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Julho de 2026
¹⁴Convertei-vos a mim, filhos rebeldes, diz o Senhor, porque eu sou vosso esposo e vos tomarei, um de cada cidade, e dois de cada família, e vos introduzirei em Sião. ¹⁵E vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com a ciência e com a doutrina. ¹⁶E, depois que vos multiplicardes e crescerdes na terra naqueles dias”, diz o Senhor, “não se falará mais da arca da aliança do Senhor; nem lhes virá ao pensamento, nem se lembrarão dela, nem será visitada, nem se fará outra”. ¹⁷Naquele tempo, chamarão a Jerusalém trono do Senhor; e se reunirão todas as nações em Jerusalém em nome do Senhor, e não andarão atrás da maldade do seu péssimo coração.
Palavra do Senhor.
¹⁰ Ouvi, nações, a palavra do Senhor, e anunciai-a às ilhas longínquas, e dizei: ‘O que dispersou Israel o congregará, e o guardará como um pastor guarda o seu rebanho. R.
¹¹ Porque o Senhor resgatou Jacó e livrou-o da mão do mais poderoso’.
¹²ᵃ E virão e darão louvores no monte de Sião,
¹²ᵇ e correrão aos bens do Senhor, R.
¹³ Então se alegrará a virgem na dança, e também os jovens e os velhos juntamente. Converterei o seu pranto em gozo e os consolarei, e, passada a sua dor, os encherei de alegria. R.
¹⁸Ouvi, pois, vós a parábola do semeador: ¹⁹A todo aquele que ouve a palavra do reino e não lhe presta atenção, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração: este é o que recebeu a semente ao longo da estrada. ²⁰O que recebeu a semente no lugar pedregoso, é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com gosto; ²¹porém, não tem em si raiz, antes é de pouca duração. E quando lhe sobrevêm tribulação e perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza. ²²O que recebeu a semente entre espinhos, é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações deste século e a sedução das riquezas sufocam a palavra, tornando-a infrutífera. ²³O que recebeu a semente em boa terra, porém, é aquele que ouve a palavra e lhe presta atenção; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta por um.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Youssef Antoun Makhlouf nasceu em 1828, no Líbano, em uma família de camponeses pobres, com cinco irmãos. Seu pai faleceu quando ele tinha apenas três anos, levando sua mãe a se casar novamente com um homem piedoso, que se tornou sacerdote — como era permitido pela tradição das Igrejas orientais.
Desde pequeno, Youssef se sentia atraído pela vida religiosa. Admirava profundamente dois tios que viviam como eremitas e costumava ouvi-los como se fossem heróis da fé. Aos 10 anos, ajudava sua família como pastor, mas aproveitava todo o tempo livre para rezar em silêncio dentro de uma caverna.
Aos 23 anos, em 1851, ouviu o chamado de Deus e deixou tudo para ingressar na Ordem Libanesa Maronita, no mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq. Ao professar os votos, assumiu o nome de Charbel, que significa “a história de Deus” em siríaco. Dedicou-se com seriedade aos estudos de filosofia e teologia, e se destacou pela vida de oração, jejum e serviço aos pobres e doentes, executando com humildade até mesmo os trabalhos mais simples, como cuidar dos campos.
Em 1875, com 47 anos, sentiu-se chamado a viver a Regra dos eremitas maronitas. Retirou-se para a ermida de São Pedro e São Paulo, perto do mosteiro de Annaya, onde viveu os últimos 23 anos de sua vida em total solidão, entrega e penitência. Dividia a vida com dois outros monges, em silêncio, jejum rigoroso e contínua oração. Raramente saía de sua cela, exceto para a Missa, e era frequentemente encontrado rezando de braços abertos diante do crucifixo. Sua cela era extremamente pobre, e seu alimento, mínimo.
No dia 16 de dezembro de 1898, durante a celebração da Missa, Charbel passou mal no momento da elevação da Eucaristia. Após oito dias de agonia, faleceu em 1898.
Pouco depois de sua morte, monges começaram a testemunhar luzes misteriosas sobre seu túmulo durante a noite. Quando seu corpo foi exumado, foi encontrado incorrupto, exalando um líquido semelhante a sangue e água. Isso se repetiu em exumações posteriores.
Durante o último reconhecimento do corpo, em 1950, seu rosto foi impresso em um pano, e várias curas instantâneas foram registradas entre os presentes. A fama de santidade se espalhou rapidamente, com milhares de curas atribuídas à sua intercessão. O Papa São Paulo VI o beatificou e, posteriormente, o canonizou.
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“No caminho do Senhor, se você retroceder um passo, o diabo te faz recuar dez; se você avançar um passo, o Senhor o ajudará a dar cem" - São Charbel Makhlouf
São Charbel Makhlouf, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica