Baixe o aplicativo gratuitamente
Junho de 2026
²O Senhor precipitou, sem nada poupar, tudo o que havia de belo em Jacó; destruiu no seu furor as fortificações da virgem de Judá, e lançou-as por terra; profanou o reino e os seus príncipes. ¹⁰Sentaram-se em terra em silêncio os anciãos da filha de Sião; cobriram as suas cabeças de cinza, vestiram-se de cilícios, inclinaram as suas cabeças até a terra, as virgens de Jerusalém. ¹¹Os meus olhos enfraqueceram de tanto chorar, as minhas entranhas turbaram-se; o meu fígado derramou-se por terra, vendo a ruína da filha do meu povo, quando caíam mortos os meninos e as crianças de peito nas praças da cidade. ¹²Eles diziam a suas mães: “Onde está o trigo e o vinho?” quando, como se fossem feridos, iam desfalecendo nas praças da cidade, quando exalavam as suas almas no regaço de suas mães. ¹³A quem te compararei, ou a quem te assemelharei, ó filha de Jerusalém? A quem te igualarei, e como te consolarei, ó virgem, filha de Sião? É grande como o mar a tua tribulação; quem poderá curar-te? ¹⁴Os teus profetas vaticinaram-te coisas falsas e insensatas, e não te manifestavam a tua iniquidade, para te excitarem à penitência; mas profetizaram-te falsamente sucessos e expulsões. ¹⁸O seu coração clamou ao Senhor sobre os muros da filha de Sião: Faze correr uma como torrente de lágrimas de dia e de noite; não te dês descanso algum, nem a menina do teu olho tenha repouso. ¹⁹Levanta-te, louva de noite, no princípio das vigílias; derrama o teu coração como água diante do Senhor; levanta as tuas mãos para ele, pela vida dos teus filhinhos, que caíram mortos de fome a todos os cantos das ruas.
Palavra do Senhor.
¹ Instrução de Asaf: Por que razão, ó Deus, nos desamparaste até o fim? E se acendeu o teu furor contra as ovelhas do teu pasto?
² Lembra-te da tua família, que possuíste desde o princípio. Tu recuperaste o cetro da tua herança: o monte de Sião, em que habitaste. R.
³ Levanta as tuas mãos contra a sua soberba ilimitada. Quantas maldades cometeu no santuário o inimigo!
⁴ Os que te odeiam, gloriam-se [de te insultar] no meio da tua solenidade. Hastearam os seus estandartes como troféus R.
⁵ e não respeitaram nem as eminências nem as saídas. Como num bosque de árvores, com machados
⁶ despedaçaram à porfia as suas portas; com machado e martelo tudo derrubaram.
⁷ Puseram fogo ao teu santuário, na terra profanaram o tabernáculo do teu nome. R.
²⁰ Olha para a tua aliança, pois todos os lugares obscuros do país estão cheios de antros de iniquidade.
²¹ Não se volte confundido o humilde; o pobre e o desvalido louvarão o teu nome. R.
⁵Ao entrar em Cafarnaum, aproximou-se dele um centurião, fazendo-lhe uma súplica ⁶e dizendo: “Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, e sofre cruelmente”. ⁷Jesus disse-lhe: “Eu irei curá-lo”. ⁸Mas o centurião respondeu: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra, e o meu servo ficará curado. ⁹Pois também eu sou subordinado a uma autoridade e tenho soldados às minhas ordens; eu digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faze isto’, e ele o faz”. ¹⁰Jesus, ao ouvir isso, admirou-se, e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo: não achei fé tão grande [nem mesmo] em Israel. ¹¹Digo-vos que virão muitos do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus, ¹²enquanto que os filhos do reino [de Israel] serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes”. ¹³Então disse Jesus ao centurião: “Vai, e, conforme creste, assim te seja feito”. E naquela mesma hora ficou curado o servo. ¹⁴Chegando Jesus à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama com febre. ¹⁵Então tocou-lhe na mão, e a febre a deixou, e ela levantou-se e pôs-se a servi-los. ¹⁶Pela tarde apresentaram-lhe muitos possessos do demônio, e ele com a palavra expulsava os espíritos e curava todos os enfermos, ¹⁷cumprindo-se deste modo o que foi anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Cirilo nasceu entre os anos 370 e 380, provavelmente em Alexandria, no Egito. Sobrinho de Teófilo, que governava a diocese local, desde cedo foi encaminhado à vida eclesiástica, recebendo sólida formação cultural e teológica.
Em 403, acompanhou seu tio a Constantinopla e participou do Sínodo do Carvalho, que resultou na deposição de João Crisóstomo, reforçando a influência de Alexandria sobre a capital do Império. Com a morte de Teófilo, Cirilo foi eleito bispo em 412 e governou a Igreja de Alexandria por 32 anos, com firmeza e empenho, sempre buscando confirmar sua autoridade no Oriente e manter os laços com a Igreja de Roma.
O ponto central de sua vida foi a defesa da verdadeira fé em Jesus Cristo. Quando Nestor, bispo de Constantinopla, rejeitou o título de “Mãe de Deus” para Maria, Cirilo reagiu com clareza e convicção. No Concílio de Éfeso, em 431, liderou a afirmação da unidade da pessoa de Cristo: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sua frase expressa bem sua fé: “Professamos um só Cristo é Senhor.”
Mesmo em meio a conflitos, trabalhou pela reconciliação com os fiéis de Antioquia, alcançada em 433. Bento XVI o chamou de “testemunha incansável e convicto de Jesus Cristo, Verbo de Deus encarnado".
São Cirilo faleceu em 27 de junho de 444.
São Cirilo de Alexandria, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
Dia 27 de junho é comemorado o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cuja devoção está espalhada pelo mundo desde 1870. Sua imagem é um ícone bizantino do século XIII.
A aparição não se deu da forma tradicional, mas por meio da história desse ícone. No século XV, um comerciante roubou a imagem da ilha de Creta, na Grécia, com a intenção de vendê-la em Roma.
Durante a viagem, enfrentou uma grande tempestade, quase naufragando, e viu isso como sinal de arrependimento. Já em Roma, adoeceu e, antes de morrer, pediu a um amigo que devolvesse a imagem. No entanto, a esposa desse amigo se recusou.
Foi então que Nossa Senhora apareceu a uma menina de seis anos, filha do casal, pedindo que a imagem fosse levada a uma igreja. Assim, em 27 de março de 1499, o ícone foi colocado na Igreja de São Mateus, onde permaneceu por mais de 300 anos.
O milagre do reencontro aconteceu após a destruição da Igreja de São Mateus, quando a imagem ficou oculta e esquecida por 30 anos. Um coroinha, que havia ouvido a história de um monge antes de sua morte, tornou-se padre redentorista e ajudou a localizar novamente o ícone. Em 1866, o Papa Pio IX confiou oficialmente a imagem aos Redentoristas e pediu: “Fazei com que todo o mundo conheça esta devoção”.
O ícone traz Nossa Senhora com o Menino Jesus nos braços, enquanto o Arcanjo Gabriel lhe apresenta os instrumentos da Paixão: a cruz e os cravos. O olhar de Maria não se volta para si, mas aponta para Jesus, indicando que Ele é o caminho, a vida e a salvação. Ela é o socorro seguro daqueles que confiam em seu auxílio materno.
Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorrei o vosso povo que almeja ressurgir. Dai a todos a alegria de caminhar na consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciando de modo novo e corajoso o Evangelho do vosso Filho, fundamento e ápice de toda convivência humana que aspira a uma paz verdadeira, justa e duradoura.
Como o Menino Jesus que admiramos neste venerável Ícone, também nós queremos apertar a vossa mão. A vós não faltam nem o poder, nem a bondade para nos socorrer em todas as necessidades e em cada pedido. Agora é a vossa hora! Vinde, pois, em nosso auxílio e sede para todos refúgio e esperança. Amém.
Assine a Minha Biblioteca Católica
Receba um tesouro da Igreja todo mês em sua casa
Autor: Redação Biblioteca Católica