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Junho de 2026
¹Ora, depois destas coisas, naquele tempo Nabot de Jezrael possuía uma vinha que estava em Jezrael, junto do palácio de Acab, rei de Samaria. ²E Acab falou a Nabot, dizendo: “Dá-me a tua vinha, a fim de eu fazer uma horta para mim, porque está vizinha e junto de minha casa, e dar-te-ei por ela uma vinha me- lhor; ou, se preferires, o seu justo preço em dinheiro”. ³Nabot respondeu-lhe: “Deus me guarde de te dar a herança de meus pais!” ⁴Foi, pois, Acab para sua casa indignado e encolerizado, por causa da resposta que Nabot, o jezraelita, lhe dera, dizendo: “Eu não te darei a herança de meus pais”. Deitando-se sobre a sua cama, voltou o rosto para a parede e não quis comer nada. ⁵Jezabel, sua mulher, foi ter com ele e disse-lhe: “Que é isto? Donde te vem esta tristeza? E por que não comes?” ⁶Ele respondeu-lhe: “Falei a Nabot de Jezrael e disse-lhe: ‘Dá-me a tua vinha, em troca de dinheiro; ou, se preferires, dar-te-ei por ela outra vinha melhor’. E ele respondeu-me: ‘Eu não te darei a minha vinha!’” ⁷Disse-lhe então Jezabel, sua mulher: “Tens uma grande autoridade e governas bem o reino de Israel. Levanta-te, come e sossega o teu espírito; eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”. ⁸Escreveu ela então uma carta em nome de Acab, selou-a com o selo do rei e enviou-a aos anciãos e aos notáveis que havia na cidade de Nabot e habitavam com ele. ⁹E o assunto da carta era o seguinte: “Promulgai um jejum e fazei sentar Nabot entre os primeiros do povo. ¹⁰Subornai contra ele dois homens, filhos de Belial, que profiram contra ele este falso testemunho: ‘Nabot blasfemou contra Deus e contra o rei’. Depois, levai-o para fora da cidade e apedrejai-o até que morra”. ¹¹Assim, os seus concidadãos, os anciãos e os que viviam com ele na cidade fizeram como Jezabel lhes tinha mandado e como estava escrito na carta que ela lhes enviara. ¹²Promulgaram o jejum e fizeram sentar Nabot entre os primeiros do povo. ¹³Mandaram então vir dois homens, filhos do demônio, fizeram-nos sentar em frente a ele, e, como homens diabólicos, deram testemunho contra Nabot, diante do povo, dizendo: “Nabot blasfemou contra Deus e contra o rei”. Em virtude deste testemunho conduziram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas. ¹⁴E mandaram dizer a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morreu”. ¹⁵Quando Jezabel ouviu dizer que Nabot fora apedrejado e morrera, foi dizer a Acab: “Vai e torna-te senhor da vinha de Nabot de Jezrael, que não quis fazer tua vontade, nem dá-la, em troca de dinheiro; porque Nabot já não vive, mas morreu”. ¹⁶Acab, ao ouvir dizer que Nabot tinha morrido, levantou-se e dirigiu-se para a vinha de Nabot de Jezrael, a fim de se apossar dela.
² Senhor, dá ouvidos às minhas palavras, escuta o meu clamor.
³ Atende à voz da minha súplica, rei meu e Deus meu. R.
⁵ De manhã me porei na tua presença, e te contemplarei. Porque tu não és um Deus que ame a iniquidade;
⁶ nem habitará junto de ti o maligno, nem os injustos poderão permanecer ante os teus olhos. R.
⁷ Odeias a todos que praticam a iniquidade; destruirás a todos os que dizem a mentira. O Senhor abominará o homem sanguinário e fraudulento. R.
³⁸Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. ³⁹Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau, mas, se alguém te ferir na tua face direita, apresenta-lhe também a outra; ⁴⁰e ao que quer chamar-te a juízo para te tirar a túnica, cede-lhe também a capa. ⁴¹E se alguém te obrigar a dar mil passos, vai com ele mais dois mil. ⁴²Dá a quem te pede, e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Albertina Berkenbrock nasceu em 11 de abril de 1919, no município de Imaruí, em Santa Catarina. Filha de agricultores, cresceu em uma família numerosa, com oito irmãos. Desde a infância, demonstrava interesse pela oração, pelo cuidado com a família e atenção aos que estavam ao seu redor. Tinha o hábito de fazer pequenas penitências e cultivava uma vida centrada na Eucaristia, a qual recebeu pela primeira vez em 1928.
Com 12 anos saiu à procura de um boi que havia se perdido, conforme orientação do pai, Albertina encontrou Maneco Palhoça, funcionário da família. Ao ser questionado sobre o paradeiro do animal, ele indicou um local afastado e a surpreendeu tentando abusar dela. Albertina resistiu. Diante disso, ele a agrediu e matou, cortando-lhe o pescoço.
Inicialmente, outra pessoa foi acusada e presa. Maneco participou do velório e, ao se aproximar do corpo, viu que o corte vertia sangue. Então, confessou o crime, deixando claro que Albertina resistiu porque não queria pecar.
Em 1952, o processo de beatificação foi iniciado na mesma capela onde ela havia feito a Primeira Comunhão. Por motivos diversos, o processo foi interrompido em 1959, sendo retomado apenas no ano 2000.
A beatificação aconteceu no dia 20 de outubro de 2007, na Catedral Diocesana de Tubarão, presidida pelo Cardeal Saraiva. Albertina é a primeira mártir brasileira reconhecida pela Igreja Católica.
Bem-aventurada Albertina Berkenbrock, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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