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Junho de 2026
¹Pedro e João subiam [certo dia] ao templo para a oração da hora nona. ²Era ali trazido um certo homem, coxo de nascimento, o qual punham todos os dias à porta do templo, chamada a Especiosa, para que pedisse esmola aos que entravam. ³Este, quando viu Pedro e João, que iam a entrar no templo, implorou-lhes por uma esmola. ⁴Pedro, pondo nele os olhos juntamente com João, disse: “Olha para nós”. ⁵Ele os olhava com atenção, esperando receber deles alguma coisa. ⁶Mas Pedro disse: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda”. ⁷Então, tomando-o pela mão direita, o levantou, e imediatamente se lhe consolidaram as pernas e os pés. ⁸Dando um salto, pôs-se em pé e andava, e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus. ⁹Todo o povo o viu andando e louvando a Deus, ¹⁰e reconheciam que ele era o mesmo que se sentava [antes] à porta Especiosa do templo a pedir esmola, e ficaram cheios de espanto e fora de si, pelo que lhe tinha acontecido.
Palavra do Senhor.
² Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos.
³ Um dia diz palavra a outro dia, e uma noite mostra ciência a outra noite. R.
⁴ Não há linguagem nem idioma em que não se entendam as suas vozes;
⁵ o seu som estendeu-se por toda a terra e as suas palavras até os confins do mundo. R.
¹¹Mas eu vos declaro, irmãos, que o Evangelho que tem sido pregado por mim não é segundo o homem, ¹²porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. ¹³Pois vós já ouvistes dizer de que modo eu vivi outrora no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a devastava, ¹⁴e avançava no judaísmo mais do que muitos contemporâneos da minha nação, sendo em extremo zeloso das minhas tradições paternas. ¹⁵Mas, quando aprouve àquele que me segregou desde o ventre de minha mãe, e me chamou pela sua graça, ¹⁶o revelar-me seu Filho, para que eu o pregasse entre as gentes, imediatamente, sem consultar a carne nem o sangue, ¹⁷sem ir a Jerusalém aos que eram Apóstolos antes de mim, parti para a Arábia, e voltei a Damasco. ¹⁸Dali, no fim de três anos, fui a Jerusalém para ver Pedro, e estive com ele quinze dias. ¹⁹Dos outros Apóstolos não vi nenhum, senão Tiago, irmão do Senhor. ²⁰E, no que vos escrevo, digo diante de Deus que não minto.
Palavra do Senhor.
¹⁵Depois que comeram, perguntou Jesus a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”. Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. ¹⁶Perguntou-lhe outra vez: “Simão, filho de João, tu me amas?”. Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta os meus cordeiros”. ¹⁷Perguntou-lhe pela terceira vez: “Simão, filho de João, amas-me?”. Pedro ficou triste, porque, pela terceira vez, lhe perguntava: “Amas-me?”. E respondeu-lhe: “Senhor, tu conheces tudo. Tu sabes que eu te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”. ¹⁸“Em verdade, em verdade te digo: quando tu eras mais moço, cingias-te a ti mesmo e ias aonde desejavas; mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queres”. ¹⁹E disse isto para indicar com que gênero de morte havia [Pedro] de dar glória a Deus. Então, depois de assim ter falado, disse-lhe: “Segue-me”.
Palavra da Salvação.
¹Naquele mesmo tempo o rei Herodes começou a maltratar alguns da Igreja. ²E matou à espada Tiago, irmão de João. ³Vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender Pedro. Eram então os dias dos ázimos. ⁴E, tendo-o mandado prender, meteu-o no cárcere, dando-o a guardar a quatro piquetes de quatro soldados cada um, tendo intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. ⁵Pedro, então, estava assim guardado no cárcere. Entretanto, a Igreja fazia sem cessar oração a Deus por ele. ⁶Ora, na mesma noite em que Herodes estava para apresentá-lo, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas cadeias, e os guardas à porta vigiavam o cárcere. ⁷Eis que sobreveio um anjo do Senhor e resplandeceu uma luz no aposento. Então, tocando no lado de Pedro, o despertou, dizendo: “Levanta-te depressa”. E caíram as cadeias das suas mãos. ⁸O anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto, e calça as tuas sandálias”. Ele assim o fez. E o anjo disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa, e segue-me”. ⁹Ele saiu e o seguia, mas não sabia que acontecia na realidade o que se fazia por intervenção do anjo, mas julgava ver uma visão. ¹⁰Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma. Eles saíram, passaram uma rua e, imediatamente, o anjo afastou-se dele. ¹¹Então Pedro, voltando a si, disse: “Agora sei verdadeiramente que o Senhor mandou o seu anjo e me livrou da mão de Herodes e de tudo o que esperava o povo dos judeus”.
Palavra do Senhor.
² Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre na minha boca.
³ No Senhor se gloriará a minha alma. Ouçam-no os humildes e alegrem-se. R.
⁴ Engrandecei comigo o Senhor, e juntos exaltemos o seu nome.
⁵ Busquei o Senhor, e ele ouviu-me, e livrou-me de todas as minhas tribulações. R.
⁶ Aproximai-vos dele e sereis iluminados, e os vossos rostos não serão confundidos.
⁷ Este pobre clamou, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas tribulações. R.
⁸ O anjo do Senhor andará à volta dos que o temem, e os livrará.
⁹ Provai e vede quão suave é o Senhor; ditoso o homem que espera nele. R.
⁶Porque, quanto a mim, estou já para ser oferecido em libação, e o tempo da minha dissolução avizinha-se. ⁷Combati o bom combate, acabei a minha carreira, guardei a fé. ⁸De resto está-me reservada a coroa da justiça que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia – e não só a mim, mas também àqueles que desejam a sua vinda. ¹⁷O Senhor, porém, assistiu-me e confortou-me, para que fosse cumprida por mim a pregação, e a ouvissem todos os gentios. E fui livrado da boca do leão. ¹⁸O Senhor me livrará de toda obra má, e me conduzirá a salvo para o seu reino celestial; a ele seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amém.
Palavra do Senhor.
¹³Jesus foi então para a região de Cesareia de Filipe, e lá interrogou os seus discípulos, dizendo: “Quem dizem os homens que é o Filho do homem?”. ¹⁴E eles responderam: “Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, e outros ainda que é Jeremias, ou algum dos profetas”. ¹⁵Jesus disse-lhes: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. ¹⁶Respondendo Simão Pedro, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. ¹⁷Ao que Jesus respondeu: “Bem-aventurado és, Simão Bar-Jona, porque não foram a carne e o sangue que te revelaram isso, mas meu Pai que está nos céus. ¹⁸E eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. ¹⁹Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Irineu nasceu na Ásia Menor, e acompanhou São Policarpo, que, por sua vez, havia conhecido pessoalmente o apóstolo São João. Irineu recebeu uma formação profundamente enraizada na tradição apostólica.
Ordenado por São Policarpo, foi enviado à Gália, atual França, onde serviu a Igreja com dedicação, assumindo diversas responsabilidades pastorais em um tempo de expansão e desafios para as comunidades cristãs.
Durante uma divergência entre cristãos do Oriente e do Ocidente sobre a data da celebração da Páscoa, Irineu foi enviado a Roma como mediador. Em diálogo com o Papa Eleutério, trabalhou pela unidade, evitando que a diferença nas datas se transformasse em motivo de ruptura. Seu próprio nome — que significa “portador da paz” — se refletiu na missão que cumpriu com sucesso.
Ao retornar, encontrou a Igreja de Lião abalada pelo martírio do bispo Potino, que o havia enviado a Roma. Por sua experiência e fidelidade, Irineu foi escolhido como novo bispo da cidade.
Homem de oração, sabedoria e firmeza, enfrentou heresias que ameaçavam a fé dos cristãos, especialmente o gnosticismo. Seus escritos sobre a sucessão apostólica e sobre a doutrina cristã são hoje fontes importantes para o conhecimento da vida da Igreja no século II.
Santo Irineu morreu mártir no ano 202, durante a perseguição do imperador Severo.
Santo Irineu, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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