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Agosto de 2026
⁸Mas tu, filho do homem, ouve tudo o que te digo e não sejas rebelde como esta casa; abre a tua boca e come tudo o que eu te dou”. ⁹Então olhei, e eis que uma mão estava estendida para mim, na qual se achava um livro enrolado. Abriu-o diante de mim, e estava escrito por dentro e por fora, e viam-se escritas nele lamentações, canções lúgubres e maldições. ¹E disse-me: “Filho do homem, come tudo o que achares; come esse livro e vai falar aos filhos de Israel”. ²Então abri a minha boca, e ele deu-me para comer aquele livro, ³dizendo-me: “Filho do homem, o teu ventre se alimentará, e se encherão as tuas entranhas deste livro que te dou”. Eu o comi, e na minha boca tornou-se doce como mel. ⁴E disse-me: “Filho do homem, vai à casa de Israel, e lhe anunciarás as minhas palavras.”
Palavra do Senhor.
¹⁴ Deleitei-me no caminho das tuas ordens, tanto como em todas as riquezas. R.
²⁴ Porque os teus decretos são a minha meditação, e as tuas justas leis são o meu conselho. R.
⁷² Para mim vale mais a lei saída da tua boca do que milhões de ouro e de prata. R.
¹⁰³ Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! São-no mais que o mel à minha boca. R.
¹¹¹ Adquiri os teus testemunhos para eterno patrimônio, pois são a alegria do meu coração. R.
¹³¹ Abri a minha boca e respirei, porque desejava os teus mandamentos. R.
¹Naquela mesma ocasião aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: “Quem é o maior no reino dos céus?” ²Então Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles ³e disse: “Em verdade vos digo: se não vos converterdes e não vos tornardes como meninos, não entrareis no reino dos céus. ⁴Todo aquele, pois, que se fizer pequeno, como este menino, será o maior no reino dos céus. ⁵E quem receber em meu nome um menino como este, é a mim que recebe. ¹⁰Cuidai para que não desprezeis um só destes pequeninos, pois vos declaro que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai, que está nos céus. ¹²Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, porventura não deixa as outras noventa e nove nos montes, e vai em busca daquela que se desgarrou? ¹³E, se acontecer encontrá-la, em verdade vos digo que se alegra mais por esta do que pelas noventa e nove que não se desgarraram. ¹⁴Assim, não é a vontade de vosso Pai, que está nos céus, que pereça um só destes pequeninos.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Clara nasceu em uma família nobre, em Assis, na Itália, em 1193.
Desde a infância, destacou-se por sua caridade, simplicidade e profundo respeito pelos pobres. Ao conhecer o testemunho radical de pobreza e alegria evangélica vivido por São Francisco de Assis, sentiu-se profundamente tocada e decidiu seguir o mesmo caminho de entrega total a Deus.
Com apenas 19 anos, Clara deixou sua casa e foi ao encontro de Francisco na pequena igreja de Santa Maria dos Anjos. Lá, cortou os cabelos, vestiu um hábito simples de lã e fez seus votos de pobreza, castidade e obediência. Inicialmente, foi acolhida no mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas e, em seguida, transferiu-se para a ermida de Santo Ângelo de Panço, onde sua irmã Inês se uniu a ela na nova vida consagrada.
Clara e um grupo de jovens passaram a viver no convento de São Damião, onde deu início a uma nova forma de vida consagrada. Primeiro chamadas de “Damianitas”, depois “Damas Pobres”, o grupo ficou conhecido como “Clarissas”. Em 1216, Clara aceitou as regras beneditinas para a sua ordem e o título de abadessa, mas conseguiu do Papa Inocêncio III o chamado “privilégio da pobreza”, mantendo assim o carisma franciscano em sua essência.
Santa Clara foi agraciada com experiências místicas. Em uma noite de Natal, enquanto doente em sua cela, teve uma visão do presépio e da missa celebrada na igreja de Santa Maria dos Anjos, como se estivesse lá presente. Também assistiu ao funeral de São Francisco por meio de uma visão, onde via as imagens como se projetadas na parede, sem sair de seu leito. Por essas visões, foi proclamada patrona da televisão.
Outro acontecimento marcante foi quando, diante da invasão de muçulmanos turcos a Assis, Clara se levantou enfraquecida da enfermidade, tomou o Santíssimo Sacramento em mãos e, rezando com fervor, os invasores fugiram.
Santa Clara faleceu no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Dois anos depois, em 1255, foi canonizada pelo Papa Alexandre IV.
“Se olhares para Deus, o que tanto te preocupa vai parecer insignificante” - Santa Clara
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Santa Clara, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica