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Julho de 2026
¹Durante a noite no meu leito busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei. ²Levantar-me-ei e percorrerei a cidade; buscarei pelas ruas e praças públicas aquele a quem ama a minha alma. Busquei-o, e não o achei. ³Os guardas que rondam a cidade encontraram-me, e eu disse-lhes: “Vistes porventura aquele a quem ama a minha alma?” ⁴ᵃTendo-os ultrapassado um pouco, encontrei aquele a quem ama a minha alma.
Palavra do Senhor.
Ou:
¹⁴Pois o amor de Cristo nos constrange, considerando nós que, se um morreu por todos, logo todos morreram; ¹⁵e Cristo morreu por todos, a fim de que aqueles que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles. ¹⁶Por isso nós, desde agora, a ninguém conhecemos segundo a carne. E, se [outrora] conhecemos a Cristo segundo a carne, agora já o não conhecemos. ¹⁷Se alguém, pois, está em Cristo, é uma nova criatura; passaram as coisas velhas, eis que tudo se fez novo.
Palavra do Senhor.
² Ó Deus, ó meu Deus, a ti vigio desde a aurora. De ti está sedenta a minha alma. E de quantas maneiras a minha carne! R.
³ Em terra deserta, intransitável e sem água, nela me apresentei a ti como no santuário, para contemplar o teu poder e a tua glória.
⁴ Porque a tua misericórdia é melhor que as vidas, os meus lábios te louvarão. R.
⁵ Assim te bendirei em minha vida.
⁶ Como de banha e de gordura seja farta a minha alma, e com lábios de júbilo te louvará a minha boca. R.
⁸ Porque foste o meu defensor; e à sombra das tuas asas exultarei.
⁹ A minha alma está presa a ti; a tua destra me acolheu. R.
¹No primeiro dia da semana, foi Maria Madalena ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. ²Então correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: “Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!”. ¹¹Entretanto Maria [Madalena] conservava-se da parte de fora do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para o sepulcro. ¹²Viu então dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde fora posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. ¹³E eles disseram-lhe: “Mulher, por que choras?”. Respondeu-lhes: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”. ¹⁴Ditas estas palavras, voltou-se para trás, e viu Jesus, em pé; mas não sabia que era Jesus. ¹⁵Disse-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? A quem procuras?”. Ela, julgando que era o jardineiro, respondeu-lhe: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei”. ¹⁶Disse-lhe Jesus: “Maria!”. Ela, voltando-se, exclamou: “Rabbuni!” (que quer dizer Mestre). ¹⁷Disse-lhe Jesus: “Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai. Mas vai a meus irmãos e dize-lhes: ‘Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus’”. ¹⁸Foi Maria Madalena dar a notícia aos discípulos: “Vi o Senhor, e ele disse-me estas coisas”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Maria Madalena nasceu na pequena cidade de Magdala, às margens do lago de Tiberíades. Foi mencionada nos Evangelhos como uma das mulheres que acompanhavam Jesus, após ter sido libertada por Ele de sete demônios.
Após sua cura, Maria Madalena tornou-se discípula fiel, seguindo o Senhor e servindo-o com sua vida. Esteve presente nos momentos mais difíceis da Paixão, ao pé da cruz, enquanto a maioria dos discípulos havia fugido. Acompanhou o sepultamento de Jesus e foi a primeira a visitar o túmulo na manhã da Ressurreição.
No primeiro dia da semana, ao ir ao sepulcro, Maria viu que a pedra fora removida e, chorando diante do túmulo vazio, foi consolada por dois anjos. Em seguida, encontrou-se com o próprio Jesus, mas não o reconheceu de imediato. Só ao ouvir seu nome pronunciado pelo Senhor é que o reconheceu e respondeu: “Rabôni!”, que quer dizer “Mestre!”.
Foi então enviada por Jesus para anunciar aos apóstolos, tornando-se, assim, a primeira testemunha da Ressurreição, aquela que levou a alegre notícia aos discípulos. Por isso, Santo Tomás de Aquino lhe deu o título de “Apóstola dos Apóstolos”.
Ao longo da história, Maria Madalena foi equivocadamente identificada com outras figuras bíblicas, como a pecadora anônima que ungiu os pés de Jesus ou Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro. No entanto, os textos evangélicos não afirmam essa associação, e os estudiosos atuais tendem a separar essas personagens.
Em 2016, o Papa Francisco elevou sua memória litúrgica à categoria de Festa, celebrada em 22 de julho, destacando a importância desta mulher na missão da Igreja: a de anunciar o Cristo vivo e ressuscitado.
“Eu vi o Senhor!” - Santa Maria Madalena
Santa Maria Madalena, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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