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Setembro de 2026
³³A ira e o furor são duas coisas execráveis, e o pecador as terá em si mesmo. ¹Aquele que quer vingar-se, encontrará a vingança do Senhor, o qual tirará exata conta dos seus pecados. ²Perdoa ao teu próximo que te ofendeu, e então, quando pedires, ser-te-ão perdoados os pecados. ³Um homem conserva a sua ira contra outro homem, e pede a Deus remédio? ⁴Não tem compaixão dum homem seu semelhante, e pede perdão dos seus pecados? ⁵Ele, sendo carne, conserva rancor, e pede propiciação a Deus? Quem lhe alcançará [o perdão] pelos seus delitos? ⁶Lembra-te dos teus novíssimos e deixa de nutrir inimizades; ⁷porque a corrupção e a morte pendem [sobre ti] dos mandamentos do Senhor. ⁸Lembra-te do temor de Deus e não te ires contra o teu próximo. ⁹Lembra-te da aliança do Altíssimo e não faças caso da ignorância do próximo.
Palavra do Senhor.
¹ Do mesmo Davi. Bendize, ó minha alma, o Senhor, e tudo que há em mim, [bendiga] o seu santo nome.
² Bendize, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças nenhum dos seus benefícios. R.
³ É ele que perdoa todas as tuas maldades, e que sara todas as tuas enfermidades.
⁴ É ele que resgata da morte a tua vida, e que te coroa da sua misericórdia e das suas graças. R.
⁹ Não ficará irado para sempre, nem ameaçará perpetuamente.
¹⁰ Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos puniu segundo as nossas maldades. R.
¹¹ Porque, assim como está o céu acima da terra, assim firmou a sua misericórdia sobre os que o temem.
¹² Quanto o oriente dista do ocidente, tanto ele afastou de nós as nossas maldades. R.
⁷Porque nenhum de nós vive para si mesmo, e nenhum de nós morre para si mesmo. ⁸Se vivemos, vivemos para o Senhor; se morremos, morremos para o Senhor. Logo, vivamos ou morramos, somos do Senhor. ⁹Por isso é que Cristo morreu e ressuscitou: para ser Senhor dos mortos e dos vivos.
Palavra do Senhor.
²¹Então, aproximando-se dele Pedro, disse: “Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”. ²²Jesus respondeu-lhe: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. ²³“Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. ²⁴Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. ²⁵Como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que fosse vendido ele, e sua mulher, e seus filhos, e tudo o que tinha, para se saldar a dívida. ²⁶Porém o servo, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. ²⁷Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir embora e perdoou-lhe a dívida. ²⁸Mas este servo, ao sair, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando-lhe a mão, o sufocava, dizendo: ‘Paga o que me deves!’. ²⁹Então o companheiro, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. ³⁰Ele, porém, não quis, antes retirou-se e mandou que o metessem na prisão, até pagar a dívida. ³¹Ora, os outros servos seus companheiros, ao verem isso, ficaram muito contristados e foram relatar ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. ³²Então o senhor o chamou e disse-lhe: ‘Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste; ³³não devias tu logo compadecer-te também do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?’. ³⁴E o seu senhor, irado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. ³⁵Assim também vos fará meu Pai celestial, se de todo coração não perdoardes cada um a seu irmão.”
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São João Crisóstomo nasceu em Antioquia, na Síria, por volta do ano 349. Filho de uma família rica, perdeu o pai ainda na infância e foi criado pela mãe, Antusa, uma mulher piedosa que se tornou santa.
Desde cedo, João foi educado pelos maiores mestres da época, tanto no saber clássico quanto na fé. Foi aluno do renomado orador Libônio, que, decepcionado com o estudante por preferir o fascínio da fé ao da retórica, teria dito: “se os cristãos não me o tivessem roubado!” De fato, João escolheu seguir a Cristo, e não os palácios do mundo.
Ainda jovem, João Crisóstomo passou seis anos no deserto, dois deles vivendo em uma caverna, dedicando-se à oração, à penitência e ao estudo das Escrituras. Ordenado sacerdote pelo bispo Fabiano, rapidamente se destacou como pregador, atraindo multidões pela clareza, profundidade e ousadia de suas homilias. Sua palavra era viva, firme, enraizada no Evangelho. Pregava contra os abusos dos ricos, alertava os monges contra o apego ao dinheiro e incentivava os fiéis à caridade, à castidade e à sobriedade de vida.
Em 397, foi eleito Patriarca de Constantinopla. Mesmo diante da corte imperial, não abandonou a simplicidade e a firmeza. Denunciou a corrupção, combateu o luxo do clero e chegou a destituir diversos padres indignos. Sua coragem atraiu inimigos poderosos, como o Patriarca de Alexandria e a imperatriz Eudóxia, que conspiraram para exilá-lo. Mesmo exilado, suas cartas e escritos seguiram nutrindo espiritualmente a Igreja.
Foi exilado pela segunda vez em 404, com a saúde já fragilizada, e morreu em 407, na cidade de Comana.
Seu apelido “Crisóstomo”, que significa “boca de ouro”, foi dado após sua morte, em reconhecimento à força e beleza de sua pregação. É Doutor da Igreja e patrono dos pregadores e oradores sagrados.
“Nada vale tanto como a oração. Ela torna possível aquilo que é impossível, fácil o que é difícil. É impossível que o homem que reza continue pecando.” - São João Crisóstomo
São João Crisóstomo, rogai por nós.
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