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Setembro de 2026
⁷Nos dias da sua carne, oferecendo, com grande brado e com lágrimas, preces e súplicas àquele que o podia salvar da morte, Jesus foi atendido pela sua reverência ⁸e, embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. ⁹Então, uma vez consumado, tornou-se a causa da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
Palavra do Senhor.
² Em ti, Senhor, esperei. Não seja eu jamais confundido, livra-me, segundo a tua justiça.
³ᵃ Digna-te inclinar-me o ouvido, acode prontamente a livrar-me. R.
³ᵇ Sê para mim um Deus protetor
³ᶜ e uma casa de refúgio para me pores a salvo.
⁴ Porque tu és a minha fortaleza e o meu refúgio, por causa do teu nome me conduzirás e sustentarás. R.
⁵ Tu me tirarás deste laço, que me armaram às ocultas, porque tu és o meu protetor.
⁶ Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, Senhor Deus da verdade. R.
¹⁵ Mas eu esperei em ti, Senhor. Eu disse: “Tu és meu Deus;
¹⁶ nas tuas mãos está o meu destino. Livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem. R.
²⁰ Quão grande é, Senhor, a abundância da tua doçura, que tens reservada para os que te temem! Tu a deste abundante àqueles que esperam em ti, à vista dos filhos dos homens. R.
²⁵Entretanto estavam de pé junto à cruz de Jesus sua Mãe, e a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. ²⁶Jesus, ao ver sua Mãe e o discípulo que ele amava, o qual estava presente, disse à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. ²⁷Depois disse ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe”. E, daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
Palavra da Salvação.
Ou:
³³E seu pai e mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam. ³⁴Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este está destinado para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser sinal de contradição. ³⁵E uma espada trespassará a tua alma, a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos".
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santa Catarina nasceu em 1447, na nobre família Fieschi, de Gênova.
Desde pequena, Catarina foi agraciada por Deus com dons espirituais: aos oito anos, já se destacava por um profundo espírito de oração e união com o Senhor. Aos doze, meditava na Paixão de Cristo e buscava conformar-se inteiramente à vontade de Deus. Aos treze, desejou consagrar-se no convento, mas foi recusada pela pouca idade. Com dezesseis anos, aceitou, em espírito de obediência, o casamento com Giuliano Adorno, união que, a princípio, lhe trouxe muitas provações.
O matrimônio de Catarina foi marcado pelo sofrimento: Giuliano era apegado aos prazeres e aos bens do mundo. Catarina, com paciência e oração, suportou por anos os maus-tratos e o desprezo do esposo.
Após um período de grande aridez espiritual, em 1473, ao buscar o sacramento da confissão, Catarina recebeu uma graça extraordinária: uma iluminação interior tão profunda que transformou completamente sua vida. A partir de então, cresceu no amor a Deus e no desejo de comunhão, obtendo licença para comungar diariamente, algo raro na época. Viveu em severas penitências, na oração e no serviço aos pobres e enfermos, especialmente aos mais abandonados.
Com sua dedicação e orações, Catarina alcançou a conversão de Giuliano, que abandonou a vida mundana, tornou-se franciscano da Ordem Terceira e passou a servir com ela no hospital. Catarina assumiu a administração do Hospital de Pammatone, em Gênova, e se dedicou por completo aos doentes, especialmente os mais desamparados. Sua caridade e humildade atraíam muitos à fé. Escreveu, por obediência, dois textos espirituais de grande valor: o Diálogo da Alma e do Corpo e o Tratado sobre o Purgatório, que a tornaram conhecida como “Doutora do Purgatório”.
Santa Catarina faleceu em Gênova, no dia 15 de setembro de 1510, aos 63 anos, após uma vida de entrega a Deus e ao próximo. Em 1737, foi canonizada por Clemente XII e, em 1943, Pio XII a proclamou Padroeira dos Hospitais Italianos.
"O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida." - Santa Catarina Fieschi de Gênova
Em 15 de setembro, a Igreja celebra o dia de Nossa Senhora das Dores, uma devoção que surgiu no final do século XI, principalmente na Europa, e que foi oficializada como festa litúrgica para toda a Igreja após decisão do Papa Pio VII, em 1814.
Essa devoção nasce do amor e da compaixão por Maria, Mãe Dolorosa, unida ao sofrimento de Jesus na Cruz. Ela nos convida a contemplar a Virgem que permaneceu fiel e firme aos pés da Cruz, participando da Paixão de Cristo de forma íntima e profunda.
Nossa Senhora das Dores nos ensina que, mesmo nas maiores dores, não estamos sozinhos. Ela nos mostra que o caminho da cruz é também caminho de amor, fé e entrega.
O título expressa a profunda dor espiritual de Maria, especialmente ao acompanhar o sofrimento e a morte de seu Filho, Jesus. As Sete Dores de Maria são episódios do Evangelho que revelam seu coração transpassado, cheio de amor, mas também de imenso sofrimento.
Ó Mãe das dores, recolhei as nossas lágrimas e sofrimentos, acolhei os nossos pedidos para que sejamos consolados e cresçamos em nossa fé. Lembrai de nós vossos filhos tão necessitados. Amém!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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Autor: Redação Biblioteca Católica