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Setembro de 2026
¹E, respondendo Jó ao Senhor, disse: ²“Sei que podes tudo e que nenhum pensamento te é oculto. ³‘Quem é este que, falto de ciência, encobre o conselho?’ Por isso falei insensatamente sobre coisas que ultrapassam sobremaneira a minha ciência. ⁵Eu já te ouvi com os meus ouvidos, mas agora os meus próprios olhos te veem. ⁶Por isso acuso-me a mim mesmo e faço penitência no pó e na cinza.” ¹²E o Senhor abençoou Jó no seu último estado muito mais do que no primeiro. Ele veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. ¹³Teve também sete filhos e três filhas. ¹⁴À primeira pôs o nome de Dia, à segunda Cássia, e à terceira Cornustíbia. ¹⁵Não houve em toda a terra mulheres tão formosas como as filhas de Jó, e seu pai destinou-lhes [parte da] herança entre seus irmãos. ¹⁶Depois disso viveu Jó cento e quarenta anos, e viu seus filhos e os filhos de seus filhos até a quarta geração, e morreu velho e cheio de dias.
Palavra do Senhor.
⁶⁶ Ensina-me a bondade, a doutrina e a ciência, porque dei crédito aos teus mandamentos. R.
⁷¹ Para mim foi bom que me humilhasses, para eu aprender os teus preceitos. R.
⁷⁵ Conheci, Senhor, que os teus juízos são de equidade, e que me humilhaste segundo a tua justiça. R.
⁹¹ Por tua ordem continua o curso dos dias, pois todas as coisas te servem. R.
¹²⁵ Eu sou teu servo; dá-me inteligência, para que conheça os teus testemunhos. R.
¹³⁰ A exposição das tuas palavras ilumina e dá inteligência aos pequeninos. R.
¹⁷Os setenta e dois voltaram alegres, dizendo: “Senhor, até os demônios se nos submetem em virtude do teu nome”. ¹⁸E ele disse-lhes: “Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. ¹⁹Eis que vos dei poder de calcar serpentes e escorpiões e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano. ²⁰Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos porque os vossos nomes estão escritos nos céus”. ²¹Naquela mesma hora exultou no Espírito Santo e disse: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. Assim é, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. ²²Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. E ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelar”. ²³E, tendo-se voltado para seus discípulos, disse: “Ditosos os olhos que veem o que vós vedes. ²⁴Porque eu vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”.
Palavra da Salvação.
Texto adaptado da edição da Bíblia Sagrada da editora Biblioteca Católica, com base na tradução clássica de 1927 do Padre Matos Soares, realizada a partir da Vulgata Latina.
Padre André de Soveral, Padre Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 companheiros foram os primeiros mártires do Brasil, em meio à perseguição religiosa no século XVII.
O Padre André de Soveral nasceu por volta de 1572, na cidade de São Vicente (SP). Aos 21 anos, ingressou na Companhia de Jesus, dedicando-se à catequese dos povos indígenas e à missão evangelizadora no Brasil. Depois se tornou pároco da cidade de Cunhaú (RN).
O Padre Ambrósio Francisco Ferro era pároco em Natal (RN), natural de Portugal, vindo ao Brasil como missionário.
Mateus Moreira e os demais 27 leigos mártires eram fiéis católicos, moradores da região do Rio Grande do Norte: chefes de família, agricultores, homens e mulheres de fé simples.
A missão dos Protomártires do Brasil aconteceu em meio a evangelização do Rio Grande do Norte, iniciada em 1597 por missionários jesuítas e padres diocesanos, que anunciaram o Evangelho, formaram comunidades cristãs e catequizaram os povos indígenas. Com a invasão holandesa (protestantes calvinistas), iniciou-se uma perseguição contra os católicos, marcada pela restrição da liberdade religiosa, e pelo martírio daqueles que se recusaram a abandonar a fé católica e a fidelidade ao Papa.
O martírio aconteceu em dois episódios:
Cunhaú – 16 de julho de 1645 Durante a Missa, soldados holandeses e índios aliados invadiram a Capela de Nossa Senhora das Candeias, trancaram as portas e massacraram os fiéis. O padre André de Soveral rezou até o fim. Foram mais de 60 mortos, mas só se conhecem os nomes do padre e de Domingo Carvalho.
Uruaçu – 3 de outubro de 1645 Após Cunhaú, os católicos tentaram fugir, mas foram capturados junto com o padre Ambrósio Francisco Ferro. Em Uruaçu, foram torturados e mortos de forma brutal, sob ordem do cacique calvinista Antônio Paraopaba.
“Louvado seja o Santíssimo Sacramento” — foram as últimas palavras de Mateus Moreira antes de morrer, tendo seu coração arrancado pelas costas, enquanto proclamava sua fé na Eucaristia.
O testemunho dos Protomártires do Brasil é marcado pela fidelidade à fé católica e à Eucaristia. Eles permaneceram firmes, mesmo sob torturas e diante da morte, recusando-se a renunciar à Igreja e ao Papa.
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Após a beatificação, muitos fiéis relataram graças e bênçãos atribuídas à intercessão dos mártires.
Protomártires do Brasil, rogai por nós.
Autor: Redação Biblioteca Católica