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Agosto de 2026
⁹ᵃChegando lá, habitou numa caverna. ¹¹E o Senhor disse-lhe: “Sai e conserva-te sobre o monte diante do Senhor”. E eis que o Senhor passa. E diante do Senhor corre um vento impetuoso e forte, que transtorna os montes e quebra as pedras, e o Senhor não está no vento. Depois do vento há um terremoto, e o Senhor não está no terremoto. ¹²E, depois do terremoto, acende-se um fogo, e o Senhor não está no fogo. E, depois do fogo, ouve-se o sopro duma leve brisa. ¹³ᵃQuando Elias ouviu isso, cobriu o seu rosto com a capa, saiu e pôs-se à entrada da caverna.
Palavra do Senhor.
⁹ᵃ Eu ouvirei o que o Senhor Deus me disser,
⁹ᵇ porque ele anunciará a paz ao seu povo.
¹⁰ Sim, a sua salvação está perto dos que o temem, e a glória habitará na nossa terra. R.
¹¹ A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
¹² A fidelidade brotou da terra, e a justiça olhou do alto do céu. R.
¹³ Porque o Senhor dará a sua bondade, e a nossa terra produzirá o seu fruto.
¹⁴ A justiça irá adiante dele, e imprimirá os seus passos no caminho. R.
¹Eu digo a verdade em Cristo, não minto, dando-me testemunho disso a minha consciência no Espírito Santo: ²tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração. ³Porque eu mesmo desejava ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu segundo a carne, ⁴israelitas, aos quais pertence a adoção de filhos, a glória, a aliança, a lei, o culto e as promessas; ⁵aos quais pertencem os patriarcas, e dos quais descende o Cristo, segundo a carne, o qual está sobre todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos. Amém.
Palavra do Senhor.
²²E imediatamente Jesus obrigou os seus discípulos a subir para a barca, e a passarem antes dele à outra margem do lago, enquanto ele despedia as turbas. ²³Despedida a gente, subiu solitário a um monte para orar. Quando chegou a noite, achava-se ali só. ²⁴Entrementes, a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário. ²⁵Porém, na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. ²⁶Quando o viram andar sobre o mar, turbaram-se, dizendo: “É um fantasma!”. E, com medo, começaram a gritar. ²⁷Mas Jesus falou-lhes imediatamente, dizendo: “Tende confiança; sou eu, não temais”. ²⁸E Pedro respondeu-lhe, dizendo: “Senhor, se és tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas”. ²⁹Ele disse: “Vem”. E, descendo Pedro da barca, caminhava sobre a água para ir até Jesus. ³⁰Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo; e, começando a afundar, deu um grito, dizendo: “Senhor, salva-me!”. ³¹Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou-o e disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?”. ³²Então, depois que subiram para a barca, o vento cessou. ³³Os que estavam na barca aproximaram-se dele e o adoraram, dizendo: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Teresa Benedita da Cruz, conhecida no mundo como Edith Stein, nasceu em 1891, em uma região que hoje pertence à Polônia. Era a 11ª filha de uma família judia profundamente religiosa, e seu pai faleceu antes que ela completasse dois anos. A mãe criou os filhos com firmeza e fé no judaísmo.
Durante a adolescência, Edith viveu uma crise interior que a levou a declarar-se ateia. Apesar disso, lançou-se com paixão nos estudos, especialmente na área da Filosofia. Ingressou na Universidade de Breslau e, posteriormente, estudou com grandes mestres, tornando-se uma das mentes mais brilhantes de sua geração.
Em 1921, leu a autobiografia de Santa Teresa d’Ávila, que levou à sua conversão ao cristianismo. Ao terminar a leitura, exclamou com convicção: “É esta a verdade”. No ano seguinte, foi batizada e crismada na Igreja Católica, contrariando os desejos da mãe. A partir de então, viveu intensamente sua nova fé, unindo razão e espiritualidade.
Em 1933, ingressou no Carmelo de Colônia, na Alemanha, adotando o nome de Teresa Benedita da Cruz. Entregou-se completamente a Deus por meio da vida contemplativa, assumindo os votos de castidade, pobreza e obediência, em espírito de reparação e intercessão pelos pecadores.
Com o avanço do nazismo, a perseguição aos judeus se agravou, e Edith foi então transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda, junto com sua irmã Rosa, que também havia se convertido ao catolicismo.
Quando os bispos católicos da Holanda denunciaram publicamente as atrocidades do regime, Hitler ordenou uma retaliação direta. Tropas invadiram conventos e prenderam judeus batizados, entre eles Edith e Rosa. Ambas foram deportadas para Auschwitz, junto com outros 244 judeus católicos.
No campo de concentração, Edith demonstrou grande coragem e caridade, cuidando das crianças e ensinando o Evangelho aos demais prisioneiros.
Em agosto de 1942, foi morta nas câmaras de gás de Auschwitz, junto com sua irmã. Seus corpos foram queimados, como o de tantos outros mártires do Holocausto.
Em 1998, Santa Teresa Benedita da Cruz foi canonizada pelo Papa João Paulo II, que reconheceu nela não apenas o testemunho da fé cristã, mas também o elo profundo entre o povo judeu e a missão da Igreja.
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“Quanto mais alguém está imerso em Deus tanto mais deve sair de si, isto é, ir para o mundo a fim de levar a este a vida divina” - Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Santa Teresa Benedita da Cruz, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica