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Junho de 2026
⁶Porque tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu para seres um povo especial entre todos os povos que há na terra. ⁷Não [foi] porque excedêsseis em número todas as nações que o Senhor se uniu a vós e vos escolheu, sendo vós menores em número do que todos os outros povos, ⁸mas foi porque o Senhor vos amou e guardou o juramento que tinha feito a vossos pais: por isso vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da escravidão, do poder do Faraó, rei do Egito. ⁹E saberás que o Senhor teu Deus é o Deus forte e fiel, que guarda o seu pacto e a sua misericórdia até mil gerações com aqueles que o amam e observam os seus preceitos, ¹⁰e que castiga prontamente os que o aborrecem, de modo a exterminá-los sem demora, dando-lhes imediatamente o que merecem. ¹¹Guarda, pois, os preceitos, cerimônias e ordenações que eu hoje te mando observar.
Palavra do Senhor.
¹ Do mesmo Davi. Bendize, ó minha alma, o Senhor, e tudo que há em mim, [bendiga] o seu santo nome.
² Bendize, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. R.
³ É ele que perdoa todas as tuas maldades, e que sara todas as tuas enfermidades.
⁴ É ele que resgata da morte a tua vida, e que te coroa da sua misericórdia e das suas graças. R.
⁶ O Senhor que faz misericórdias, e justiça a todos os que sofrem agravos.
⁷ Fez conhecer a Moisés os seus caminhos, e aos filhos de Israel as suas vontades. R.
⁸ O Senhor é compassivo e misericordioso, paciente e de muita misericórdia.
¹⁰ Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos puniu segundo as nossas maldades. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 102(103),1-2.3-4.6-7.8.10 (R. 17)
⁷Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. ⁸Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é caridade. ⁹Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele tenhamos a vida. ¹⁰A caridade consiste nisto: em não termos sido nós os que amamos a Deus, mas ele foi o primeiro que nos amou a nós, e enviou o seu Filho como vítima de propiciação pelos nossos pecados. ¹¹Caríssimos, se Deus nos amou assim, devemos nós também amarmo-nos uns aos outros. ¹²Ninguém jamais viu a Deus. [Porém] se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e a sua caridade é em nós perfeita. ¹³Por isto conhecemos que estamos nele e ele em nós: porque nos comunicou o seu Espírito. ¹⁴E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho [para ser o] Salvador do mundo. ¹⁵Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. ¹⁶E nós conhecemos e cremos na caridade que Deus tem por nós. Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus, e Deus nele.
Palavra do Senhor.
²⁵Então Jesus, falando novamente, disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. ²⁶Assim é, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. ²⁷Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. ²⁸Vinde a mim todos os que trabalhais e vos achais sobrecarregados, e eu vos aliviarei. ²⁹Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. ³⁰Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Francisco Kesy nasceu em 13 de novembro de 1920, em Berlim, e mudou-se ainda jovem com a família para a Polônia. Lá, tornou-se aspirante no seminário menor salesiano de Łódź.
Durante a ocupação nazista, foi obrigado a trabalhar em uma fábrica, mas continuou envolvido nas atividades do oratório, sendo conhecido por seu espírito alegre, sensibilidade e fidelidade à comunhão e à oração diária.
Com ele, outros quatro jovens salesianos também entregaram suas vidas por Cristo: Eduardo Klinik, Jarogniew Wojciechowski, Ceslau Józwiak e Eduardo Kazmierski. Todos participavam das atividades juvenis do oratório salesiano, mesmo após a ocupação do local pelos alemães no início da Segunda Guerra Mundial.
Em setembro de 1940, os cinco foram presos sob a acusação de pertencer a uma organização ilegal e levados à temida Fortaleza VII. Lá, passaram por interrogatórios e torturas, sendo depois transferidos para outras prisões. Mesmo separados em alguns períodos, mantiveram a oração constante, com novenas, rosários e forte devoção a Dom Bosco e a Maria Auxiliadora.
Condenados à morte por alta traição, foram executados no dia 24 de agosto de 1942, em Dresden. Durante o cativeiro, testemunharam com serenidade e firmeza, vivendo intensamente o carisma salesiano mesmo na prisão.
O martírio desses cinco jovens foi reconhecido pela Igreja em 26 de março de 1999. Foram beatificados por São João Paulo II no dia 12 de junho do mesmo ano.
“Prometi viver de maneira diferente, como recomendou Dom Bosco, viver para agradar ao Senhor e à sua Mãe Maria Santíssima.” - Beato Francisco Kesy
Beato Francisco Kesy, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma das expressões mais profundas do amor divino revelado aos homens. No simbolismo bíblico, o coração representa a totalidade da pessoa em sua inteligência, vontade, consciência, afetividade e capacidade de amar.
Ao adorarmos o Coração de Jesus, adoramos o próprio Deus que, por meio da Encarnação, assumiu um coração humano para nos amar de forma plena, concreta e próxima. Através dessa devoção, somos chamados a amar como Ele nos amou, a mergulhar no mistério de um Deus que se fez homem, viveu entre nós e deu sua vida na cruz por amor.
O objeto central da devoção é o amor infinito de Cristo, especialmente manifestado na entrega da Eucaristia. É uma devoção que convida à reparação pelas ofensas feitas a Jesus, sobretudo no Santíssimo Sacramento, e também à confiança em sua misericórdia.
Historicamente, essa devoção teve suas raízes fortalecidas na França, especialmente a partir das visões de Santa Margarida Maria Alacoque. A partir de 1673, ela começou a receber revelações místicas de Jesus, que lhe mostrou seu coração cercado de espinhos, em chamas e coroado por uma cruz simbolizando seu amor ferido, mas sempre ardente por cada alma. Nas aparições, Jesus expressou sua dor pelas ofensas recebidas, especialmente dos consagrados, e fez doze promessas aos que praticassem com fé essa devoção, incluindo a salvação eterna àqueles que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos.
Entre os desdobramentos dessa devoção, destaca-se sua forte presença durante a Revolução Francesa, quando os católicos da região da Vendeia resistiram heroicamente aos ataques anticlericais usando o símbolo do Sagrado Coração como emblema de sua fé. Muitos foram presos e mortos apenas por portarem sua imagem, sinal de que esta devoção era, além de espiritual, um verdadeiro testemunho público de fidelidade a Cristo.
O reconhecimento e o incentivo por parte da Igreja foram acontecendo aos poucos. Diversos Papas reforçaram sua importância, e documentos como a encíclica Haurietis Aquas aprofundaram sua fundamentação teológica. Em 1856, o Papa Pio IX estabeleceu oficialmente a Festa do Sagrado Coração de Jesus como celebração litúrgica obrigatória em toda a Igreja, a ser realizada sempre na sexta-feira após a oitava de Corpus Christi.
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Sagrado Coração de Jesus ofereço-vos, através do Coração Imaculado de Maria, mãe da Igreja, em união com o Sacrifício Eucarístico, as orações, obras, sofrimentos e alegrias deste dia, em reparação das nossas ofensas e pela salvação de todos os homens, com a graça do Espírito Santo, para a glória do Pai Divino. Amém.
Autor: Redação Biblioteca Católica