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Setembro de 2026
⁴Partiram do Monte Hor pela estrada que conduz ao Mar Vermelho, para rodearem o país de Edom. E o povo começou a enfastiar-se do caminho e das fadigas, ⁵e, falando contra Deus e contra Moisés, disse: “Por que nos tiraste do Egito para morrermos num deserto? Falta pão, não há água; a nossa alma está enfastiada deste alimento levíssimo”. ⁶Por esta causa o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, as quais, causando chagas e mortes em muitos, ⁷[os israelitas] foram ter com Moisés e disseram-lhe: “Nós pecamos, pois falamos contra o Senhor e contra ti; roga-lhe que afaste de nós as serpentes”. Moisés orou pelo povo, ⁸e o Senhor disse-lhe: “Faze uma serpente de bronze, e põe-na por sinal: aquele que, sendo ferido, olhar para ela, viverá”. ⁹Moisés fez então uma serpente de bronze e a pôs por sinal; e os feridos que olhavam para ela saravam.
Palavra do Senhor.
Ou:
⁶O qual, existindo na forma de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus; ⁷mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido por condição como homem. ⁸Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até a morte, e morte de cruz. ⁹Por isso também Deus o exaltou e lhe deu um nome que está acima de todo nome: ¹⁰para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e no inferno, ¹¹e toda língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.
Palavra do Senhor.
¹ Instrução de Asaf. Escuta a minha lei, povo meu. Inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.
² Abrirei em parábolas a minha boca; direi coisas escondidas desde o princípio. R.
³⁴ Quando os fazia morrer, buscavam-no e convertiam-se, e apressavam-se a voltar-se para ele.
³⁵ Lembravam-se que Deus era o seu defensor, e que o Deus Altíssimo era o seu redentor. R.
³⁶ Amavam-no, porém, somente com a boca e com a sua língua lhe mentiam;
³⁷ porque o seu coração não era sincero com ele, nem se mantiveram fiéis à sua aliança. R.
³⁸ Mas ele é misericordioso e perdoava os seus pecados, e não os destruía. Deteve muitas vezes a sua ira, e não acendeu todo o seu furor. R.
¹³Ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu. ¹⁴E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do homem, ¹⁵a fim de que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ¹⁶Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ¹⁷Pois Deus não enviou seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Santo Alberto nasceu na Itália por volta do ano de 1149.
Ingressou entre os cônegos regulares de Santa Cruz, onde se destacou tanto pela virtude quanto pela sabedoria, sendo posteriormente eleito Prior-Geral da Congregação.
Sua vida e virtudes fizeram com que fosse querido por papas, imperadores, reis e por todo o povo, sendo conhecido como um verdadeiro pacificador.
Tornou-se bispo de Bobbio e, depois, de Vercelli, e em 1205, após a morte do Patriarca Latino de Jerusalém, foi unanimemente escolhido para assumir esse cargo, apesar de resistir inicialmente. Somente após a insistência do Papa, aceitou o ofício e embarcou para a Terra Santa.
Alberto chegou ao Oriente em 1206 e residiu nas encostas do Monte Carmelo. Ali, os eremitas que viviam retirados, próximos à fonte de Elias, pediram a ele uma norma de vida. Atendendo ao pedido, Santo Alberto redigiu uma Regra simples, mas profunda, que guiaria a Ordem do Carmo por séculos. Por isso, mesmo sem ser carmelita, a Ordem o considera seu legislador e o representa em suas imagens com o hábito carmelita e a Regra na mão.
Mesmo entre dificuldades e tensões políticas de Jerusalém, Alberto continuou sendo um homem de reconciliação, encontrando consolo e força junto aos carmelitas, que o consideravam pai e amigo. Sua dedicação à justiça, porém, lhe custaria a vida: denunciando má conduta dentro da Fundação Hospitalar do Espírito Santo, acabou sendo assassinado por vingança pelo próprio chefe da instituição.
Morreu em 14 de setembro de 1214, em São João de Acre, enquanto presidia à celebração da Exaltação da Santa Cruz. Sua morte foi violenta, mas sua vida foi inteiramente dedicada à paz, à reforma e ao amor a Deus.
Santo Alberto, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica
A festa da Exaltação da Santa Cruz nasceu em Jerusalém, em 13 de setembro de 335. A celebração recordava a descoberta da Cruz de Cristo por Santa Helena, mãe do imperador Constantino. Aquela que fora instrumento de suplício tornou-se, pela fé, sinal de vitória e de salvação. Em 320, a própria prática da crucificação foi abolida por Constantino.
A Cruz, no olhar cristão, não glorifica a dor, mas revela o Amor. É por ela que se manifesta a total entrega de Deus pela humanidade, na pessoa de Jesus Cristo. O Evangelho proclamado neste dia mostra que, assim como o povo no deserto olhava para a serpente erguida por Moisés e encontrava a cura, também nós devemos elevar os olhos ao Crucificado para recebermos vida.
No ano 614, Cosroes II, rei dos persas, invadiu Jerusalém e levou consigo, entre muitos tesouros, a relíquia da Santa Cruz. Após vencê-lo em batalha, o imperador Heráclio exigiu sua restituição e a levou de volta à cidade santa. Entrou com ela, carregando-a nos ombros, vestido como simples peregrino. Desde então, esta data passou a celebrar também a vitória da Cruz como sinal visível da fé cristã.
A festa litúrgica é celebrada em 14 de setembro. Com o tempo, a importância deste dia foi sendo restabelecida pela Igreja, sobretudo após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, como um convite à contemplação e adoração de Cristo crucificado.
Autor: Redação Biblioteca Católica
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