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Julho de 2026
¹⁰Filha de Sião, entoa cânticos de louvor e alegra-te, porque eis que vou eu mesmo e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. ¹¹E naquele dia se aproximarão muitas nações do Senhor, e serão o meu povo, e eu habitarei no meio de ti, e tu saberás que o Senhor dos Exércitos é que me enviou a ti. ¹²E o Senhor possuirá Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá outra vez Jerusalém. ¹³Toda a carne esteja em silêncio diante da face do Senhor, porque ele se levantou da sua santa habitação.
Palavra do Senhor.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Zc 2,14-17
⁴⁶ Então Maria disse: “A minha alma glorifica o Senhor;
⁴⁷ e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador. R.
⁴⁸ Porque lançou os olhos para a baixeza da sua serva; Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
⁴⁹ Porque fez em mim grandes coisas aquele que é poderoso, e cujo nome é santo. R.
⁵⁰ E cuja misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem.
⁵¹ Manifestou o poder do seu braço; dissipou aqueles que se orgulhavam nos pensamentos do seu coração. R.
⁵² Depôs do trono os poderosos e elevou os humildes.
⁵³ Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. R.
⁵⁴ Tomou cuidado de Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia;
⁵⁵ Conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua posteridade para sempre.” R.
⁴⁶Estando ele ainda a falar ao povo, eis que sua Mãe e seus irmãos se achavam do lado de fora, desejando lhe falar. ⁴⁷Alguém disse-lhe: “Tua Mãe e teus irmãos estão ali fora, à tua procura”. ⁴⁸Ele, porém, respondendo ao que lhe falava, disse-lhe: “Quem é minha mãe, e quem são os meus irmãos?”. ⁴⁹E, estendendo a mão para seus discípulos, prosseguiu: “Eis minha mãe e meus irmãos. ⁵⁰Porque todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, e irmã, e mãe”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Júlia Maria Francisca Postel nasceu no dia 28 de novembro de 1756, em Barfleur, na França, filha de João Postel e Teresa Levallois.
Desde a infância, demonstrava um coração sensível aos pobres e doentes. Com apenas cinco anos, deu seu casaco a um menino vestido de farrapos e, pouco depois, entregou seus sapatos novos a outro que usava calçados rasgados. Ajudava as mães com muitos filhos, carregando água, acendendo o fogo e cuidando de crianças abandonadas.
Aos nove anos, fez votos de castidade e de dedicação à salvação do próximo. Era tão querida que foi admitida à Primeira Comunhão com uma autorização especial do bispo e jejuava em segredo, alimentando-se apenas de pão seco.
Um dia, ao sair da escola, encontrou dois soldados prestes a duelar. Ajoelhou-se diante deles, mostrou-lhes um crucifixo e os homens, tocados, se reconciliaram.
Com 18 anos, abriu um pensionato em Barfleur, ensinando às crianças leitura, matemática, crochê e culinária. Nunca abandonou os pobres: buscava-os, consolava-os e ajudava sempre que podia. Em 1798, tornou-se terciária franciscana. Em 8 de setembro de 1807, fundou o Instituto das Pobres Filhas das Escolas Cristãs da Misericórdia, com uma regra simples e profunda: “silêncio, obediência pronta, absoluta e alegre”. Em pouco tempo, duzentas meninas já frequentavam as aulas das religiosas.
Em 1837, já idosa, viu com alegria suas religiosas pronunciarem os votos segundo as Constituições de São João Batista de La Salle: oferecer instrução gratuita, servir nos hospitais e manter a dependência direta da Santa Sé.
Santa Maria Madalena Postel faleceu no dia 15 de julho de 1846, aos 90 anos, depois de uma vida inteira dedicada ao bem. Foi declarada venerável em 31 de maio de 1903, beatificada em 22 de janeiro de 1908 e canonizada pelo Papa Pio XI no dia 24 de maio de 1925.
“Estou bem, já que estou como o Bom Deus quer que eu esteja.” - Santa Maria Madalena Postel
Santa Maria Madalena Postel, rogai por nós.
No dia 16 de julho é comemorado o dia de Nossa Senhora do Carmo, cuja devoção teve origem no final do século XII, com os primeiros carmelitas que surgiram nessa época.
Alguns cavaleiros cruzados, cansados das violências e injustiças das guerras, buscaram uma vida mais santa no Monte Carmelo. Ali, atraídos pela espiritualidade do profeta Elias, construíram uma capela dedicada à Virgem Maria e, ao redor dela, viviam em oração, penitência e trabalho. Foi assim que nasceu a Ordem do Carmo, sob a proteção de Nossa Senhora.
O milagre que fortaleceu essa devoção aconteceu no dia 16 de julho de 1251. São Simão Stock, Prior-Geral dos carmelitas, rezava pedindo um sinal da proteção de Maria sobre a Ordem.
Então, a Virgem apareceu rodeada de anjos e lhe entregou o Escapulário, dizendo:
“Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário. Quem com ele morrer não se perderá. Ele será sinal da minha aliança, proteção nos perigos e salvação para quem o usar com devoção.”
O sinal concreto dessa devoção até hoje é o próprio Escapulário: um pequeno pedaço de tecido usado no pescoço, que simboliza a consagração a Nossa Senhora, a proteção da Mãe do Carmo e o compromisso de viver unido a Cristo.
Em Fátima, na última aparição, a Virgem reforçou esse pedido, aparecendo como Nossa Senhora do Carmo, com o Escapulário nas mãos.
“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Autor: Redação Biblioteca Católica