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Maio de 2026
¹Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo, por ordem de Deus, nosso Salvador, e de Jesus Cristo, nossa esperança, ²a Timóteo, amado filho na fé. Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo Nosso Senhor. ³Dou graças a Deus – a quem, desde os meus ascendentes, sirvo com consciência pura – quando, sem cessar, recordo-me de ti em minhas orações, noite e dia. ⁶Por esse motivo te admoesto que reanimes a graça de Deus que está em ti pela imposição das minhas mãos. ⁷Porque Deus não nos deue um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e de temperança. ⁸Logo, não te envergonhes do testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas participa comigo dos trabalhos do Evangelho, segundo a virtude de Deus, ⁹que nos livrou e chamou com a sua santa vocação, não pelas nossas obras, mas segundo o seu beneplácito e a graça que nos foi dada em Jesus Cristo, antes de todos os séculos, ¹⁰e que agora foi manifestada pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual destruiu a morte, e pôs a claro a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho,¹¹ para o qual fui constituído pregador, Apóstolo e doutor das gentes. ¹²Por causa disso também sofro estas coisas, mas não me envergonho, pois sei em quem pus a minha confiança, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.
Palavra do Senhor.
¹ Levantei os meus olhos para ti, que habitas nos céus.
²ᵃ Vede que, assim como os olhos dos servos estão fixos nas mãos dos seus senhores. R.
²ᵇ E como os olhos da escrava nas mãos de sua senhora,
²ᶜ assim os nossos olhos estão fixos no Senhor nosso Deus,
²ᵈ até que tenha misericórdia de nós. R.
¹⁸Foram ter com ele os saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no, dizendo: ¹⁹“Mestre, Moisés deixou-nos escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar a mulher sem filhos, seu irmão tome a mulher dele e dê descendência a seu irmão. ²⁰Ora, havia sete irmãos, e o primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos. ²¹O segundo tomou-a e morreu, também sem deixar filhos. Da mesma sorte o terceiro. ²²E igualmente os sete a tomaram, e não deixaram filhos. E, depois deles todos, morreu também a mulher. ²³Na ressurreição, pois, quando tornarem a viver, de qual destes será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher”. ²⁴Em resposta, Jesus disse-lhes: “Porventura não errais por isso, porque não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus? ²⁵Porque, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem os homens tomarão mulheres, nem as mulheres homens, mas todos serão como os anjos no céu. ²⁶E sobre a ressurreição dos mortos, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou desde a sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaac, e o Deus de Jacó? ²⁷Ele não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Logo vós estais num grande erro”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Carlos pertencia ao clã Ngabi e foi alcançado pela força do Evangelho graças ao trabalho dos Missionários da África, conhecidos como “Padres Brancos”.
Na juventude, tornou-se chefe dos pajens da corte do rei Mwanga, que havia acolhido alguns elementos da fé cristã, e logo se destacou como exemplo de vida e incentivador da fé entre os jovens.
A evangelização na África foi marcada por muitos desafios, como o contexto da colonização, que gerava resistência e desconfiança, e era preciso que os missionários se distinguissem pelo testemunho de caridade. Com o tempo, o rei Mwanga se voltou contra os cristãos e proibiu a prática da oração.
O martírio começou com um pajem de apenas 17 anos, chamado Dionísio, flagrado ensinando a fé cristã. O próprio rei o transpassou com uma lança, deixando-o agonizar até a manhã seguinte, quando foi decapitado. Carlos, então, junto a seus companheiros, preparou-se espiritualmente, batizou os que ainda não eram batizados e, corajosamente, apresentou-se ao rei com a decisão de não renegar a fé.
Diante da corte, o rei separou os pajens: “Aqueles que quiserem continuar rezando, reúnam-se contra aquele muro”. Carlos respondeu em nome de todos: “Sim, meu senhor, nós rezamos realmente. E queremos continuar rezando. Até a morte”. A resposta selou a condenação.
No dia 3 de junho de 1886, Carlos foi queimado vivo diante dos demais. Suas últimas palavras, dirigidas a um dos jovens, expressam bem a fé que sustentava o grupo: “Pegarei na tua mão. Se tivermos que morrer por Jesus, morreremos juntos, de mãos dadas”.
Mesmo com a morte de Carlos e seus companheiros, a fé floresceu e nenhum deles negou Cristo. Em 1887, o último dos mártires foi morto afogado. Um dos jovens, ao morrer, declarou: “Uma fonte, que tem muitas fontes, jamais secará. Quando nós não existirmos mais, outros virão depois de nós”.
Em 1920, o Papa Bento XV beatificou Carlos Lwanga e seus 22 companheiros. Trinta anos depois de ter sido declarado Padroeiro da Juventude Africana, Carlos foi canonizado com seus companheiros por São Paulo VI, em 1964.
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Autor: Redação Biblioteca Católica