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Maio de 2026
²Recordar-te-ás de todo o caminho por onde o Senhor teu Deus te conduziu pelo deserto durante quarenta anos para te castigar e te provar, e para que tornasse manifesto o que estava dentro do teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos. ³Afligiu-te com a fome e deu-te por sustento o maná, que desconhecíeis tu e teus pais, para te mostrar que o homem não vive só do pão mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. ¹⁴ᵇTe lembres do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão, ¹⁵e que foi o teu guia no grande e terrível deserto, onde havia serpentes de sopro ardente, escorpiões e dípsades, e uma falta completa de água; que fez sair arroios da pedra duríssima ¹⁶ᵃe que te alimentou no deserto com o maná, o qual teus pais não conheceram.
Palavra do Senhor.
¹² Louva, ó Jerusalém, o Senhor; louva, ó Sião, o teu Deus.
¹³ Porque reforçou os ferrolhos das tuas portas, abençoou os teus filhos dentro de ti. R.
¹⁴ Foi ele que estabeleceu a paz nas tuas fronteiras, e da flor da farinha te sacia.
¹⁵ É ele que envia as suas ordens à terra, e a sua palavra corre velozmente. R.
¹⁹ É ele que anuncia a sua palavra a Jacó, as suas justiças e os seus preceitos a Israel.
²⁰ Não fez assim a todas as outras nações, e não lhes manifestou os seus preceitos. Aleluia. R.
¹⁶Porventura o cálice de bênção, que nós benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a participação do corpo do Senhor? ¹⁷Visto que há um só pão, nós, embora muitos, formamos um só corpo, pois que participamos todos de um mesmo pão.
Palavra do Senhor.
⁵¹Eu sou o pão vivo, que desci do céu. ⁵²Quem comer deste pão viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo”. ⁵³Disputavam, pois, entre si os judeus, dizendo: “Como pode este dar-nos a comer a sua carne?”. ⁵⁴E Jesus disse-lhes: “Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. ⁵⁵O que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. ⁵⁶Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. ⁵⁷O que come a minha carne e bebe o meu sangue fica em mim e eu nele. ⁵⁸Assim como me enviou o Pai que vive, e eu vivo pelo Pai, assim o que me comer a mim, este mesmo também viverá por mim. ⁵⁹Este é o pão que desceu do céu. Não como [o dos] vossos pais, que comeram o maná e, não obstante, morreram. O que come deste pão viverá eternamente”.
Palavra da Salvação.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Jo 6,51-58
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Francisco Caracciolo nasceu em 13 de outubro de 1563, na região de Chieti, Itália. Desde a infância, já demonstrava profundo amor por Jesus Eucarístico e pela Virgem Maria, usando o escapulário, rezando o rosário e jejuando todos os sábados.
Aos 22 anos, foi acometido por uma grave doença, a elefantíase, que desfigurou seu corpo. Diante do sofrimento, fez uma promessa a Deus: renunciaria às riquezas do mundo se fosse curado. Curado milagrosamente, dois anos depois foi ordenado sacerdote. Desde então, passou a dedicar-se com fervor aos doentes em hospitais e aos prisioneiros nos corredores da morte, como membro da Companhia dos Brancos, em Nápoles.
Foi por um equívoco providencial, ao receber uma carta por engano, que conheceu Don Agostino Adorno e Fabrizio. Juntos, fundaram uma nova congregação religiosa, e Francisco sugeriu a inclusão de um quarto voto: o de recusar qualquer cargo eclesiástico. A nova comunidade foi reconhecida oficialmente, e ele passou a se chamar Francisco, abandonando o nome de batismo, Ascânio.
Apesar do voto, foi eleito presbítero geral perpétuo em 1591 e aceitou por obediência. Continuou, no entanto, levando vida simples, praticando penitências e realizando os trabalhos mais humildes. Escolhia para si sempre os quartos mais simples, dormia pouco e fazia severas penitências.
Francisco Caracciolo era conhecido como “caçador de almas”, “pai dos pobres” e “homem de bronze”. Servia com humildade nos hospitais, cuidando dos mais necessitados, jejuando para oferecer seu alimento aos pobres, remendando roupas, ensinando catecismo, ouvindo confissões e pregando incansavelmente.
Sua grande devoção era a Eucaristia. Instituiu a Adoração ao Santíssimo Sacramento em sua congregação, com revezamento entre os irmãos, e exortava outros sacerdotes a praticarem essa devoção, promovendo também a exposição do Santíssimo em todos os primeiros domingos do mês.
São Francisco Caracciolo faleceu no dia 4 de junho de 1608 e foi canonizado por Pio VII em 1807.
“Sangue precioso do meu Jesus, vós sois meu! Convosco e por meio de vós espero salvar-me. Meus sacerdotes, esforcem-se para celebrar a Missa, todos os dias, e inebriar-se com este Sangue!” - São Francisco Caracciolo
A Solenidade de Corpus Christi nos leva a contemplar e agradecer o imensurável amor de Deus que nos deu a Eucaristia. Esse sacramento é a presença real de Jesus entre nós, e somos chamados a participar da Santa Missa todos os domingos e dias santos, não apenas como um compromisso, mas como um encontro com Cristo.
Celebrar a Missa com frequência ou visitar o Santíssimo Sacramento regularmente não é repetir o ordinário, mas viver uma rotina extraordinária.
A solenidade de Corpus Christi nos recorda isso com toda a sua beleza: hinos, procissões, orações e adoração pública. Tudo isso para nos lembrar que a Eucaristia é impossível de medir ou compreender plenamente com a razão humana.
A origem da festa tem raízes com Santa Juliana de Liège, no século XIII, que recebeu visões que indicavam a ausência de uma celebração dedicada ao Santíssimo Sacramento. Compartilhou essas revelações com pessoas influentes da Igreja, incluindo Jacques Pantaleon, que mais tarde se tornaria o Papa Urbano IV.
Ao se tornar Papa, Urbano IV ouviu que um sacerdote chamado Pedro de Praga, atormentado por dúvidas sobre a presença real de Cristo na Eucaristia, testemunhou um milagre: durante a consagração, a hóstia sangrou em suas mãos. O Papa, ao saber do ocorrido em Bolsena, lembrou das visões de Santa Juliana e instituiu oficialmente a Solenidade de Corpus Christi. Para compor os hinos litúrgicos da nova festa, recorreu a ninguém menos que Santo Tomás de Aquino, que escreveu, entre outros, o "Tantum Ergo" e o "Lauda Sion".
A festa também tem um gesto que se tornou tradição: levar Jesus Sacramentado pelas ruas em procissão solene. Desde 1317, por determinação do Papa João XXII, esse é um momento marcante do ano litúrgico: uma manifestação pública de fé e adoração. Em alguns países, como Brasil e Portugal, há ainda o belo costume de preparar tapetes coloridos e simbólicos nas ruas por onde o Santíssimo passará.
A Eucaristia é o centro da vida cristã, e toda Missa carrega o mesmo mistério. Por isso, é possível cultivar uma vida eucarística cotidiana com pequenos gestos: preparar-se em oração antes de sair de casa para a Missa, renovar no coração a fé na presença real de Jesus no altar, visitar o sacrário com frequência, guardar silêncio recolhido após a comunhão, e rezar orações como a “Alma de Cristo” com devoção. Também é muito recomendado participar de momentos de adoração, especialmente nas primeiras quintas-feiras do mês, dedicadas ao Santíssimo Sacramento.
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São Francisco Caracciolo, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
Corpus Christi é um convite a viver com mais profundidade a realidade da Eucaristia, não apenas em um dia de festa, mas todos os dias. É Jesus conosco, hoje e sempre, silencioso e presente, esperando por corações que o adorem em espírito e verdade.
Autor: Redação Biblioteca Católica