Baixe o aplicativo gratuitamente
Julho de 2026
⁵Ai de Assur! Ele é a vara e o bastão do meu furor, na sua mão está a minha indignação. ⁶Eu o enviarei a uma nação pérfida e lhe ordenarei que marche contra um povo que eu olho com furor, para que leve deles os despojos, o ponha a saque e o calque aos pés como a lama nas ruas. ⁷Mas ele não o julgará desta maneira, nem o seu coração o pensará assim; o seu coração somente pensará em destruir e exterminar numerosas nações. ¹³Porquanto ele disse: “Pelo esforço da minha mão fiz isto e com a minha sabedoria o entendi; mudei os limites dos povos e despojei os seus príncipes, e, como poderoso, derrubei os que residiam em altos postos. ¹⁴A minha mão tomou como a um ninho a riqueza dos povos; e, assim como se recolhem os ovos que foram deixados, assim juntei eu toda a terra, e não houve quem movesse a asa, nem abrisse a boca, nem soltasse o menor grito”. ¹⁵Acaso se gloriará o machado contra o que corta com ele? Ou se levantará a serra contra aquele por quem é posta em movimento? Como se a vara se levantasse contra o que a maneja, e como se o bastão se orgulhasse, ele que não passa de um pedaço de pau. ¹⁶Por isso o dominador, o Senhor dos Exércitos, enviará a fraqueza sobre os robustos dos assírios; e ela arderá como o fogo dum incêndio ateado debaixo da sua glória.
Palavra do Senhor.
⁵ Humilharam, Senhor, o teu povo e oprimiram a tua herança.
⁶ Mataram a viúva e o estrangeiro, e tiraram a vida aos órfãos. R.
⁷ E disseram: “Não o verá o Senhor, nem o saberá o Deus de Jacó”.
⁸ Refleti, insensatos do povo; e vós, néscios, sede enfim prudentes. R.
⁹ Porventura aquele que criou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá?
¹⁰ O que castiga as gentes, não repreenderá, ele que ensina ao homem a ciência? R.
¹⁴ Porque o Senhor não repelirá o seu povo, nem abandonará a sua herança,
¹⁵ até que a justiça faça brilhar o seu julgamento, e estejam perto dela todos os retos de coração. R.
²⁵Então Jesus, falando novamente, disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. ²⁶Assim é, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. ²⁷Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Boaventura nasceu na Itália, e seu nome de batismo era João Fidanza. Filho de um médico, desde cedo demonstrou que não queria seguir a carreira do pai.
Segundo uma tradição, quando criança, foi curado de uma grave enfermidade por intercessão de São Francisco de Assis. Ao vê-lo restabelecido, São Francisco teria exclamado: “Oh, boa ventura!”, expressão que originou o nome pelo qual é conhecido até hoje.
Aos 18 anos, João foi enviado a Paris, onde ingressou na Ordem dos Frades Menores. Dedicou-se com fervor aos estudos de filosofia e teologia. Em 1253, após concluir sua formação, obteve a licença para ensinar teologia na Universidade de Paris.
Em 1257, São Boaventura foi eleito Ministro Geral da Ordem Franciscana em um momento difícil, no qual a Ordem enfrentava tensões internas entre os que queriam manter um espírito mais radical de pobreza e os que seguiam uma linha mais moderada. Para fortalecer a unidade, escreveu a Legenda Maior, biografia oficial de São Francisco de Assis.
São Boaventura percorreu diversos países europeus, visitando comunidades e promovendo reformas com equilíbrio, humildade e firmeza. Sob sua liderança, a Ordem se consolidou e cresceu em número e espiritualidade.
Considerado um dos maiores teólogos da história, São Boaventura teve grande influência de Santo Agostinho, defendendo que a filosofia devia estar a serviço da teologia, pois só a revelação divina podia conduzir o ser humano à verdadeira sabedoria. Cristo era, para ele, o centro de todo conhecimento e o caminho para o Pai.
Defensor da tradição patrística, opôs-se ao uso excessivo do aristotelismo, valorizando a contemplação como meio privilegiado para o conhecimento de Deus. Em sua teologia trinitária, via o mundo como um reflexo da Santíssima Trindade: nas criaturas está presente o vestígio de Deus; nos homens, Sua imagem; e, nos santos, Sua semelhança.
Em 1271, participou da resolução do mais longo conclave da história, que elegeu o Papa Gregório X, seu amigo. Dois anos depois, foi nomeado cardeal e bispo de Albano. O Papa também o encarregou de preparar o II Concílio de Lyon, em 1274, com o objetivo de promover a unidade entre a Igreja do Ocidente e a do Oriente.
Assine a Minha Biblioteca Católica
Receba um tesouro da Igreja todo mês em sua casa
“Ainda que friamente aproxime-se confiando na misericórdia de Deus” - São Boaventura
São Boaventura, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica