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Setembro de 2026
³¹Aspirai, pois, aos dons superiores. E eu vou mostrar-vos um caminho ainda mais excelente. ¹Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine. ²E, ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até o ponto de transportar montes, se não tiver caridade, não sou nada. ³E, ainda que distribuísse todos os meus bens no sustento dos pobres, e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, nada disso me aproveita. ⁴A caridade é paciente, é benéfica; a caridade não é invejosa, não é temerária; não se ensoberbece, ⁵não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, ⁶não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; ⁷tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. ⁸A caridade nunca há de acabar; mas as profecias passarão, e as línguas cessarão, e a ciência será abolida. ⁹Porque imperfeitamente conhecemos, e imperfeitamente profetizamos. ¹⁰Mas, quando vier o que é perfeito, será abolido o que é imperfeito. ¹¹Quando eu era criança, falava como criança, apreciava como criança, discorria como criança. Porém, quando me tornei homem feito, abandonei as coisas de criança. ¹²Nós agora vemos como por um espelho, em enigma; mas então [o veremos] face a face. Agora conheço-o em parte, mas então hei de conhecê-lo como eu mesmo sou conhecido. ¹³Agora, pois, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior delas é a caridade.
Palavra do Senhor.
² Louvai o Senhor com a cítara; com o saltério de dez cordas cantai-lhe.
³ Cantai-lhe um cântico novo; louvai-o com concerto de instrumentos e de vozes. R.
⁴ Porque a palavra do Senhor é reta, e a sua fidelidade brilha em todas as suas obras.
⁵ Ele ama a misericórdia e a justiça; a terra está cheia da misericórdia do Senhor. R.
¹² Bem-aventurada a nação que tem o Senhor por seu Deus; o povo que ele escolheu por sua herança. R.
²² Exerça-se, Senhor, sobre nós a tua misericórdia, segundo temos esperado de ti. R.
³¹Então disse o Senhor: “A quem, pois, compararei os homens desta geração? E a quem são semelhantes? ³²São semelhantes aos meninos que estão sentados na praça e que falam uns para os outros, dizendo: ‘Tocamos flauta, e vós não bailastes; entoamos canções tristes, e vós não chorastes’. ³³Porque veio João Batista, que não comia pão, nem bebia vinho, e dizeis: ‘Ele está possesso do demônio!’. ³⁴Veio o Filho do homem, que come e bebe, e dizeis: ‘Eis um glutão e um bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores’. ³⁵Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Cornélio nasceu em Roma e foi eleito Papa em 251. Era reconhecido como um homem justo, firme na fé e misericordioso com os pecadores arrependidos. Sua eleição, contudo, foi contestada por Novaciano, que promoveu um cisma ao se declarar antipapa.
Cipriano nasceu por volta de 210, em Cartago. Era um advogado respeitado, com grande domínio da oratória. Converteu-se ao cristianismo em 246, tocado pela Palavra de Deus e, pouco tempo depois, foi ordenado sacerdote e eleito bispo de sua cidade, destacando-se pela firmeza doutrinal e pela caridade pastoral.
O ministério de ambos foi marcado por tempos difíceis. Cornélio enfrentou o cisma de Novaciano e a controvérsia em torno dos “lapsos” (cristãos que haviam negado a fé e desejavam retornar à Igreja). Foi acusado de demasiada indulgência, mas sustentou, com o apoio de Cipriano, que a misericórdia deveria prevalecer, acompanhada da penitência. Durante a perseguição do imperador Galo, Cornélio foi exilado em Civitavecchia, onde morreu em 253.
Cipriano, por sua vez, também enfrentou divisões internas. As perseguições levaram muitos cristãos a apostatar. Ao acolher os arrependidos, foi duramente criticado pelos mais rigoristas. Em 252, convocou um concílio em Cartago para condenar os cismáticos e reafirmar a comunhão com Roma.
Durante a perseguição de Valeriano, São Cipriano foi preso e, após um tempo de espera, martirizado por decapitação no ano 258. São Cornélio faleceu exilado em 253.
A Igreja celebra juntos esses dois grandes pastores desde os tempos antigos, como sinal de sua unidade de pensamento e testemunho.
“Não se pode ter Deus por Pai se não se tem a Igreja por Mãe.” - São Cipriano
São Cipriano, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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