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Julho de 2026
¹⁷E tu lhes dirás esta palavra: ‘Derramem os meus olhos lágrimas de noite e de dia, e não cessem, porque a virgem filha do meu povo, com uma grande ruína, ficou maltratada com uma chaga maligna em extremo’”. ¹⁸“Se saio aos campos, eis que vejo homens mortos à espada; se entro na cidade, eis que vejo outros que a fome consome. Até os profetas e os sacerdotes foram a uma terra que não conheciam. ¹⁹Porventura rejeitaste inteiramente Judá? Ou a tua alma detestou Sião? Por que nos tens ferido, pois, sem que nos reste melhora alguma? Esperamos a paz, e não há nenhum bem nem o tempo da cura: eis-nos todos em perturbação. ²⁰Nós reconhecemos, Senhor, as nossas impiedades, as iniquidades de nossos pais, porque pecamos contra ti. ²¹Não nos entregues ao opróbrio, por amor do teu nome, nem permitas que seja ultrajado por causa de nós o trono da tua glória; lembra-te, não anules a tua aliança conosco. ²²Porventura há entre os simulacros das gentes alguns que façam chover? Ou que possam dar as chuvas do céu? Não és tu que as envias, tu, o Senhor nosso Deus, em quem esperamos? És tu que tens feito todas estas coisas."
Palavra do Senhor.
⁸ Não te lembres de nossas antigas maldades, antecipem-se o quanto antes as tuas misericórdias, porque fomos reduzidos à última miséria. R.
⁹ Ajuda-nos, ó Deus, salvador nosso, e pela glória do teu nome, Senhor, livra-nos; perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome. R.
¹¹ Cheguem à tua presença os gemidos dos cativos. Segundo o poder grande do teu braço conserva os filhos dos que foram mortos.
¹³ Nós, porém, teu povo e ovelhas de teu pasto, nós te glorificaremos para sempre; de geração em geração os teus louvores anunciaremos. R.
³⁶Então, despedido o povo, foi para casa, e chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: “Explica-nos a parábola da cizânia no campo”. ³⁷Ele, respondendo, disse-lhes: “O que semeia a boa semente é o Filho do homem. ³⁸O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino. A cizânia são os filhos do maligno. ³⁹E o inimigo que a semeou, é o demônio. O tempo da ceifa é o fim do mundo. Os segadores são os anjos. ⁴⁰De maneira que, assim como é colhida a cizânia e queimada no fogo, assim acontecerá no fim do século. ⁴¹O Filho do homem enviará os seus anjos, e tirarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade. ⁴²E os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. ⁴³Então resplandecerão os justos como o sol no reino de seu Pai. O que tem ouvidos para ouvir, ouça”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
José Caselles Moncho nasceu em 8 de agosto de 1907, na cidade de Benidoleig, em Alicante. Ainda jovem, ingressou no colégio salesiano de Valência e decidiu seguir a vocação religiosa. Entrou no aspirantado de Campello e, em 1927, iniciou seus estudos teológicos em Carabanchel, Madrid, e foi ordenado sacerdote em Valência, no ano de 1936.
Já José Castell Camps nasceu em 1902, na cidade de Ciutadella de Menorca. Também sentiu o chamado à vida salesiana na juventude e ingressou na formação em Campello e Carabanchel. Em 1918, professou seus votos e foi ordenado presbítero em 1927.
Ambos os sacerdotes exerceram seu ministério com zelo e dedicação, especialmente no cuidado e educação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Durante a eclosão da Guerra Civil, a perseguição religiosa se intensificou. Padres, religiosos e leigos foram alvos de ódio por sua fé. José Caselles Moncho permaneceu firme em sua missão de proteger as crianças, mesmo diante do perigo, mas acabou sendo capturado, cruelmente torturado e assassinado em Barcelona, no dia 27 de julho de 1936.
José Castell Camps também foi forçado a deixar a comunidade salesiana e buscou refúgio na cidade. Contudo, foi identificado por uma patrulha de milicianos, preso e executado no dia seguinte, em 28 de julho de 1936.
Fiéis até o fim, os dois sacerdotes salesianos derramaram seu sangue por amor a Cristo e à Igreja. Foram beatificados pelo Papa São João Paulo II em março de 2001, junto a outros mártires da Guerra Civil Espanhola.
Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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