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Julho de 2026
¹No princípio do reinado de Joaquim, filho de Josias, rei de Judá, falou-me o Senhor nos termos seguintes. ²Isto diz o Senhor: “Põe-te no átrio da casa do Senhor, e falarás a todas as cidades de Judá, donde vem gente para adorar na casa do Senhor. Anunciarás todas as palavras que te tenho mandado que lhes anuncies; não omitas uma só palavra, ³para ver se acaso eles te ouvem e se convertem cada um do seu mau caminho, a fim de que eu me arrependa do mal que cogito lhes fazer por causa da malícia das suas paixões. ⁴E lhes dirás: ‘Isto diz o Senhor: Se não me ouvirdes e se não andardes segundo a lei que eu vos dei, ⁵ouvindo as palavras dos meus profetas, os servos que com tanta solicitude vos enviei e dirigi a vós, e os quais não ouvistes, ⁶farei a esta casa o que fiz a Silo, e farei que esta cidade seja objeto da maldição de todas as nações da terra’”. ⁷Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram Jeremias proferindo estas palavras na casa do Senhor. ⁸Tendo Jeremias acabado de dizer tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado que dissesse a todo o povo, os sacerdotes, os profetas e todo o povo lançaram-se sobre ele, dizendo: “Deves morrer! ⁹Por que profetizaste em nome do Senhor dizendo: ‘Esta casa será tratada como Silo, e esta cidade será destruída sem que fique ninguém para habitá-la’?”. E todo o povo se juntou contra Jeremias na casa do Senhor.
Palavra do Senhor.
⁵ Multiplicaram-se, mais que os cabelos da minha cabeça, aqueles que me odeiam sem razão. Tornaram-se fortes os meus inimigos que me perseguem injustamente; paguei o que não tinha roubado. R.
⁸ Pois por tua causa sofri afronta, foi coberto de confusão o meu rosto.
⁹ Tornei-me um estranho para meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe,
¹⁰ porque o zelo da tua casa devorou-me, e os opróbrios dos que te insultavam recaíram sobre mim. R.
¹⁴ Porém eu, Senhor, dirigia-te a minha oração: Eis o tempo favorável, ó Deus; ouve-me segundo a multidão da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação. R.
⁵⁴Chegando à sua pátria, ensinava nas suas sinagogas, de modo que se admiravam e diziam: “Donde lhe vem esta sabedoria e estes milagres? ⁵⁵Porventura não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? ⁵⁶E suas irmãs não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, todas estas coisas?”. ⁵⁷E escandalizavam-se dele. Mas Jesus disse-lhes: “Não há profeta sem honra, senão na sua pátria e na sua casa”. ⁵⁸E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Iñigo Lopez de Loyola nasceu na Espanha, em uma família nobre e cristã. Tinha doze irmãos mais velhos e era um jovem sonhador e ousado, que se dedicou à carreira militar, almejando glórias e honra. Era valente e decidido, disposto a arriscar a própria vida por aquilo em que acreditava.
Durante uma batalha, foi gravemente ferido por uma bala de canhão, o que o obrigou a passar meses impossibilitado de se mover. Sem acesso aos livros que tanto gostava, acabou recebendo apenas dois: um sobre a vida de Cristo e outro sobre a vida dos santos. Ao lê-los, algo mudou dentro dele. Inácio começou a se perguntar: “E se eu fizesse como eles? Por que não eu?”.
Aquela inquietação interior transformou sua vida, e Inácio compreendeu que havia um Reino mais nobre a ser servido: o Reino de Cristo. Curado fisicamente, iniciou uma profunda conversão. Na capela do santuário de Nossa Senhora de Montserrat, pendurou sua espada diante do altar e renunciou às glórias mundanas. Deu as costas à vida de vaidades e escolheu a vida do espírito.
Inácio passou a viver como um peregrino, em profunda pobreza, penitência e oração. Enfrentou duras batalhas espirituais e aprendeu a buscar a “santa indiferença” — expressão que resumia seu desejo de querer apenas aquilo que o conduzisse à finalidade última do ser humano: louvar, reverenciar e servir a Deus.
Estudando em Paris, em 1534, junto com Francisco Xavier e outros companheiros, fundou a Companhia de Jesus. Movidos pelo mesmo ideal, colocaram-se à disposição do Papa para ir onde fossem mais necessários. Sob a liderança de Inácio, os jesuítas se espalharam pelo mundo, inclusive no Brasil, anunciando o Evangelho com zelo, inteligência e profunda espiritualidade.
Inácio escreveu os Exercícios Espirituais, uma das maiores obras de discernimento espiritual da Igreja. Morreu no dia 31 de julho de 1556, em Roma, e foi canonizado em 1622.
"Ad maiorem Dei gloriam (Para a maior glória de Deus)” - Santo Inácio de Loyola
Santo Inácio de Loyola, rogai por nós.
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Autor: Redação Biblioteca Católica