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Agosto de 2026
¹²Porém não és tu, Senhor, desde o princípio o meu Deus, o meu Santo? Nós, pois, [por tua intervenção] não morreremos. Tu, Senhor, destinaste este povo para ele exercer os teus castigos, e [tu o fizeste] forte para nos castigares. ¹³Os teus olhos são puros demais para veres o mal, e não poderás olhar para a iniquidade. Por que razão olhas para os que cometem injustiças e te conservas em silêncio, enquanto o ímpio devora os que são mais justos que ele? ¹⁴E tratas os homens como os peixes do mar e como os répteis que não têm chefe? ¹⁵Tudo levantou com o anzol, arrastou com a sua varredoura e recolheu com a sua rede. Por isso ele se alegrará e exultará; ¹⁶por isso oferecerá hóstias à sua varredoura e sacrificará a sua rede; porque por elas é que foi engrossada a sua porção, e o seu manjar é o mais excelente. ¹⁷Por isso é que ele tem estendida a sua varredoura e não cessa jamais de devastar as nações. ¹Eu estarei alerta, fazendo a minha sentinela, e permanecerei firme sobre as fortificações. Olharei atentamente para ver o que me será dito e o que hei de responder ao que me repreenda. ²Então respondeu-me o Senhor, dizendo-me: Escreve o que vês, e nota-o sobre tabuinhas, para que se possa ler facilmente. ³Porque a visão ainda está longe, mas enfim ela se cumprirá, e não faltará. Se tardar, espera-o, porque infalivelmente virá, e não faltará. ⁴Eis que o incrédulo não tem a alma reta em si mesmo, mas o justo viverá na sua fé.
Palavra do Senhor.
⁸ Mas o Senhor permanece eternamente. Ele preparou o seu trono para o juízo;
⁹ e ele mesmo julgará com equidade toda a terra, julgará os povos com justiça. R.
¹⁰ O Senhor fez-se o refúgio do pobre, socorrendo-o oportunamente, na angústia.
¹¹ Em ti, pois, esperem os que conhecem o teu nome, porque tu, Senhor, não desamparaste os que te buscam. R.
¹² Cantai ao Senhor, que habita em Sião, anunciai entre as nações os seus desígnios,
¹³ porque, vingando o seu sangue, lembrou-se deles, e não se esqueceu do clamor dos pobres. R.
¹⁴Quando foram para junto do povo, aproximou-se dele um homem, que se lançou de joelhos diante de Jesus, dizendo: “Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo, e muitas na água. ¹⁵Eu o apresentei a teus discípulos, mas não o puderam curar”. ¹⁶E Jesus respondeu: “Ó geração incrédula e perversa, até quando hei de estar convosco? Até quando vos hei de suportar? Trazei-o aqui”. ¹⁷Então Jesus ameaçou o demônio, e este saiu do jovem, o qual desde aquele momento ficou curado. ¹⁸Em seguida os discípulos aproximaram-se de Jesus, em privado, e disseram-lhe: “Por que não pudemos nós lançá-lo fora?”. ¹⁹Jesus disse-lhes: “Por causa da vossa incredulidade. Porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Passa daqui para lá’, e ele passará, e nada vos será impossível."
Palavra da Salvação.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Mt 17,14-20
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Domingos de Gusmão nasceu no ano de 1170, em Caleruega, na Espanha.
Seus pais, Félix de Gusmão e Joana d’Aza, educaram Domingos e seus irmãos, Antonio e Manes, na fé cristã, e ainda jovem, Domingos demonstrava um profundo desejo de evangelizar.
Aplicado aos estudos, tornou-se uma pessoa muito culta, e aos 24 anos, sentiu-se chamado ao sacerdócio e passou a integrar os Cônegos da Catedral de Osma, a convite do bispo Diego. Sua inteligência e caráter logo o colocaram a serviço da Igreja e do rei Afonso VII, atuando em missões diplomáticas e representando a Santa Sé.
No sul da França, enfrentava-se a heresia dos albigenses, que negavam verdades fundamentais da fé cristã. O Papa Inocêncio III enviou Domingos junto a Dom Diego para anunciar o Evangelho e combater os erros propagados pelos hereges. Com a morte repentina do bispo Diego, Domingos permaneceu sozinho na missão, sustentado por sua fidelidade a Cristo e zelo apostólico.
Em 1215, inspirado pelo Espírito Santo e movido pelas necessidades daquele tempo, Domingos fundou uma nova ordem religiosa voltada à pregação e ao testemunho evangélico. Dois anos depois, em 22 de dezembro de 1217, o Papa Honório III aprovou oficialmente a congregação, que recebeu o nome de Ordem dos Frades Pregadores.
São Domingos de Gusmão faleceu no dia 6 de agosto de 1221, no Convento de Bolonha, com 51 anos de idade. Treze anos após sua morte, foi canonizado pelo Papa Gregório IX, que o conhecera pessoalmente e admirava sua santidade.
“Falar somente com Deus ou sobre Deus.” - São Domingos de Gusmão
São Domingos de Gusmão, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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