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Agosto de 2026
¹Naquele mesmo ano, no princípio do reinado de Sedecias, rei de Judá, no quinto mês do seu quarto ano, sucedeu que Hananias, filho de Azur, profeta de Gabaon, me disse, na casa do Senhor e na presença dos sacerdotes e de todo o povo, as seguintes palavras: ²“Isto diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eu quebrei o jugo do rei da Babilônia. ³Depois de passados ainda dois anos completos, eu farei restituir a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, levou deste lugar e transferiu à Babilônia. ⁴E farei que voltem para este mesmo lugar Jeconias, filho de Joaquim, rei de Judá, e todos os de Judá que foram levados cativos para a Babilônia, diz o Senhor; porque hei de quebrar o jugo do rei da Babilônia”. ⁵E o profeta Jeremias respondeu ao profeta Hananias, diante dos sacerdotes e de todo o povo que estava na casa do Senhor. ⁶Disse o profeta Jeremias: “Amém, assim queira o Senhor! Assim cumpra o Senhor as palavras que profetizaste e sejam restituídos os vasos à casa do Senhor, e todos os cativos voltem da Babilônia a este lugar. ⁷Porém, ouve esta palavra que eu digo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: ⁸os profetas que existiram antes de mim, e antes de ti, desde o princípio profetizaram também a muitas terras e a grandes reinos a desolação e a fome. ⁹O profeta que profetiza a paz, quando se cumprir a sua palavra, então se saberá que é profeta verdadeiramente enviado pelo Senhor”. ¹⁰Então o profeta Hananias tirou a cadeia do pescoço do profeta Jeremias e a quebrou. ¹¹E Hananias falou na presença de todo o povo, dizendo: “Isto diz o Senhor: Assim quebrarei eu o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, daqui a dois anos, tirando-o de cima da cerviz de todas as nações”. ¹²E o profeta Jeremias foi-se pelo seu caminho. Depois que o profeta Hananias quebrou a cadeia do pescoço do profeta Jeremias, foi dirigida a palavra do Senhor a Jeremias nos seguintes termos: ¹³“Vai e dize a Hananias: ‘Isto diz o Senhor: Quebraste umas cadeias de madeira; mas, em vez delas, farás cadeias de ferro. ¹⁴Porque isto diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eu pus um jugo de ferro sobre o pescoço de todas estas nações, para que sirvam a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e na realidade o servirão; além disto, dei-lhe até os animais do campo’”. ¹⁵Então o profeta Jeremias disse ao profeta Hananias: “Ouve, Hananias: o Senhor não te enviou, e tu és a causa de que este povo tenha depositado a sua confiança numa mentira. ¹⁶Portanto, isto diz o Senhor: ‘Eis que te exterminei da face da terra; morrerás este ano, pois falaste contra o Senhor’”. ¹⁷E o profeta Hananias morreu naquele ano, no sétimo mês.
²⁹ Afasta de mim o caminho da iniquidade, e tem misericórdia de mim, segundo a tua lei. R.
⁴³ E não tires jamais da minha boca a palavra da verdade, porque tenho esperado muito em teus juízos. R.
⁷⁹ Voltem-se para mim os que te temem e os que conhecem os teus testemunhos. R.
⁸⁰ Seja imaculado o meu coração nas tuas justificações, para que eu não seja confundido. R.
⁹⁵ Os pecadores esperaram-me para me perder; eu, porém, estive atento aos teus ensinamentos. R.
¹⁰² Não me desviei dos teus juízos, porque tu me prescreveste uma lei. R.
²²E imediatamente Jesus obrigou os seus discípulos a subir para a barca, e a passarem antes dele à outra margem do lago, enquanto ele despedia as turbas. ²³Despedida a gente, subiu solitário a um monte para orar. Quando chegou a noite, achava-se ali só. ²⁴Entrementes, a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário. ²⁵Porém, na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. ²⁶Quando o viram andar sobre o mar, turbaram-se, dizendo: “É um fantasma!”. E, com medo, começaram a gritar. ²⁷Mas Jesus falou-lhes imediatamente, dizendo: “Tende confiança; sou eu, não temais”. ²⁸E Pedro respondeu-lhe, dizendo: “Senhor, se és tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas”. ²⁹Ele disse: “Vem”. E, descendo Pedro da barca, caminhava sobre a água para ir até Jesus. ³⁰Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo; e, começando a afundar, deu um grito, dizendo: “Senhor, salva-me!”. ³¹Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o e disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”. ³²Então, depois que subiram para a barca, o vento cessou. ³³Os que estavam na barca aproximaram-se dele e o adoraram, dizendo: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”. ³⁴Depois que atravessaram o lago, foram para a terra de Genesaré. ³⁵Tendo-o reconhecido o povo daquele lugar, mandaram [mensageiros] por todo o país e lhe apresentaram todos os que padeciam algum mal, ³⁶rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos a orla de sua veste. E todos os que o tocaram, ficaram sãos.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
O pouco que se sabe sobre Santa Lídia está no livro dos Atos dos Apóstolos, mas seu testemunho foi tão marcante que atravessou os séculos.
Natural de Tiatira, na Grécia, era uma mulher próspera, comerciante de púrpura, que era um dos produtos mais caros da época, usado apenas pela nobreza. Estabelecida na cidade de Filipos, Lídia ocupava uma posição incomum para seu tempo: era chefe de sua casa e dona do próprio comércio.
Convertida do paganismo ao judaísmo, era prosélita, ou seja, de origem não judaica, mas seguidora fiel do Deus de Israel. Quando ouviu São Paulo anunciar Jesus Cristo, seu coração se abriu à fé cristã e pediu para ser batizada imediatamente. Mas Lídia não estava sozinha: toda a sua casa foi batizada com ela, mostrando sua autoridade e influência sobre os seus.
Após sua conversão, Lídia não apenas acolheu a fé, mas também os missionários, convidando São Paulo e seus companheiros a se hospedarem em sua casa, insistindo com determinação: “Se me julgais fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai nela.”
Ali, mesmo diante de perseguições e prisões, a comunidade cristã começava a tomar forma. Mais tarde, essa comunidade receberia a célebre Carta aos Filipenses, escrita por São Paulo.
Santa Lídia não foi apenas uma convertida, mas uma verdadeira missionária leiga, evangelizando por meio de seu testemunho, de sua influência no comércio e de sua acolhida generosa.
Ao longo da história, a memória de Santa Lídia permaneceu viva na Tradição cristã. Seu nome aparece em inscrições antigas nas catacumbas, e seu culto é celebrado com devoção.
Pela sua profissão, é invocada como padroeira dos tintureiros e dos comerciantes. E, por sua fé firme e coração aberto ao Evangelho, é lembrada como a primeira cristã da Europa e uma das grandes mulheres da Igreja nascente.
Santa Lídia, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Palavra do Senhor.