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Julho de 2026
¹No ano em que morreu o rei Uzias, vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono, e as franjas do seu vestido enchiam o templo. ²Os serafins estavam por cima do trono; cada um deles tinha seis asas; com duas cobriam a sua face, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. ³Clamavam um para o outro, e diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus dos Exércitos, toda a terra está cheia da sua glória”. ⁴Estremeceram os umbrais das portas à voz do que clamava, e a casa encheu-se de fumo. ⁵Então disse eu: “Ai de mim, que me calei, pois sou um homem de lábios impuros e habito no meio dum povo que tem os seus também impuros, e vi com os meus olhos o rei, o Senhor dos Exércitos”. ⁶E voou para mim um dos serafins, o qual trazia na mão uma brasa viva, que tinha tomado do altar com uma tenaz. ⁷E tocou a minha boca e disse: “Eis que esta brasa tocou os teus lábios; será tirada a tua iniquidade e expiado o teu pecado”. ⁸E ouvi a voz do Senhor, que dizia: “Quem enviarei eu? E quem irá por nós?”. Então disse eu: “Aqui me tens, envia-me”.
Palavra do Senhor.
¹ O Senhor reinou, e vestiu-se de magnificência, vestiu-se o Senhor de fortaleza, e cingiu-se dela. R.
² Porque firmou o orbe da terra, que não será abalado.
³ᵃ Desde então, ó Senhor, ficou estabelecido o teu trono; tu és desde a eternidade. R.
⁵ Os teus testemunhos, Senhor, são digníssimos de fé. A santidade convém à tua casa, Senhor, em toda a duração dos dias. R.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Sl 92(93),1ab.1c-2.5 (R. 1a)
²⁴Não é o discípulo mais que o mestre, nem o servo mais que o senhor. ²⁵Basta ao discípulo ser como o mestre, e ao servo como o senhor. Se eles chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos membros da sua família! ²⁶Não os temais, pois, porque nada há encoberto que não se venha a descobrir, nem oculto que não se venha a saber. ²⁷O que eu vos digo nas trevas, dizei-o às claras, e o que vos é dito ao ouvido, pregai-o sobre os telhados. ²⁸Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma, mas temei antes aquele que pode lançar no inferno a alma e o corpo. ²⁹Porventura não se vendem dois passarinhos por um asse? E nem um só deles cairá sobre a terra sem vosso Pai. ³⁰Até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. ³¹Não temais, pois; vós valeis mais que muitos pássaros. ³²Todo aquele, portanto, que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. ³³E o que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Bento nasceu no ano de 480, em Núrcia, e ainda jovem, foi enviado à Roma para estudar. No entanto, diante das invasões bárbaras e da decadência moral de Roma, decidiu abandonar os estudos e se retirar para uma vida de solidão e oração.
Foi ali, escondido do mundo, que São Bento viveu por cerca de três anos, alimentado apenas por um monge amigo que lhe enviava pão em um cesto, descido por uma corda desde o alto da montanha. Nesse tempo de retiro, moldou sua alma com disciplina e profunda intimidade com Deus. A santidade de sua vida acabou por atrair discípulos. Eles viam em Bento um verdadeiro mestre espiritual e pediram para viver sob sua orientação.
De seu recolhimento nasceu uma missão: formar comunidades enraizadas no Evangelho. São Bento começou a organizar monges em mosteiros, sempre com base na oração, no trabalho e na vida fraterna. Assim surgiu a Regra de São Bento, um guia espiritual e prático que equilibrava a vida interior com o serviço cotidiano, com o lema "Ora et labora" (reza e trabalha), que se tornou o coração do monaquismo ocidental.
São Bento também deixou como legado sua Medalha, marcada com a cruz e inscrições contra o mal. Usada com fé, tornou-se sinal de proteção e fortaleza espiritual.
Bento morreu no ano 547, em Monte Cassino, de pé, diante do altar, depois de receber a Eucaristia, e foi canonizado em 1220 pelo Papa Honório III.
“A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo os teus venenos!” - São Bento
São Bento, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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