendo Paulo e seus companheiros navegado de Pafos, chegaram a Perge da Panfília. Aqui João, apartando-se deles, voltou a Jerusalém. ¹⁴Eles, porém, passando por Perge, foram a Antioquia da Pisídia, e, entrando na sinagoga em dia de sábado, tomaram assento. ¹⁵Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da sinagoga mandaram-lhes dizer: “Irmãos, se vós tendes alguma exortação a fazer ao povo, falai”. ¹⁶Então Paulo, levantando-se e fazendo com a mão sinal de silêncio, disse: “Varões israelitas e vós que temeis a Deus, ouvi: ¹⁷o Deus do povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou este povo, enquanto eram estrangeiros na terra do Egito, de onde os tirou com o seu braço erguido, ¹⁸e suportou os seus costumes no deserto, pelo espaço de quarenta anos. ¹⁹E, destruindo sete nações na terra de Canaã, distribuiu entre eles por sorte o seu território, ²⁰cerca de quatrocentos e cinquenta anos depois. Depois disso, deu-lhes juízes até o profeta Samuel. ²¹Depois pediram um rei, e Deus deu-lhes Saul, filho de Cis, homem da tribo de Benjamim, pelo espaço de quarenta anos. ²²Tirado este, suscitou-lhes como rei a Davi, ao qual, dando testemunho, disse: Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que cumprirá todas as minhas vontades”. ²³Da descendência deste, segundo a sua promessa, trouxe Deus o Salvador a Israel, Jesus. ²⁴João tinha pregado, antes da manifestação da sua vinda, o batismo da penitência a todo o povo de Israel. ²⁵E João, chegando ao termo da sua missão, dizia: ‘Eu não sou quem vós pensais, mas eis que, depois de mim, vem aquele, de quem eu não sou digno de desatar o calçado dos pés’.
Palavra do Senhor.
² As misericórdias do Senhor eu cantarei eternamente; De geração em geração, pela minha boca, anunciarei a tua verdade.
³ Porquanto disseste: “A misericórdia será estabelecida como um edifício eterno nos céus”; estará preparada neles a tua verdade. R.
²¹ Encontrei Davi, meu servo, com o meu santo óleo o ungi.
²² A minha mão lhe assistirá, e o meu braço o fortificará. R.
²³ O inimigo em nada prevalecerá contra ele, e o filho da iniquidade não poderá feri-lo.
²⁴ E exterminarei de diante dele os seus inimigos, e porei em fuga os que o odeiam. R.
²⁵ A minha verdade e a minha misericórdia serão com ele, e no meu nome será exaltado o seu chifre.
²⁷ Ele me invocará, dizendo: ‘Tu és meu Pai, meu Deus, e o autor da minha salvação’. R.
¹⁶Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. ¹⁷Se compreendeis estas coisas, bem-aventurados sereis se as praticardes. ¹⁸Não falo de todos vós; sei os que escolhi. Porém é necessário que se cumpra o que diz a Escritura: O que come o pão comigo levantará o seu calcanhar contra mim. ¹⁹Desde agora vos digo, antes que suceda, para que, quando suceder, creiais que eu sou. ²⁰Em verdade, em verdade vos digo que quem recebe aquele que eu enviar, recebe-me, e o que me recebe, recebe aquele que me enviou.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Pio V nasceu em Bosco Marengo, na província de Alexandria, Itália, no ano de 1504, com o nome de batismo Miguel Ghisleri.
Aos 14 anos, ingressou na Ordem dos Dominicanos. Após sua ordenação sacerdotal, teve uma trajetória marcante: tornou-se professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, por fim, foi eleito Papa em 1566, adotando o nome de Pio V.
Embora a figura do inquisidor possa causar certa antipatia nos dias de hoje, muitas vezes por uma visão distorcida da história, Pio V foi, na verdade, um reformador da Igreja. Combateu com firmeza a simonia na Cúria Romana e o nepotismo. Quando seus parentes foram a Roma em busca de privilégios, ele lhes respondeu que um parente do Papa já é suficientemente rico se não estiver na miséria.
Durante seu pontificado, a Europa enfrentava a ameaça da expansão turco-muçulmana. Em 1571, ocorreu a Batalha de Lepanto, onde a frota turca reunia trezentos navios e representava uma ameaça real à cristandade europeia. A vitória da Liga Santa, coalizão formada por iniciativa de Pio V, foi interpretada como fruto direto da intercessão de Nossa Senhora, por quem o Papa havia pedido que todos rezassem o Terço. Em sinal de gratidão, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário.
Além de seu papel fundamental na Contra-Reforma e na Liga Santa, São Pio V tomou decisões marcantes em matéria doutrinária e litúrgica. Publicou novos textos do Breviário (1568), do Missal (1570) e do Catecismo Romano. Promulgou a bula In Coena Domini, reafirmando a custódia da fé e o combate às heresias. Foi rigoroso com os costumes da corte papal, reduziu gastos, impôs a obrigação de residência aos bispos e reforçou o cerimonial litúrgico.
São Pio V mostrou habilidade diplomática ao fazer valer as decisões do Concílio de Trento em países como Itália, Alemanha, Polônia e Portugal. Enfrentou resistências da França e excomungou a rainha Isabel I da Inglaterra por sua postura anglicana e contrária à fé católica.
Enfermo por longo tempo, São Pio V faleceu no dia 1º de maio de 1572. Foi beatificado pelo Papa Clemente X no dia 27 de abril de 1672 e canonizado em 22 de maio de 1712.
São Pio V, rogai por nós!
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