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Julho de 2026
⁷Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. ⁸Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é caridade. ⁹Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele tenhamos a vida. ¹⁰A caridade consiste nisto: em não termos sido nós os que amamos a Deus, mas ele foi o primeiro que nos amou a nós, e enviou o seu Filho como vítima de propiciação pelos nossos pecados. ¹¹Caríssimos, se Deus nos amou assim, devemos nós também amarmo-nos uns aos outros. ¹²Ninguém jamais viu a Deus. [Porém] se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós, e a sua caridade é em nós perfeita. ¹³Por isto conhecemos que estamos nele e ele em nós: porque nos comunicou o seu Espírito. ¹⁴E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou o seu Filho [para ser o] Salvador do mundo. ¹⁵Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. ¹⁶E nós conhecemos e cremos na caridade que Deus tem por nós. Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus, e Deus nele.
Palavra do Senhor.
² Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre na minha boca.
³ No Senhor se gloriará a minha alma. Ouçam-no os humildes e alegrem-se. R.
⁴ Engrandecei comigo o Senhor, e juntos exaltemos o seu nome.
⁵ Busquei o Senhor, e ele ouviu-me, e livrou-me de todas as minhas tribulações. R.
⁶ Aproximai-vos dele e sereis iluminados, e os vossos rostos não serão confundidos.
⁷ Este pobre clamou, e o Senhor o ouviu, e o salvou de todas as suas tribulações. R.
⁸ O anjo do Senhor andará à volta dos que o temem, e os livrará.
⁹ Provai e vede quão suave é o Senhor; ditoso o homem que espera nele. R.
¹⁰ Temei o Senhor, vós todos os santos, porque não há indigência aos que o temem.
¹¹ Os ricos tiveram necessidade e fome, mas os que buscam o Senhor não terão falta de bem algum. R.
¹⁹E muitos judeus tinham ido ter com Marta e Maria, para as consolarem por seu irmão. ²⁰Então Marta, logo que ouviu que vinha Jesus, saiu-lhe ao encontro, e Maria ficou em casa sentada. ²¹Disse então Marta a Jesus: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. ²²Mas também sei agora que tudo o que pedires a Deus, Deus te concederá”. ²³Respondeu-lhe Jesus: “Teu irmão há de ressuscitar”. ²⁴Disse-lhe Marta: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia”. ²⁵Disse-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ²⁶e todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Crês nisto?”. ²⁷Ela respondeu: “Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, Filho do Deus vivo, que vieste a este mundo”.
Palavra da Salvação.
Ou:
³⁸Aconteceu que, indo em viagem, entrou em uma certa aldeia, e uma mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. ³⁹Ela tinha uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. ⁴⁰Marta, porém, afadigava-se na contínua lida da casa; ela apresentou-se a Jesus e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço da casa? Dize-lhe que me ajude”. ⁴¹O Senhor respondeu-lhe: “Marta, Marta, tu afadigas-te e andas inquieta com muitas coisas. ⁴²Entretanto uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Marta, Maria e Lázaro, irmãos que viviam perto de Jerusalém, são conhecidos pelo profundo vínculo de amizade que os unia a Jesus. As Escrituras mostram que Jesus se hospedava frequentemente em sua casa, onde encontrava acolhimento e descanso.
As irmãs avisaram a Jesus que Lázaro estava doente, e a resposta de Marta a Jesus após a morte do irmão revela a profundidade de sua fé: “Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, também agora, sei que tudo o que pedires a Deus, Ele te concederá.” Diante dela, Jesus se apresenta como “a Ressurreição e a Vida”, e Marta professa: “Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo.”
Maria, por sua vez, é símbolo da escuta atenta e da contemplação. Sentada aos pés de Jesus, ela “escolheu a melhor parte”. O Papa Francisco, ao refletir sobre essa cena, disse: “Ela deixou o que estava fazendo para ficar perto de Jesus... Quando Ele entra em nossa vida, Sua presença e Sua palavra vêm antes de tudo.”
Marta também é exemplo de serviço generoso. O Papa recorda que ela possuía “o carisma da hospitalidade” e nos convida a imitar sua prontidão no acolhimento, sobretudo dos pobres e necessitados. Assim, as duas irmãs representam as dimensões complementares da vida cristã: ação e contemplação.
O Evangelho de São João narra que Jesus, diante do túmulo de Lázaro, “comoveu-se profundamente” e chorou. Ao chamá-lo para fora da sepultura, Cristo não apenas devolveu-lhe a vida, mas revelou-se como Senhor da morte. A ressurreição de Lázaro se tornou um sinal profético da própria ressurreição de Jesus e, por isso, muitos passaram a crer.
A casa de Betânia e o túmulo de Lázaro tornaram-se, desde os primeiros séculos, destino de peregrinação. Hoje, a Igreja celebra os três irmãos juntos, reconhecendo neles modelos de fé, hospitalidade e amizade com Deus.
Santos Marta, Maria e Lázaro, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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