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Setembro de 2026
⁹Regozija-te, pois, ó jovem, na tua mocidade, e viva em alegria o teu coração na flor de teus anos. Segue as inclinações do teu coração e o que agrada aos teus olhos, mas tem por certo que Deus te chamará para dar contas de todas estas coisas. ¹⁰Expulsa do teu coração a ira e afasta da tua carne a malícia, pois a juventude e o deleite são um sopro. ¹Lembra-te do teu Criador nos dias da tua juventude, antes que venha o tempo da aflição, e cheguem os anos dos quais tu dirás: “Esta idade não me agrada”; ²antes que se escureça o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e voltem as nuvens depois da chuva; ³quando os guardas de tua casa começarem a tremer, e os homens fortes a vergar, e estiverem ociosos e em número reduzido os que moem, e os que veem pelas janelas principiarem a cobrir-se de trevas; ⁴e quando se fecharem as portas sobre a rua, quando enfraquecer a voz do que mói, e se levantarem com o cantar do pássaro, e todas as filhas de harmonia ensurdecerem. ⁵Eles terão medo também [de subir] aos lugares altos, e temerão no caminho. A amendoeira florescerá, o gafanhoto engordará, e a alcaparra se extinguirá, porque o homem irá para a casa da sua eternidade, e, carpindo, o irão acompanhando pelas ruas. ⁶[Lembra-te do teu Criador] antes que se quebre o cordão de prata, se retire a fita de ouro, se quebre a cântara sobre a fonte, se desfaça a roda sobre a cisterna, ⁷o pó volte à terra donde saiu, e o espírito volte para Deus, que o deu. ⁸Vaidade de vaidade, disse o Eclesiastes, e tudo é vaidade.
Palavra do Senhor.
³ Não reduzas o homem ao abatimento, pois disseste: “Convertei-vos, filhos dos homens”.
⁴ Porque mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem, que passou, e como uma vigília da noite. R.
⁵ Coisas que em nada se estimam, assim serão os seus anos.
⁶ Como a erva, ele passa de manhã; pela manhã floresce e passa; à tarde cai, endurece e seca. R.
¹² Ensina-nos a conhecer a tua destra e instrui o nosso coração na sabedoria.
¹³ Volta-te, Senhor! Até quando? Sê compassivo para com os teus servos. R.
¹⁴ Fomos cumulados da tua misericórdia desde a manhã, e exultamos de alegria e felicidade todos os nossos dias.
¹⁷ Brilhe sobre nós a luz do Senhor nosso Deus, dirige em nós [Senhor] as obras de nossas mãos: sim, dirige a obra de nossas mãos. R.
⁴⁴E todos pasmavam do grande poder de Deus. Enquanto admiravam todas as coisas que fazia, disse aos seus discípulos: “Ponde nos vossos corações estas palavras: o Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens”. ⁴⁵Eles, porém, não entendiam esta palavra. Era-lhes tão obscura que não compreendiam, e tinham medo de o interrogar acerca dela.
Palavra da Salvação.
*Segundo a divisão moderna dos versículos: Lc 9,43b-45
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
São Cosme e São Damião nasceram na Arábia, no século III. Eram irmãos gêmeos, educados na fé cristã e nas ciências médicas.
Desde jovens, dedicaram-se ao cuidado dos doentes, sempre recusando qualquer forma de pagamento, o que lhes rendeu o título de “anárgiros”, ou seja, “sem prata”, em grego. A generosidade e a caridade dos dois irmãos marcaram sua vida desde o início da juventude.
Médicos de corpo e alma, Cosme e Damião não viam na medicina apenas uma profissão, mas um meio de evangelização. Curavam as enfermidades físicas, mas também anunciavam o Evangelho aos seus pacientes, levando muitos à conversão.
Entre os inúmeros episódios de caridade, destaca-se a cura de Paládia, uma mulher que sofria com hemorragias e, em gratidão, insistiu para que aceitassem uma pequena oferta. Damião cedeu por compaixão, mas Cosme se entristeceu. A fama de suas curas despertou a ira das autoridades imperiais, que os acusaram de feitiçaria.
Segundo a tradição, eles sobreviveram a várias tentativas de execução: foram lançados ao fogo, mas as chamas não os atingiram; apedrejados, mas as pedras retornavam aos algozes; alvejados por flechas, que também se voltaram contra os perseguidores. Só a decapitação lhes tirou a vida. Séculos depois, o imperador Justiniano, curado por intercessão deles, mandou erguer uma grande igreja em sua honra em Constantinopla.
Foram martirizados no início do século IV, durante as perseguições do imperador Diocleciano. Sua memória litúrgica é celebrada em 26 de setembro. São padroeiros dos médicos, cirurgiões, farmacêuticos, parteiras e das faculdades de medicina.
São Cosme e São Damião, rogai por nós!
Autor: Redação Biblioteca Católica
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