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Agosto de 2026
¹Palavra que foi dirigida pelo Senhor a Jeremias, nos termos seguintes. ²Isto manda o Senhor Deus de Israel: “Escreve num livro todas as palavras que eu te tenho dito. ¹²Assim fala o Senhor: “Incurável é a tua fratura, maligníssima a tua chaga. ¹³Não há quem forme um juízo exato do teu mal para o curar; os remédios que aplicam são inúteis. ¹⁴Todos os que te amavam, esqueceram-se de ti e não te buscam, porque eu te feri como inimigo e castiguei-te cruelmente, por causa da multidão das tuas maldades e do teu endurecimento no pecado. ¹⁵Por que gritas sobre o teu tormento? Incurável é a tua dor; por causa da multidão das tuas maldades e do teu endurecimento no pecado é que te tratei assim. ¹⁸Diz, porém, o Senhor: “Eis que farei voltar os cativos que habitam nas tendas de Jacó e terei compaixão das suas casas, e a cidade será edificada na sua colina e o templo será fundado segundo o seu estado anterior. ¹⁹Sairão deles louvores e gritos de júbilo, e os multiplicarei e não serão mais humilhados. ²⁰Os seus filhos serão como eram no princípio, e a sua congregação permanecerá diante de mim, e castigarei todos os seus opressores. ²¹Dele nascerá o seu capitão, e o seu príncipe sairá do meio dele; eu o trarei, e ele se aproximará de mim. Quem é, pois, aquele que inclinará o seu coração para aproximar-se de mim?”, diz o Senhor. ²²“Vós sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus”.
Palavra do Senhor.
¹⁶ E as nações temerão o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra respeitarão a tua glória.
¹⁷ Porque o Senhor edificou Sião, e será visto na sua glória.
¹⁸ Atendeu à oração dos humildes e não desprezou a sua prece. R.
¹⁹ Sejam escritas estas coisas para a geração futura, e o povo, que há de ser criado, louvará o Senhor,
²⁰ porque olhou do alto do seu santuário; o Senhor olhou do céu sobre a terra,
²¹ para ouvir os gemidos dos encarcerados, para libertar os filhos dos condenados à morte, R.
²⁹ Os filhos dos teus servos habitarão [em Jerusalém], e a sua posteridade será estável para sempre.
²² a fim de que anunciem em Sião o nome do Senhor e o seu louvor em Jerusalém,
²³ quando se juntarem os povos e os reis para servirem ao Senhor. R.
¹Então aproximaram-se dele uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: ²“Por que violam os teus discípulos a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem pão”. ¹⁰Então, convocando a multidão para perto de si, disse-lhes: “Ouvi e entendei! ¹¹Não é aquilo que entra pela boca que mancha o homem, mas aquilo que sai da boca, isto é que torna imundo o homem”. ¹²Então, aproximando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: “Sabes que os fariseus, ouvindo estas palavras, se escandalizaram?”. ¹³Mas ele, respondendo, disse: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada pela raiz. ¹⁴Deixai-os! São cegos, e guias de cegos, e se um cego guia outro cego, ambos caem na fossa”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
João Maria Vianney nasceu em 1786, na pequena cidade de Dardilly, na França, em uma família com sete filhos, dos quais João Maria era o quarto.
Desde a infância, manifestava o desejo de tornar-se sacerdote, e, apesar da resistência do pai, que temia perder o filho para o seminário, João Maria contou com o apoio do pároco local e, aos vinte anos, iniciou sua formação no Seminário de Écully.
Os estudos, porém, foram uma enorme provação. Como foi pouco instruído na infância, encontrou grande dificuldade em acompanhar disciplinas como filosofia e teologia. Muitos o consideravam apenas um rude camponês, sem capacidade para o ministério sacerdotal.
Ainda assim, em 1815, foi ordenado sacerdote, embora com uma limitação: não lhe era permitido confessar, pois não era considerado apto para orientar consciências. Três anos depois, com humildade, oração e dedicação, obteve a permissão para exercer plenamente seu ministério.
Foi então designado para a paróquia de Ars-sur-Formans, uma pequena vila marcada por vícios, blasfêmias, bebedeiras e desprezo pelo domingo. Ali, com paciência e caridade, o padre Vianney passou treze anos silenciosamente transformando aquela realidade. Sua vida de oração, penitência e amor pelas almas foi convertendo os corações, e a igreja antes vazia passou a ser frequentada por multidões.
São João Maria Vianney foi um incansável pregador da Palavra de Deus. Suas homilias simples, mas cheias de profundidade e unção, tocavam profundamente os fiéis, despertando neles o desejo de conversão, piedade e oração. Ele tinha o dom de atrair corações para Deus, e muitos peregrinos viajavam grandes distâncias não apenas para confessar-se, mas para ouvi-lo pregar e buscar sua orientação espiritual.
Sua fama de confessor santo se espalhou por toda a França e Europa, tanto que pessoas viajavam dias apenas para confessar-se com ele. Era comum passar de 12 a 16 horas por dia no confessionário, ouvindo com atenção e misericórdia os pecados de milhares de fiéis.
Após 40 anos de sacerdócio, faleceu com 73 anos, no dia 4 de agosto de 1859. Foi canonizado pelo Papa Pio XI em 1925, que também o declarou Padroeiro dos Sacerdotes. A Igreja celebra sua memória no Dia do Padre, como sinal de reconhecimento ao ministério sacerdotal exercido com amor, sacrifício e fidelidade.
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“Ó Jesus, conhecer-vos é amar-vos!… Se soubéssemos o quanto Nosso Senhor nos ama, morreríamos de felicidade!” - São João Maria Vianney
São João Maria Vianney, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica