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Julho de 2026
¹Por aquele tempo, Ezequias adoeceu de morte, e o profeta Isaías, filho de Amós, foi ter com ele, dizendo-lhe: “Eis o que diz o Senhor: Põe em ordem as coisas da tua casa, porque vais morrer e não viverás”. ²Ezequias voltou o seu rosto para a parede, orou ao Senhor ³e disse: “Peço-te, Senhor, que te lembres de como tenho andado diante de ti na verdade e com um coração perfeito, e como tenho feito o que é bom aos teus olhos”. Depois Ezequias derramou abundantes lágrimas. ⁴Então o Senhor falou a Isaías, dizendo: ⁵“Vai e dize a Ezequias. Eis o que diz o Senhor Deus de Davi, teu pai: Eu ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. Acrescentarei aos teus dias quinze anos ⁶e te livrarei da mão do rei dos assírios, a ti, e a esta cidade, e a protegerei. ²¹Ora, Isaías mandou que tomassem uma massa de figos e que, feita com ela uma cataplasma, a pusessem sobre a chaga [de Ezequias], e o rei haveria de se curar. ²²Ezequias disse: “Que sinal terei eu de que ainda hei de subir à casa do Senhor?” ⁷Eis o sinal que o Senhor te dará, para te assegurar que cumprirá o que disse: ⁸Eu farei com que a sombra das linhas pelas quais ela tinha passado no relógio de Acaz, em razão do giro do sol, volte dez linhas para trás”. E o sol recuou dez linhas pelos graus por que já tinha avançado.
Palavra do Senhor.
¹⁰ Eu disse: Na metade de meus dias, irei às portas do inferno; busquei o resto de meus anos. R.
¹¹ Eu disse: Não verei mais o meu Senhor Deus na terra dos viventes; não verei mais homem algum nem habitante do repouso. R.
¹² Foi-me tirado o tempo da minha vida, e ela se me enrolou como uma tenda de pastores. A minha vida foi cortada como por um tecelão; quando eu ainda a estava urdindo, ele a cortou; desde a manhã até a tarde tu acabarás comigo. R.
¹⁶ Senhor, se é assim que se vive, e se a vida do meu espírito consiste em tais coisas, tu me castigarás e me darás a vida. R.
¹Naquele tempo, num dia de sábado, passava Jesus por umas searas, e seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comê-las. ²Ao verem isso os fariseus, disseram-lhe: “Eis que os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer aos sábados”. ³Ele, porém, lhes disse: “Não lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? ⁴Como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição, os quais não era lícito comer, nem a ele, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? ⁵Não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e contudo ficam sem pecado? ⁶Ora eu digo-vos que aqui está alguém que é maior que o templo. ⁷E se vós soubésseis o que quer dizer: Quero misericórdia e não sacrifício, jamais condenaríeis inocentes. ⁸Porque o filho do homem é senhor até do próprio sábado”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, no ano de 1527, em uma família nobre e rica. Filho de D. Emanuel e Dona Vielante, passou a administrar os bens da família aos 18 anos.
Após fazer um retiro espiritual em Coimbra, decidiu seguir a vocação religiosa e ingressou na Companhia de Jesus em 1548.
Antes mesmo de concluir seus estudos de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio, em Lisboa, e depois atuou como vice-provincial em 1556. Também colaborou com o bispo de Braga na reforma da diocese e, mais tarde, foi enviado a Roma para participar da eleição do novo Superior Geral da Companhia.
Foi São Francisco de Borja quem confiou a Inácio a inspeção das missões da Companhia de Jesus nas Índias e no Brasil, e, em 1565, embarcou nessa missão, que durou cerca de três anos. Retornando à Europa, relatou a necessidade urgente de reforços para a evangelização no Brasil, ainda em seus primeiros anos. Recebeu a missão de recrutar novos missionários e liderar a expedição de volta às terras brasileiras.
No dia 5 de junho de 1570, Inácio embarcou no navio mercante São Tiago com mais 39 companheiros jesuítas. Atravessaram o Atlântico e chegaram à Ilha da Madeira, onde parte da esquadra permaneceu. O capitão do São Tiago, no entanto, seguiu viagem rumo às Canárias, mesmo com relatos de piratas calvinistas na região.
Perto da ilha Grande Canária, foram atacados pelo corsário francês Jacques Sourie, que havia partido de La Rochelle com o objetivo de capturar os jesuítas. Após intensa luta, o navio foi dominado. Todos os jesuítas a bordo foram friamente degolados, incluindo um postulante recém-admitido durante a viagem. Ao todo, 40 missionários entregaram suas vidas por Cristo naquele dia.
Beato Inácio de Azevedo morreu como mártir ao lado de seus companheiros. O culto aos 40 mártires foi confirmado pelo Papa Pio IX em 1854.
Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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